Perda de um Amor por Orgulho
Se Não For Para Me Levar as Estrelas Não Me Ofereça o Céu Nublado!
Se Não For Para Ser Oceano Não Me Ofereça Poças Rasas!
Se Não For Para Ser Cheio Não Me Ofereça O Vazio!
Se Não For Para Eu Ser Prioridade Não Me Ofereça Sua Falta de Opção nas Horas Vagas!
Se Não For Para Eu Ser Mais do Que Sou, Não Me Venha Com Seu Mínimo!
Me Amando Demais Para Me Contentar Com o Mínimo!
Bom dia!
O que a era do celular nos ensinou?
Que ficamos mimados, sim mimados!
Você clica, e logo você tem a sua frente algo que te dê satisfação. São jogos, leituras, entretenimentos, fofocas, vídeos, filmes, compras etc. Se algo te entedia, logo você abre outra aba e assim segue, virando páginas e deixando para trás, algo que a poucos instantes lhe trazia uma satisfação imensa em assistir.
Nos tornamos imediatos demais, e se algo ou alguém não nos satisfaz em nossas pressas, logo abrimos uma aba de pessoas e buscamos outras e outras e outras, sequer buscamos entender…
Nos tornamos adultos que se frustram com rapidez, que cansamos de tudo com muita rapidez.
Deixamos de procurar, de aventurar, de mergulhar em universos que antes nos faziam pensar, treinar e melhorar como seres humanos.
Longe de mim menosprezar os avanços da internet, mas perto de mim, existem pessoas interessantes que não quero trocar a aba, abrir esse leque de possibilidades, só porque elas são só elas, não trazem uma quantidade de dopamina a cada instante, com coisas tão irreais que se tornam um sonho de uma realidade inacessível.
Desliguemos nossa tela e olhemos para a simplicidade de ser e existir. Tomemos um pouco de tempo para olhar a grandeza do céu e perceber que Deus tem nos dado sonhos reais e poupáveis, felicidades que podem vir a ser eterna.
Parece aleatório mas, o que desejamos imediato e não vem, pode ser um sim que virá no tempo certo que estejamos prontos a receber ou um não, de um livramento que não entendemos porque estamos cegos, buscando abas de dopamina para dopar a mente de tal forma que busquemos abrir abas e abas de soluções para acontecer aquilo que queremos tanto, e que não seja o que precisamos nem nos fará feliz.
Que Deus Abençoe Sua Vida Neste Lindo Dia!
Bjs no coração.
Em seis dias faço aniversário… eu estava olhando essa foto, enquanto palestrava sobre nós mulheres negras, a solidão da mulher negra, a exclusão que tentam nos impor de tudo que é belo, digno de receber afetos positivos, tudo que nos subjuga… por mais que tenhamos ou onde estejamos, bate e baixa esse olhar, de procurar um lugar de pertencimento.
Eu gostaria de estar num jardim de girassóis, sim amo receber flores, eu amo girassóis, eu até casaria com um buquê de girassóis, num pôr do sol a praia, ao lado de verdadeiros amigos e família, eu até casaria comigo mesmo…
Em seis dias eu deitaria num jardim, sorriria para mim, diria que valeu apena existir.
Em seis dias não sei como estarei e se estarei, mas estarei talvez vestindo um sorriso que me entregarão com o amor e afeto de minha mãe e filhos, talvez eu use um batom de sorriso por eles… não importa, verão meu sorriso e gratidão a Deus pela vida, por de alguma forma contribuir com a missão de ser mãe, de ajuda do próximo mesmo nas minhas limitações… talvez sorrir seja um remédio para o tédio, para os que recebem e para meu cérebro entender que precisamos sorrir juntos!
Quem sabe eu Girassol para outras mulheres!
Só sei que nada sei…
Não sei o que foi, nem o que será.
Só sei que amo o cheiro no ar, a brisa no rosto, o sereno que amo sinto mas vejo na tampa do meu cooler…
Amo ver a alegria nas ondas, os sorrisos largos, a empolgação em pular nas ondas.
Não sei de mim, e do que gosto eu descubro no sabor das coisas, momentos e em pessoas que me privam de gatilhos.
Não sei, eu sei e nada sei do que a vida ainda há de ter de bom.
Mas uma coisa eu sei… eu sei quem sou e a cada dia… eu percebi que se sei do que não gosto… eu sei que para lá dificilmente vou voltar.
