Perda de um Amor por Orgulho
A intensidade na reciprocidade, faz o amor acontecer sem tempo determinado. A periodicidade na mutualidade faz o amor permanecer por tempo indeterminado!
A paixão intensa de antes, vem acompanhada da insegurança;
O amor sólido de agora, vem acompanhado da confiança;
A paixão traz consigo as loucuras da emoção;
O amor traz consigo as decisões da razão;
A paixão enfatiza os momentos do hoje;
O amor planeja os momentos do amanhã;
A paixão preza pelas surpresas materiais;
O amor prioriza as demonstrações sentimentais;
A paixão busca sempre impressionar;
O amor quer sempre conquistar;
A paixão se preocupa em encher os olhos;
O amor pretende ocupar o coração.
O problema não está no amor e sim na forma de amar;
A decepção não está no amor e sim em quem escolhemos amar;
A desilusão não está no amor e sim na falsa promessa de amar;
A frustração não está no amor e sim na grande expectativa de amar;
A consumação não está no amor e sim na falta de reciprocidade de amar.
Que o amor seja leve, para que eu me sinta em seu colo e não pesado para que eu me sinta arrastada pelas sua mãos.
A gentileza não precisa de destreza;
A educação não precisa de ocasião;
O amor não precisa de favor;
A bondade não precisa de oportunidade;
O respeito não precisa de conceito;
O perdão não precisa de sermão;
A essência do amor neste mundo é mais romântica do que fraterna. As pessoas passam a vida sonhando em encontrar um grande amor, perseguem esse sonho, alimentam obstinadamente a esperanca de um dia realizá-lo, inclusive a própria sociedade vende a ideia do amor romântico como uma das coisas que uma pessoa deve ter em sua vida para ser considerada uma pessoa feliz e realizada. É tanta energia canalizada no amor romântico que nem damos conta de que acabamos negligenciando o amor fraterno. Uma coisa que não percebemos ainda é que a verdadeira essência do amor é fraterna. Amamos errado, não sabemos amar, vivemos tão somente em busca do amor romântico, não sabemos do amor a sua real essência e fatalmente passaremos por esse mundo sem saber amar ao próximo como a nós mesmos e como aos nossos entes queridos.
Acredito que a essência verdadeira do amor é mais fraterna do que romântica. Não nego a importância do amor romântico, ele é necessário para a perpetuação da espécie, também através dele as pessoas podem conquistar uma melhor versão de si mesmas se tornando mães e pais(claro que não é algo unânime, nem todo mundo aprende com essa experiência) dando origem a um outro tipo de amor, um amor mais sublime, generoso, abnegado, com rompantes de altruísmo, principalmente no caso do amor materno. O amor romântico tem sim sua importância e utilidade, mas não é o único tipo de amor que deveria importar. O mundo precisa de fraternidade, um sentimento mais desintetessado que promove uma união genuína entre as pessoas. Temos demais amor por interesse, o grande desafio da humanidade é despertar para o amor fraterno.
O amor romântico nasce de uma atração, uma inclinação geralmente mútua, uma motivação pessoal entre duas pessoas, aquela pessoa tem alguma coisa que desperta o interesse da outra e vice-versa, algo que pode envolver o ego, a vaidade, mas também a admiração, um amar que espera correspondência, que exige e tem também muitas expectativas, permanecendo até que não seja mais conveniente/interessante para uma das partes ou para nenhuma. Enfim, o amor romântico tem prazo de validade e quando acaba pode se transformar em ódio ou também em amizade. Para algo nos atrair geralmente está ligado à beleza, ao que agrada, convida, seduz, é muito mais fácil amar o que nos desperta o interesse, difícil mesmo é amar o que nos é indiferente, o que nos causa repulsa, o que não nos atrai nem nos remete à beleza. Amar apenas o que convém não é saber amar porque é um amar muito confortável, egoísta, por outro lado se desafiar a amar o que não nos diz nada ou desagrada é grandioso pela generosidade, pelo desinteresse envolvidos porque o amor fraterno é um amar sem conveniência. O mundo precisa demais de tolerância, de compreensão, de respeito, infelizmente não é com o amor romântico que iremos alcançar. Afinal, o mundo está saturado de amor romântico e seguimos cada vez mais afastados do sentimento de união, de solidariedade, de respeito, de tolerância que fazem parte da fraternidade.
Acredito que o amor seja algo grandioso, poderoso, nobre, soberano, infinito, sublime, perfeito, generoso, porém, não sabemos ainda exercê-lo dessa forma, ou seja, na sua verdadeira essência. O que fizemos do amor (o tal do amor romântico) é um arremedo do amor. Então, não é o amor de fato que acaba/que tem um prazo de validade, a limitação está nas pessoas, já que não sabem amar, fazem um uso equivocado do amor, não é à toa que acaba, e, se acaba, é porque não era amor, pois o amor é algo que não tem fim.
Lendo um livro do Gikovate pude entender que não é o amor que possui vícios, como eu acreditava, na verdade o amor é algo impoluto, impecável, os dotados de vícios, de limitações somos nós, que usamos com egoísmo coisas edificantes como o amor, a amizade, a caridade, a maternidade, a paternidade... Infelizmente ainda não somos evoluídos o suficiente para sabermos colocar em prática tais coisas grandiosas na forma perfeita como elas são, não sabemos ainda vivê-las em suas reais essências.
aprenda uma coisa , nessa vida se você encontrar alguém que você acha que é o amor da sua vida, valorize dê prioridade faça valer a pena os dias ou anos que vocês estiverem juntos, lembre-se num piscar de olhos tudo pode mudar, as pessoas mudam seus planos o tempo todo.
