Pequenos Trechos de Amor
Meu amor
quando fores caminhar
não esqueças de vestir
aquele radiante sorriso
que eu te ofereci
quando acordaste.
A energia do Amor:
dormir sozinho,
e durante a
madrugada sentir
a pessoa que amo,
a abraçar-me
intensamente.
Somos cheios de falhas, erros, imperfeições… mas também somos cheios de sonhos, amor, fé, gratidão e esperança. Somos feitos de altos e baixos, de fracassos e conquistas, aprendizados e lições, paciência e braveza. Somos equilíbrio, somos nossas próprias construções.
O amor é lindo, mas às vezes nos causa medo. Ah, mas se causa medo não é amor?! Sim, é amor, mas o amor dá medo por não querer ser magoado, por sempre nos dar demais e não ser o suficiente... e acaba nos dando medo de amar!
Arranque do seu peito, o meu amor cheio de defeito....
Apague da sua mente ;
Meu nome.. telefone .. e endereço..
Você merece todo amor que tenta dar aos outros, mesmo quando minha voz falha ao declarar gratidão, percebo que meu desejo de cuidar excede minha capacidade de me receber amor. Reconhecer meu valor não como alguém que “uma hora vai desistir,” mas como
sujeito digno de afeto, tem sido batalha diária que contradiz a voz interna que insiste em me desmerecer.
Já entreguei meu afeto, já me doei… Hoje, sou frio, um escudo erguido para sobreviver. Doar amor a quem não valoriza é soprar feridas abertas, não deixá-las cicatrizar. Esse gelo me protege, mas deixa uma saudade aguda
do calor humano que um dia foi natural… e hoje me trai em julgamentos e abandono.
O amor em excesso não escorre, não transborda, ele pesa como um lençol molhado sobre o peito. Afeto demais vira névoa densa, cobrindo meus passos, roubando o ar onde eu queria aprender a respirar sozinho. O que era abraço vira amarra. O que era cuidado vira cárcere disfarçado de zelo.
Como posso amar alguém verdadeiramente, sendo que nem amor próprio eu tenho?
Talvez o amor ao outro comece quando eu aprender a olhar para dentro, com a mesma paciência e cuidado.
O amor-próprio não é um ponto de partida, mas uma construção que cresce, a cada gesto de cuidado e compaixão comigo mesmo.
O amor é um cavalo xucro, selvagem, ferido, em fuga. Não teme o outro, teme ser preso. Mas o amor verdadeiro chega sem rédeas, espera em silêncio, acolhe sem moldar. E o cavalo, enfim, permanece. Não porque foi domado, mas porque, livre, escolheu confiar, escolheu ficar.
O amor, em sua natureza mais crua, é um paradoxo temporal e emocional, sua verdadeira dimensão só se revela na experiência da perda. Enquanto presente, é banalizado pela rotina, negligenciado pela falsa segurança da permanência. Somente na ausência é que suas camadas mais profundas se tornam perceptíveis, como uma arquitetura invisível que só se desenha no vazio.
O amor
é a mais virtuosa
e inspiradora das seletividades!
Visto que, entre as tantas
e possíveis opções,
ele sempre escolherá
a vida!