Existem pessoas que se incomodam com seu sorriso. Que ficam esperando ansiosas você ficar mal… para de certa forma oferecerem o “ombro”. Uns quebram suas pernas com alguma atitude para oferecer uma bengala e você de pronto agradecer pela “ajuda”.
Seja seletiva, seja vigilante, seja criteriosa em quem você mantém ao seu lado!
Quem te ama não lhe cava covas, mas lhe dá vida cavando sorrisos e te levando aos melhores caminhos porque sabe o quanto doem pés feridos.
Quando eu chegar aí, serei uma ilha. Não invadirei o continente... Muito embora não se feche para que o continente me alcance...
(Sobre relações familiares e suas vertentes)
O encontro, mesmo que breve, encheu-me de pulsações deliberadas, ora de morte, ora de vida. Esse fim constante e delirante, guardarei só para mim, como é do meu jeito levar de ti o que ficou em mim.
'SER...'
Sou rima,
lençol,
pecado...
Semente esparramado,
seca,
freático...
Soldado ferido,
insensato,
solitário...
Calabouço,
místico,
para-raios...
Perdido em multidões,
nuvens,
bárbaros...
Embatucado,
solstício,
açoitado...
Sou pedras,
lanças,
armaduras...
Loucuras,
ferraduras,
homem de aço...
'SOMOS ARTISTAS...'
A vida pendurada na janela.
Avenidas em molduras,
martelos.
Antes a paisagem fosse risonha,
cantada à beira-mar,
neblinas suaves,
amplificadas.
A vida sempre ecoa,
mistérios,
limoeiros,
marteladas...
Pequenos e grandes passos se vão,
agora nevoeiros,
escadarias.
Matéria diluída,
sem paradeiro,
saguão.
Deixar-nos-emos saudades.
Eis o retrato da vida:
passageiro como trem!
Bela arte,
invenção...
'HIPERTEXTO'
Absorvo cliques secretos,
cursor entre páginas,
colunas.
Anônimo sem eco.
Virtual,
visceral,
subscrito...
Ausento realces,
linhas,
endereços.
Incógnito 'fontes',
cobertores,
diálogos.
Plagio códigos,
bibliotecas...
Ratifico o abandono,
trilho embaraçado.
Invento faces,
ego gelado.
Sou impressão nos dias de chuva,
'Web matéria',
punhados de agravos...
'JOSÉ ERA SINOPSE'
José era sinopse,
linhas vazias,
extinção.
Apanhara estrelas,
sonhos avulsos.
Jogara com o destino.
Equilibrou partidas.
Abandonou-as.
Caiu,
levantou-se...
José era sinopse
Imbuíra melancólicas pressuposições,
caminhos tortuosos,
veredas.
Correra de encontro aos ventos,
equilibrando-se em cordas,
fumaredas.
Sem orações,
abraços,
ou reiterações...
José era sinopse,
mas transformou-se é compêndio,
documentários.
Fixou amor,
caracteres,
permanência.
Redige a própria história.
Com seus conglomerados temas,
tenta haurir reflexões,
escrever trajetórias,
poemas...
'ANO POLÍTICO'
Tempo de cidadania,
dos indecentes.
Das escolhas dos representantes,
do 'NADA SERÁ COMO ANTES'.
Dos reflexos que não mudam,
mudas que não brotam em meio a tantos fertilizantes,
terra boa para plantar,
cultivar...
Elegemos nossos reflexos.
Elegantes estampados na tribuna,
triunfantes.
Roedores sem identidade?
Que nada!
Fazemos parte!
Há muito da nossa cultura no palanque,
cultura irritante...
É também o ano das equivalências,
cidadãos plantando esperanças em meio ao sol.
Dos que tentam transformar o desequilíbrio das formas.
O céu não transmudará repentinamente,
já é tarde!
Esperarmo-lo ei há tantos anos.
A 'identidade' já estar enraizada em naufrágios,
sufrágios,
símbolos covardes...
Engana-se com o vinho e o amigo truculento. Mero algozes que nos ludibriam com suas farsas mesquinhas. No fundo, são lobos avarentos e sem personalidades. Não é à toa que mesclam solidão e abandono..
'DECODIFICAR'
Nas margens do rio Tapajós,
na ribanceira,
a casa de taipa,
coberta de palha e uma paisagem deslumbrante à frente.
O rio enorme provocara admiração.
As casas eram próximas uma das outras.
O acesso dava-se por uma trilha,
onde,
na escuridão,
dificilmente se saía dele...
