Perda de um Amor por Orgulho
🌺floria 🌺Sorria...😁
Hoje é um novo dia.
Não se pode dizer para a primavera "tomara que chegue logo e dure bastante". Pode-se apenas dizer: "venha, me abençoe com sua esperança, e fique o máximo de tempo que puder"🌻
Permaneça em mim tudo o que for bom para minha evolução🌺🍃
Floresçam e não somente cresçam 💓🌸
A casa, que era grito e movimento, guarda agora um silêncio que devora.
O tempo, esse mestre sem alento, levou o que era o meu mundo outrora.
Restam vestígios, brinquedos, rastros de um momento, o eco de risadas que me devora.
Sinto o vazio, o puro isolamento, de quem viu os filhos ir embora.
Mas se a saudade aperta e faz o pranto, é também o orgulho que floresce, ao ver o voo dessa crianças que é meu encanto.
Pois filhos são a luz que a vida nos empresta,enquanto a ausência a alma enternece.
O amor de uma vida que terão como herança.
Eu comecei a amadurecer quando percebi que precisava me desenvolver pessoalmente para ser um ser humano melhor a cada dia.
Para convencer quem ficou nas sombras, apagar as luzes é um exercício útil, pois na confusão força a ação.
ECO DO ABISMO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Eu sou lançado ao mundo sem essência
Sou um grito sem resposta no clarão das horas
A realidade crua arde em meus olhos
E a luz que se derrama não me cede consolo
O universo não me prometeu sentido
Eu o encontro em cada passo que escolho
E cada escolha desgarra o eu de outrora
Até que nada fique além do meu próprio ser
Sou livre como a pedra que se quebra
Sou mais livre ainda como o vento que não encontra forma
E essa urgência de escolher devora minhas certezas
Não há desculpa nem refúgio
Nada antecipa a minha decisão
Nada transforma o vazio em abrigo
Aqui estou
Respirando a dúvida
Vestindo a solidão como veste o medo
E apenas no tremor de existir
Encontro o preço de minha liberdade
Que a angústia seja a lâmina que me forja
Que a liberdade seja o aço que não se dobra
Pois não há outro que escolha por mim
E sou eu — sempre eu —
Neste mundo que ecoa meu nome sem eco — sem fim.
Quando uma mulher conhece um homem ela deixa de querer o moleque e quando uma mulher conhece uma mulher ela pode deixar de querer um homem.
ANJO SEM ASAS DORMIU EM MINHA CASA.
Um anjo sem asas dormiu em minha casa.
Não trouxe claridade. Trouxe consciência.
Entrou como entra a ideia amarga que não pede licença.
Sentou-se no chão frio da sala antiga e ali permaneceu, como se o próprio existir fosse um fardo demasiado grave para qualquer criatura alada.
Não possuía asas porque compreendera o peso da Vontade que governa os seres.
Essa força obscura que impele ao desejo incessante.
Que promete satisfação e entrega apenas breves suspensões do sofrer.
Ele sabia.
E por saber, tornara-se grave.
Dormiu encostado à parede onde a tinta descasca como a esperança quando se descobre ilusória.
Seu rosto tinha a palidez das madrugadas em que o pensamento não encontra repouso.
Era belo como um lamento.
A casa inteira silenciou-se.
O relógio pareceu envergonhar-se de contar o tempo.
As sombras alongaram-se como espectros convocados por uma consciência demasiado lúcida.
Aproximei-me dele.
Seu sono não era descanso. Era desistência temporária do combate interior.
Respirava como quem tolera a própria existência.
Compreendi então que toda alegria é negativa.
Não é presença de algo. É apenas ausência momentânea da dor.
Um intervalo microscópico entre duas inquietações.
O anjo, ainda que adormecido, ensinava-me sem palavras.
Mostrava que o querer é a raiz da inquietude.
Que desejar é cavar abismos sob os próprios pés.
E que o mundo não foi feito para satisfazer, mas para reiterar a falta.
No entanto havia ternura em sua decadência.
Uma ternura trágica e quase litúrgica.
Como se dissesse que, apesar do absurdo, resta a compaixão.
Não a compaixão sentimental.
Mas a que nasce do reconhecimento de que todos somos arrastados pela mesma força cega.
Sofremos não por exceção, mas por estrutura.
Na madrugada mais densa, toquei-lhe os cabelos.
E senti que o verdadeiro voo não é subir aos céus.
É calar o querer.
É diminuir a tirania dos impulsos.
Quando o dia insinuou-se pelas frestas da janela, ele já não estava.
Não deixou perfume nem luz.
Deixou lucidez.
Desde então minha casa tornou-se uma espécie de cripta interior.
E toda vez que a solidão pesa como chumbo na alma, recordo que um anjo sem asas dormiu aqui.
Ele não veio salvar-me.
Veio ensinar-me que a consciência é o mais lúgubre dos dons.
E que amar, neste mundo, é aceitar o outro como companheiro de um sofrimento que não escolhemos, mas que nos constitui.
Se desejares, posso aprofundar ainda mais a atmosfera fúnebre ou conduzi-la a um desfecho metafísico de resignação.
No meio evangélico, chega a ser curioso: quase todos começam por baixo, sem ganhar um real, fazendo tudo voluntariamente 'em nome de Deus'. Com o passar do tempo, uns viram pastores, outros se tornam cantores gospel e algumas viram missionárias. De repente, a vida deles muda drasticamente: passam a desfilar com ternos de grife, carros milionários e relógios de marca. Enquanto isso, a vida dos membros da igreja não muda; continuam na mesma luta de sempre.
Deus pintou na tela o mundo com suas paisagens, aí veio o Homem e fez dessa tela um mundo com paisagens mortas..
Alma em fuga...
Acordei um pouco vazia, sensação de vazio... e uma nostalgia (mas passa) são coisas da vida, talvez a idade avançando, a incerteza e até certezas do que a vida nos apresenta num mix de alegria e também de frustração, alguns planos feitos outros desfeitos, é interessante como em certo momento de nossa vida nos deparamos com essa sensação, aí o peito estufa e o suspiro solta profundo...profundo...ai lembro minha mãe e volto imergir no útero materno e me coloco na posição fetal e sinto o acolhimento da alma e volto a suspirar novamente... E a vida segue seu curso comigo dentro daquele barquinho de papel que fiz na infância navegando no líquido amniótico de agora....nessa saudade imensa de outrora...
A auto-estima não vai com o vento, não vai com um tornado, nem com um furacão, mas facilmente se perde com um simples insulto dado de alguém que não nos chega ao coração.
