Perdas
"Usamos a razão para maximizar os ganhos e minimizar as perdas". Poderia ser verdade se maximizar as chances de sucesso não tão frequentemente causassem maximizar as perdas. A exemplo temos os antigos queimando seus barcos quando iam invadir outro país. Ou vai ou vai.
Deus compensa as perdas, quase sempre é preciso estar com as mãos vazias, para que se possa segurar algo novo...
Depois de algumas perdas eu aprendi a me afastar de tudo o que me fazia mal. Isso me deu paz e esperança. As pessoas chamaram isso de egoísmo, mas eu dei para essa minha nova atitude o nome de liberdade.
Hoje, depois de tudo o que passei... depois das perdas e tristezas que tive, me reservo o direito de ser verdadeiro em minas atitudes e palavras.
O mesmo travesseiro onde choro a noite, e onde repouso em paz com minha consciência.
Aprendi...
Aprendi uma coisa com a vida, com a morte e as perdas que sofri. A vida é uma só, viva intensamente cada segundo, minuto, hora e dia, mês, ano, décadas. Porque a vida é curta, e os momentos não voltam mais.
As vezes me canso....
As vezes me canso, me canso da vida, das pessoas, das dores, das perdas, dos desamores, me canso das lágrimas minhas, deles e daqueles. Me canso de sentir a dor da perda para a morte,me canso de perder um amor para o silêncio, de viver em vão. Talvez minha paz fosse encontrada no meu silêncio, no descansar do campo verde, onde, se encontram pinheiros, pinhas e memórias escritas em pequenos pedaços de cimento, depois de tanta injustiça, sofrimento, arrependimento, egoísmo e dor, fosse melhor dormir, dormir por algumas horas, dias, meses, quem sabe para sempre...- Peter Giachetta.
Não há crescimento sem mudanças. E mudanças pode existir medo ou perdas, e não há perda sem dor. Contudo Deus nunca é apressado, mas é sempre pontual. Espere...ELE ESTÁ NO CONTROLE!
Não sei administrar o vazio
que percorre minhas veias
tão pouco, sei trabalhar as perdas.
Nesse deserto, meus sentimentos vagam
rumo os oásis áridos
e lá, a luz do luar
meu olhar se mantém acesa.
Esboço ideias que ficam no papel
são espectros de versos concretos
desejos criados pelo meu eu poético
e pelo manto prata da lua,
que me cobre de ponta a outra,
desisto de tentar entoar
tristeza
dor
melancolia
por ora, guardo na gaveta todas as fases mal vividas
deixa só a figura de linguagem falar e
quem sabe amanhã, o cinza vira azul e então
abro a gaveta, onde aprisiona minha felicidade
solta as palavras, e deixo novamente o amor voar
e vou com ele, nas asas da fantasia.
Não devemos nos angustiar pelas perdas ou por aquilo que poderia ter sido. A principal tarefa é compreender e absorver tais fatos recolhendo uma lição positiva, mesmo que diante de nós a tempestade ou as ruínas de tudo que foi construído nos confunda ou pese. Transcender tudo isso, é um exercício diário, exige observar as coisas internas, deixando as primeiras impressões para aqueles que tendem a valorizar o superficial. A verdade é um mecanismo intenso, por isso algumas vezes dilacera, mas também eleva. É preciso entender que toda tentativa quando justa e sincera transforma, e seus frutos despertam gradativamente. Se não apareceram, aguarde, mas não pare, talvez ainda não seja primavera.
Não há sucesso sem perdas pelo caminho mas, se não deixares que elas te derrubem, então consegues chegar ao sucesso.
PERDAS E DANOS
Em meu terraço tenho diversas plantas que atraem os pássaros e, dessa maneira, vários me visitam diariamente e alguns até decidiram lá morar. Vejo, diariamente, desfilando pelo local: bem-te-vis, sabiás, canarinhos, beija flores, cambacicas, andorinhas, rolinhas e joões-de-barro; é uma grande festa para os olhos.
Os canarinhos, as andorinhas e os joões-de-barro são meus inquilinos, porque fizeram ninhos no meu terraço e pagam o aluguel com a sua bela cantoria e graciosa revoada.
O mais impressionante, desses moradores fixos, é o joão-de-barro devido à técnica construtiva do seu ninho – que está acontecendo atualmente. No início fique um pouco chateado, porque o vai e vem com o barro no bico causa alguma sujeira no piso e nas paredes, mas, devido a isto, passei a observar com bastante atenção a maneira como eles constroem o ninho e percebi que é um trabalho incessante e cansativo para captar o barro e o trazer para a região do ninho apenas com o seu pequeno bico.
Percebi que cada vez que o joão-de-barro, por algum motivo, derruba a porção de barro que está carregando ele fica desolado, porque a sua perda é muito grande.
Entendi, após essas observações, que a PERDA sofrida pelo pássaro é, infinitamente, maior do que o DANO causado pelo barro derrubado em meu piso e na minha parede e, obviamente, eu não rescindi o contrato de aluguel com o meu emplumado e simpático inquilino.
Pedro Marcos
" Na minha vida nada são flores,também nem quero que seja.Pois são com dores,perdas e decepções, que eu aprendo,cresço e me fortaleço."
