Perda de um Amor por Orgulho
Embora esteja embaralhada
As cartas são todas de Copas
Assim nunca cai Espadas
Te peço truco e tu topas
Assim faremos o jogo
Amor sem Espadas nem Paus
E não precisamos de Ouro
Meu tesouro protejo dos maus
Protejo-te até com minha alma
Em pról do que nós dois queremos
Seis, nove, doze,
Fim de jogo, nós dois vencemos
E se eu falar que vou?
Lhe desejo sorte !
E se eu disser que fico?
Te prometo felicidade até o seu último suspiro.
Eu já te procurei em outros amores, em outros abraços sem saber ao menos por quem eu procurava. Eu já chorei a noite, pensando em alguém sem saber que esse alguém ainda não era você. Eu segurei mãos desconhecidas, eu julguei amar o sorriso de um estranho, talvez eu tenha me perdido mais do que deveria e prolongado o tempo de sua procura. Eu fiz planos equivocados e eu sentia que nenhum deles iriam se cumprir, mas nunca imaginei o motivo disso. Eu saí sem você, eu andei por ai sem saber que você não estava em um copo de bebida, ou em um abraço vazio. Eu tentei te preencher. Mas o que eu não sabia era que eu devia mesmo ter deixado seu lugar vazio, ter organizado tudo, ter aguardado a sua espera e não encher de entulhos o lugar onde você habitaria. Porém, como saber que você ainda iria chegar, ou se já tinha lhe perdido, se você tinha passado e eu não tinha percebido? E quando te vi a pela primeira vez demorei a ver que finalmente havia chegado. Estava tudo tão bagunçado, tão lotado de equívocos e coisas supérfluas, mas de certa forma você veio pra aliviar. Antes de habitar você organizou seu lugar, talvez também não soubesse que você era pra mim, mas sem hesitar você quis ficar, mesmo sabendo da bagunça em que eu me encontrava. E fui percebendo que era você, quando me perdi em pensamentos lembrando o seu jeito, quando chovia a noite e eu desejava ter seu corpo comigo pra abraçar, quando eu comecei a almejar amores pra vida toda e me vinha você na memória, e eu soube principalmente quando me deparei com o medo de te perder, pois de tudo na vida que eu já abri mão ou perdi, eu nunca pensei em parar um dia se quer por sentir tristeza, e quando me imaginei sem você eu já não tinha tanta certeza se pararia um dia, uma semana, ou uma vida toda.
A beleza encanta
Mas a alma desaparece
Tem rosto de santa
Mas se aprofundar escurece
Dona de corações partidos
Pois nunca quer nada com nada
Disse que era seu preferido
Mas riscou seu nome da chamada
Ela por cima se acha mulher
Tem atitude de garota mimada
O amor verdadeiro ela não quer
Pois sempre vive em balada
Ela acha que todos estão por ela
Ha,mas se chamar ninguém ajuda
No rapaz ela deixou sequela
Mas em um dia na rua ela ficou muda
Viu o tal rapaz com uma moça bonita
Uma menina de cabelo cacheado
Ela tentou disfarçar
Mas chegou em casa e começou a chorar
A beleza pro amor é só uma ilusão
O que importa mesmo,é o coração.
Eu sei que você está pensando em mim agora, exatamente agora. E vai estar todas as vezes que eu reler isto.
Perdido
Estou perdido nas lembranças dos bons momentos;
Nas sombras dos diferentes hábitos que aflige me.
Voo a procura do aconchego, sossego e paciência;
Como um grande pássaro nas graças dos ventos.
Carente dolente e só no esplendor da aurora;
Perdido Voo na calma das asas da saudade.
Ó cruz áspera do martírio, das amargas nostalgias;
Já não sei mais o que neste meu jardim chora.
Pela saudade que aflige e cega minha alma?
As tramas vivas dos teus espinhos, que enfeitavam
Com teus,os doces beijos a minha ossada?
Ou os loucos desejos, que fez meu corpo ser devorado?
Que dor. ó cruz que atrás de mim encravada encontra se
Hoje meu cadáver de braços abertos sobre ti deito;
Estremece a brisa, as pálpebras cessam se para sempre;
Por fim adormecem meus castanhos olhos na escuridão.
Já não sei mais quem sou eu ou o quem já fui;
Debruço minha alma sobre o jardim dos moribundos;
Enquanto seu amor sob a mansidão da delicadeza;
Cortinada vejo sobre um coração paladino repousar.
Minha garganta grita
Frases sem sentido.
Meu coração esbanja
Sentimento ilícito.
É morfina dentro da circulação.
Coração estático que não vê nem sente
A tal tormenta em mente
E assim me afogo em outra dimensão.
É abstinência sentimental
Num mar sem salva vidas
Imensidão de tuas idas sem vindas
Sucumbindo em uma dependência emocional.
Em meio a dores e vírgulas
Lábios já não medem palavras
Floreciam em ácido histórias macabras.
Vítimas do desejo descartadas em valas.
Me situo no castigo
Em meio a céu e inferno
Quero-te eterno.
Gosto de você, perigo.
O mundo desenhou nossa história trágica
Cada segundo passado, estranhamente épico
Doses da inconsequência mágica
Sobrepostas por meu pensamento cético.
O muro entre nós se declarou teu súdito.
Fiz-te meu refúgio,
Tornei-te meu abrigo,
Meu amor.
