Perda de um Amor por Orgulho
É claro que podemos ser o psicólogo de um do outro e trocar nossos traumas como figurinhas, mas agora, cale a boca e me beije.
Todo mundo é um pouco solitário e um pouco grande demais para caber dentro de seu próprio corpinho. Não seja tão deprimido; coloque um pouco de gentileza nas bochechas e coragem nos lábios e seja feliz!
E qual seria a surpresa? Você é um mistério para mim, dileto. Tão incógnito e afrodisíaco, que a única palavra que poderia cerca seu âmago seria Vida.
Amo...
Amo quela que nunca tocarei...
Amo como que em segredo
Mas um segredo revelado
revelado ?
sim, minha alma se declarou para a dela...
Se é ela
Estive por um tempo
Eu comigo mesmo
Num só pensamento a refletir...
Será ela a amada minha,
Ou só eu que muito amo a ela.
Não encontrei uma resposta
Que me fosse por contento
Saber que só eu amo a ela...
Estou comigo a perguntar,
Será ela a amada minha?
E de tanto procurar
Uma resposta
Que jamais vou encontrar,
Se é ela a amada minha
Ou só eu que ela vou amar
O tempo segue a passar...
Agora eu comigo
Me pergunto sem resposta
Se me vale tanto apena te amar...
É ela a amada minha
Se nunca veio a me amar?
Eu me vaguei na resposta
Que procura o coração,
Ela é a minha amada
E pra sempre vou amá-la...
Se vier, eu já estou.
Se me amar, muito mais será amada.
Edney Valentim Araújo
1994...
O psicológico de um louco é sempre algo questionável
Por muitos, até mesmo desconsideravel
O louco não ama, não sofre, não sente
É só mais um em meio a tanta gente
É deixado de lado, descartável, tratado como trapo
Sem ter a chance de ser amado
Sofre quieto, em silêncio, suas dores e lamentos
Internalizando em si apenas frases e momentos
Pro louco o tempo é tortura
Não existe ternura, nem cura
O passado agride, o presente conforta
E o futuro corrói
A única certeza é a de que a solidão virá cada vez mais feroz
Chove tanto, parece que nunca terá sol. Será que um dia teve? Não me lembro! Chove pelo corpo sem fim.
Se não for para conhecer o romance impecável de romeu e julieta,porquê então viver um clichê meia boca?!
Há mais ou menos um mês as coisas mudaram por aqui, o que só se via em filmes de ficção e series hoje é realidade. Um inimigo que ninguém sabe ao certo de onde vem e nem quando vai embora, ele não importa se tem um futuro brilhante pela frente, se foi uma boa pessoa sua vida toda ou tem uma família em casa te aguardando... ele simplesmente quer ganhar a batalha e te levar embora e sabe o pior ? Ele chega tão sorrateiro que nem sabemos quando o levamos pra casa e sem perceber ele ataca não só a você mas todos que você ama. Cuidado! Lave as mãos, passe álcool em gel, coloque a máscara, são as palavras mais ditas nos últimos meses, e pelo visto ela foi trocada pelo eu te amo ou fique bem , tem gente que leva a sério e tenta se protejer ao acordar 4h da manhã e enfrente um dia completo e cansativo de transporte público, trabalho, almoço, transporte público, volta pra casa.. tudo isso com medo de no meio de todo esse trajeto ter se descuidado e levado para casa. Mas ao mesmo tempo vejo pessoas que a empresa pagando para ficar em casa para famosa quarentena, não aceita o privilegio e sai para visitar amigos fazer confraternizações ou realizar serviços que foram adiados a mais de anos, mas que agora virou “mega importante”.
Lembre-se que nem a pessoa mais rica do mundo poderá se ajudar ou te ajudar para comprar um remédio para curar o inimigo, pois ele não está a venda ou melhor ele não existe! Então se cuide. Cuide dos seus, assim você pode me ajudar a cuidar dos meus.. E lembre-se querendo ou não a batalha já começou e você já foi convocado um dia ela vai acabar, tem certeza que vai querer ver algum parente seu ou até mesmo você perder essa guerra? Um abraço ( mais só virtual) de um amigo que não te conhece mas te quer bem.
Era um dia de primavera num dia que ficaria para a história das nossas vidas, dos nossos avós, dos nossos pais e da nossa geração um dia que só tem um nome LIBERDADE.
Era um Abril de amigo Abril de trigo.
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus e amor e aventura.
Abril de novos ritmos novos rumos pelas estradas, pelos céus e pelos mares.
Era um Abril comigo Abril contigo e com o povo português.
Ainda só ardor e sem ardil mas muito amor e alegria.
Abril sem adjectivo Abril de Abril.
Uma primavera de cravos e vinhos e fado.
Era um Abril na praça Abril de massas ouvindo os fadistas e os copos de vinho a tocarem de forma cintilante.
Era um Abril na rua Abril a rodos pelas ruas de Portugal.
Abril de sol que nasce para todos e todo o nosso encanto.
Abril de vinhos e sonhos em nossas taças.
Era um Abril de clava Abril em acto.
