Perdas
O barco conjugal é construído de ataques e defesas, de mágoas e felicidade, de perdas e valores, sob os quais dois corações precisam se harmonizar.
Quando alguém tem um relacionamento sadio com Deus,
as perdas se transformarão em uma vida bem-sucedida, abençoada e feliz.
Cristãos fiéis e honestos submetem-se a Deus, mesmo quando passarem por perdas, problemas e perseguições ou por reconhecimentos públicos ou pela prosperidade espiritual ou financeira.
O homem é a peça mais importante para dar início a uma partida em que, havendo perdas no jogo envolvendo a sua família, ele busque os conselhos de Deus para massacrar o adversário.
Cedo ou tarde, a liderança de obreiros interessados em púlpitos dá sinais de cansaço, perdas e fracasso.
Igrejas que não choram pelas perdas de seus membros, sentem intocáveis no coração, escondendo a hipocrisia no coração e a falta de confiança na cara.
PERDAS E DORES
Vou começar dizendo que ninguém gosta de perder nada, até mesmo aquilo que não parece ter valor para a grande maioria das pessoas.
Tem perdas que acontecem e nenhum impacto causam, mas existem aquelas que nos causam dor e preocupação. A perda da saúde é algo que preocupa sempre, mas também não podemos esquecer que é praticamente inevitável com o decorrer dos anos, principalmente com o envelhecimento (todo cuidado é pouco); mas não esqueçamos que perda de saúde não acontece sómente com pessoas mais velhas, mas com todos que estamos vivos.
Dor das perdas, sim perdas causam dor e se existem uma coisa inevitável é a que chamo de idade das perdas, e que por mais que esperamos ou vejamos como natural, não tem como evitar a dor e a saudade.
A idade das perdas é aquele tempo em que vemos pessoas partindo daqueles fazem parte de nossa história: bisavós (poucos tiveram contato), os meus só conheci nos registros de familia, pois ficaram na Espanha, Portugal e nunca os vi. Perdi meus avós ainda criança; primeiro foi o avô Anselmo que sempre comprava chocolates na padaria do largo do Boturussu em Ermelino Matarazzo, depois foi a avó Elvira que sempre nos levava para limpar o casarão antigo dos patrões do local onde morava. Tempo vai passando e lá se foi a avó Carmem que nos encantava com seus cabelos ruivos e doçura em tudo que fazia e por ultimo o avô José Perez com sua fala rápida misturando espanhol com português.
A idade das perdas segue implacável. Dias atrás sonhei com meu pai, que para variar estava ajudando num trabalho numa torre de igreja ....saudade, que saudade senti quando acordei; já fazem 35 anos (tinha 56 anos), depois foi minha sogra Ana Amorim também com 56 anos e perdas vão se somando, veio meu sogro Silas um homem de Deus e mais recente em março deste ano minha mãe Mafalda.
Na idade das perdas somando-se a esses perdemos também tios, tias, primos e primas e cada vez mais pessoas vamos vendo partir deste mundo; e quando olhamos em volta vamos nos vemos cada vez mais sós.
É verdade que temos agora uma outra realidade seguindo o ciclo da vida, deixamos de referências e passamos a ser referência, pois tenho esposa, filhos, netos, sobrinhos, agregados. Fato que também nos leva a encarar que chegamos ao ponto em que no tempo certo de Deus pegaremos a senha e causaremos a dor da perda naqueles que nos amam.
Para as pessoas um pouco mais distantes o tempo se encarregará de esquecer, mas os mais próximos a perda vem com a dor que nunca passa. Diminui, mas não passa.
"Meus dias são como a sobra que declina, e vou murchando como erva. Mas tu, Senhor, está entronizado pra sempre, teu nome será lembrado por todas as gerações" Salmo 102.11,12
Apesar do tom melancólico do texto, sou grato a Deus por tudo e pela certeza de que o Senhor nos conforta a cada dia.
Um sonho aqui, uma lembrança ali, uma lágrima e na maioria das vezes sorrisos pela alegria trazida em vida por aqueles que partiram.
Não é uma tarefa facil conviver com perdas de qualquer natureza, mas a certeza da presença do Senhor nosso Deus conosco sempre nos renova.
Perdas causam dor e são inveitáveis, mas felizes são os que tem alegria de ver e conviver com as novas gerações.
Quero concluir com esse texto de Paulo aos Coríntios: "Porque Deus, que disse: Das trevas brilhará a luz, foi ele mesmo quem brilhou em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. Temos porém, esse tesouro em vaso de barro, para que o poder extraordinário seja de Deus e não nosso. Sofremos pressões de todos os lados, mas não estamos arrasados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; 2 Co 4. 6 a 9.
"Sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com ele e nos apresentará convosco. Pois tudo é para o vosso benefício, para que a graça multiplicada por causa de muitos faça transbordar as ações de graças para glória de Deus". 2 Co 4.14,15
Deus nos abençoe, conforte e fortaleça no dia que se chama hoje.
Valdenir Albarral
“Ganhos podem trazer perdas assim como perdas podem trazer ganhos, tudo depende das nossas escolhas”
Ney P. Batista
Escolhas não descartam perdas, portanto ser seletivo não é lá grande coisa num mundo onde, quando da morte, tudo acaba. Principalmente quando essas escolhas, são voltadas à satisfação do próprio ego.
Ney Paula B.
Esperar as crises, as perdas e o sofrimento passarem para o país melhorar é o mesmo que deixar de pagar impostos para o governo tomar o que você já tem ou se tornar um pobre coitado à serviço da escravidão e rejeição social sem fazer nada que presta.
Faça um planejamento ou organização de seus planos para que as perdas não entrem no orçamento do desperdício do tempo, de investimentos e de recursos.
Há perdas mentais profissionais, familiares, conjugais, espirituais e sociais por meio de excessos, vícios ou exageros, porque mentes depressivas se ocupam de canais egoístas, onde o resultado da produção é apenas mostrar a própria imagem e a capacidade do homem.
Inverta os resultados das perdas de seus investimentos, buscando na Palavra de Deus os Seus benefícios para garantir o lucro e o sucesso da sua salvação.
O silêncio social, após a pandemia, em face à perdas de valores morais, sociais, profissionais e espirituais, será um rara oportunidade para buscar o seu crescimento acadêmico e espiritual, quando todos se encontram em casa para alavancar suas vidas.
Na luta do bem contra o mal há mais perdas, derrotas e sofrimentos entre os malfeitores do que os benfeitores, que revestidos de luz e de sabedoria, sabem como combater todas as estratégias e forças das trevas, acabando com os planos diabólicos e prendendo os escravos frustrados da ignorância.
Todas as equipes sofrem perdas e derrotas, aprendendo com seus erros e habilidades; mas após sua recuperação, melhoram com um bom treinamento, avançam de novo em busca de suas metas e realizações e seguem motivadas por altruísmo, coragem e resiliência, preparadas para a prova e o valor de suas novas conquistas.
A vida tem um jeito cruel de nos testar, de nos fazer lidar com perdas que não esperávamos enfrentar tão cedo. Nos últimos três anos, eu me vi atravessando um mar de lutos que me transformaram profundamente. Perdi as duas avós que foram símbolos de carinho, histórias e laços familiares que nunca imaginei romper tão bruscamente. A partida da minha tia, uma mulher tão importante e presente na minha vida, deixou um vazio que ainda ecoa em cada memória que compartilhei com ela. Como se isso não bastasse, meu sobrinho, o primeiro filho da minha irmã, não teve a chance de respirar fora do ventre, vítima de um erro médico que não apenas tirou dele a vida, mas também roubou da nossa família a alegria de conhecê-lo.
Cada uma dessas perdas pareceu me arrancar um pedaço, deixando cicatrizes que ainda estou tentando entender e curar. O luto nunca é simples, mas a soma dessas despedidas inesperadas tornou meu luto algo complexo, quase avassalador. Aprendi que o tempo pode até ajudar a fechar feridas, mas ele não apaga as dores. Ele apenas nos ensina a conviver com elas, a acolher essas ausências como parte de quem somos.
E agora, enquanto ainda digiro essas ausências, me vejo lidando com um luto diferente, o luto de pessoas vivas. Perder minha família, minha ex-esposa, com quem compartilhei sonhos e tantos momentos, tem sido um tipo diferente de vazio, uma saudade daquilo que um dia foi e nunca mais será. A separação transformou minha relação com minha filha, em algo distante e dilacerante. Não é apenas a perda física, mas o fim de uma vida que eu planejei, a quebra de um lar que parecia ser minha âncora.
Viver sem minha ex-esposa e sentir a ausência da presença diária da minha filha tem sido uma batalha constante. Às vezes, é como se eu estivesse de luto por versões de mim mesma que não existem mais, por aquela vida que eu tinha como minha. O luto por uma família que se desfez é tão profundo quanto o luto pela morte, porque ele carrega a carga do amor que ainda existe, mas que não pode mais ser vivido da mesma forma.
Cada dia é um esforço para equilibrar o peso dessas ausências, para aprender a amar de longe, a deixar ir sem realmente esquecer. Tento encontrar força nas pequenas coisas, em cada conversa que ainda posso ter com Rebecca, nas memórias das pessoas que partiram, e na tentativa de me reconstruir diante de tanta perda. É um caminho árduo, mas eu sigo, mesmo que com passos vacilantes.