Nas noites de lua cheia,
sempre nos reuníamos,
sentados à frente da paisagem para ovacionar aqueles reflexos que batia na face.
O retrato ainda é real e intrigante.
Sentados em 'rodas',
ficávamos a cantar em coro com a ajuda de um velho violão abatido.
Nas tardes frias e cinzentas,
gostávamos do frescor dos ventos.
Eles falavam uma linguagem que só agora,
depois de muito tempo,
começamos a decodificar....
'ESPERA'
Mãos cruzadas e o olhar breve não vira a noite passageira,
desnorteada.
Ainda respiro a escrivaninha que não perdura.
Olhos intrigam as paixões que rodeiam.
Sou grito,
aflição.
Melodia sem compasso,
noites sem luar...
Mergulho expectativas sombrias,
avulsas.
Permuto passos que conspiram a ação do tempo.
Abraço palavras duradouras,
persistentes.
Tenho excelência pelo azul da aurora.
Relógios que não andam,
aguardos...
Tudo passa tão velozmente.
O coração imóvel ainda pulsa tua espera,
solidão.
Sou criança nas circunstâncias do tempo.
Respiro sequelas.
Murmuro abraços.
Dilacero interrupções,
proteção...
por Risomar Silva.
'BARCO'
Mundo sem continentes,
Fumaças de verbos.
O barco veleja sem linha de chegada.
Ventos sopram abrigos inexistentes,
Embriagando direções,
Satirizando lágrimas,
Velas chamuscadas...
Navegações sob escombros,
Tempo cerrado.
Razão devastada no entardecer.
À procura de tantos mares,
Terras submersas.
Sem tempo presente,
Sentidos microscópicos...
E o barco navega perpetuamente,
Sempre desvairado.
Levando os poucos homens solventes,
Sem almas,
Já cansados.
Á procura de abraços,
Uma ilha qualquer...
'SER PROFESSOR'
Ser professor,
é ser gigante.
Daqueles mirantes que veem o por do sol no infinito.
Força descomunal nos mares escaldantes.
Ensaios vários nos quadrângulos.
Investigador da essência dos homens.
Transformador de mundos...
Ser professor,
é ser explorador de mananciais a serem moldados.
Indagador das naturezas.
Na dor,
é um excepcional 'super humano'.
Com suas dormências,
melancolias...
Ser professor é ter passos largos,
talvez limitados.
Mas sempre em movimentos.
Poço de boas ações rigorosas e flamejantes.
Sorriso no rosto,
trabalho árduo,
Plantando vidas futuras...
'PAIXÃO'
Quando noites viram alvoradas,
e os dias crepúsculos.
Trilhas encontram-se sem planos,
corações colidem acelerados.
A harmonia da felicidade escorre pela face.
Reciprocidade no primeiro encontro,
nada forçado...
Quando os olhos discursam uma língua a dois.
E a vontade do abraço denota alimento.
Suspiros transformam-se delirantemente.
São paixões criando novos casulos,
sementes.
É a tortura dos enamorados à flor da pele,
sedentos na ausência do outro,
inseguros nos passos...
A paixão cria hifens,
ansiedades.
Terras inexploradas.
Mãos amparadas,
incessantes por juras de amor.
É a imaginação flutuando nos corações até então desconhecidos,
criando trama de futuros já traçados.
Quem sabe vidas,
novos escritos...
'CASAMENTO'
Era magro como os arbustos secos.
Olhos turvos.
Sorriso deformado no caule.
Pele escura queimada ao sol.
Desprezível na altura.
Camisa de botões aberta acima até embaixo,
surrada.
Na parte de baixo,
vestira algo como um bermudão maior do que lhe coubera,
amarrado com uns cipós enfraquecidos.
Facão enferrujado,
andar distorcido...
Morava nas matas,
sentia-se dono.
Receoso de diálogos.
Mãos calejadas e aspecto casando.
José plantava moisaicos,
cozia na lenha molhada.
Asfixiava peixes com as mãos.
Engolia banho de rios.
Pouco insinuava na terra seca que morava.
Colhia o que lhe davam,
tinha poucos afetos...
Intacto na linha do tempo,
José não tera casamentos,
conjugou-se com as quimeras,
chapéus de palhas.
Vivera a vida acaçapado,
perdidos entre matas.
Cantando entre pássaros,
criando melodias de uma 'vista perdida'.
Lá no fundo,
não afirma ser feliz ou se a vida é um tédio.
Sabe-se que tem nome forte,
e uma ostentação no respiro,
nada cotidiano visto por fora...