Em mil novecentos e setenta e quatro.
Era um Abril viril Abril tão bravo e aventureiro.
Abril de boca a abrir-se Abril palavra e gritando ao mundo VIVA A LIBERDADE VIVA A LIBERDADE.
Esse Abril em que Abril se libertava pelos mares e pelos céus.
Era um Abril de clava Abril de cravo e vinho e amor.
Abril de mão na mão e sem fantasmas mas sim de anjos e deuses.
Esse Abril em que Abril floriu nas armas e nas garrafais.
Este dia é um canteiro de obras do amor e aventura.
Com flores todo o ano a encantar Lisboa e Portugal.
E veleiros lá ao largo do amor.
Navegando a todo o pano e beijando o amor.
E assim se lembra outro dia febril de prazer e excitação pela LIBERDADE.
Que em tempos mudou a história das nossas vidas.
Numa madrugada de Abril,
Quando os meninos de hoje já são homens e guerreiro e heróis.
Ainda não tinham nascido e já eram heróis e guerreiros.
E a nossa LIBERDADE.
Era um fruto prometido,
Tantas vezes proibido mas vamos festejar.
Que tinha o sabor secreto da LIBERDADE.
Da esperança e do afeto da LIBERDADE.
E dos amigos todos juntos a gritarem LIBERDADE.
Dbaixo do mesmo teto.
Nós temos sempre necessidade de pertencer à alguma coisa; e a liberdade plena seria a de não pertencer a coisa nenhuma mas sim de termos o prazer de desfrutar a vida.
Mas como é que se pode não pertencer à língua que se aprendeu, à língua com que se comunica, e neste caso, a língua com que se escreve e grita se LIBERDADE.
Se o leitor, o leitor de livros da LIBERDADE E DO AMOR E AVENTURA; aquele que gosta de ler, não se limitar à quilo que se faz agora, se ele andar pra traz e começar do principio, e poder ler os primitivos e os grandes cronistas e depois os grandes poetas românticos e aventureiros, a língua passa a ser algo mais que um mero instrumento de comunicação, transformando-se numa mina inesgotável de beleza e valor, de amor e numa só palavra LIBERDADE.
VIVA A LIBERDADE.
VIVA A LIBERDADE.
VIVA A LIBERDADE.
VIVA A LIBERDADE.
Era um dia de primavera num dia que ficaria para a história das nossas vidas, dos nossos avós, dos nossos pais e da nossa geração um dia que só tem um nome LIBERDADE.
Era um Abril de amigo Abril de trigo.
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus e amor e aventura. Abril de novos ritmos novos rumos pelas estradas, pelos céus e pelos mares.
Uma primavera de cravos, vinhos e fado.
É bom mesmo o perto sendo tão longe, bem mais do que longe. É você anda longe de tudo que um dia foi seu.
Infelicidade de ser feliz
Você viveria infeliz por um padrão?
Quanto custa para sentir-se completo?
Você mentira por amar?
Até onde levaria um teatro?
Eu não sei se existem respostas;
Tão pouco soluções.
São problemas, dilemas, pressão que gera depressão, máscaras de um forte concreto.
Numa sociedade onde tudo o que importa é a cara da moeda e não o valor, onde as mentiras são aceitas porque não doem, tudo vale; com exceção de ser feliz.
Eu, pobre escritor de alma rica.
Me sinto fatigado de levar o peso do pecado.
Porque na Vila onde eu moro, sou condenado por amar, sou obrigado a lutar, contra mim mesmo.
E mesmo fazendo o bem sem olhar a quem.
Um detalhe me torna vilão do tempo.
E se tivesse que perguntar ao vento, diria:
Se para passar por isso, ser feliz é possível ou é um veneno?
Ela sabe que não vive um conto de fadas, sabe que sente saudades de alguém que nunca será seu, sabe também que nem sempre seus beijos serão para ela. Porém, guarda dentro de si a certeza de que jamais na vida desejou alguém tanto quanto o deseja. O que mantém essa paixão? É simples... ela começou a se importar apenas com seus sentimentos, que por muitos anos foram tímidos e sufocados, deu vida aos seus desejos e se descobriu como mulher. Como isso acaba? Ela ainda não sabe, mas deseja que ele também entre em seu mundinho secreto e que, quando juntos, se tornem perfeitos um para o outro. Só um pouquinho, naquele mundinho!
Minha boca ainda sente o gosto do seu beijo.
Por um momento senti
Um gostoso arrepio
Minhas lágrimas virou rio
Quando você foi embora
Meu peito até hoje chora
Lamentando sua partida
Igualmente a despedida
Que nós tivemos outrora
Minha garganta estranha
Essa voz que hoje tenho
Vivo em atrito ferrenho
Com minha angústia tamanha
Por fazer tempo que não te vejo
Esse meu olhar não mente
Nele vejo que minha boca ainda sente
O gosto do seu beijo!
Em alguns dias precisamos parar e respirar e procurar dar um passo no sentido da pessoa que gostaríamos de ser. É um exercício de amor próprio e fundamental para a felicidade.
