Pequenos texto de Amor
Poema: Estou cansado
"Estou cansado de olhar pra vida
Cansado de não ser notado,
De viver de não ser amado.
Sem ser ouvido, sem ser correspondido
Estou cansado de andar só,
Olhando e pensando
Pra o que nunca irá voltar.
Estou cansado de chorar
De ser um ingênuo, estou...
Cansado de olhar o brilho falso,
Estou cansado e sigo andando só...
E só tenho medo...
De nunca sentir
Como é que é o amor verdadeiro?"
Campina Grande-PB.Abril.04/04/13.
Quando alguém te ama de verdade, nenhum obstáculo é empecilho.
Quando se ama de verdade não é a roupa, aparência ou forte físico que irá ditar o rumo, a história, e a convivência de um e do outro.
É a sua forma de amar.
O quanto se doa e demonstra amar. Não é o tempo que irá dizer e não são os erros ou defeitos que vão dizer até onde irá chegar, mas sim, o quanto você está disposto a amar?
Poema: És bela
És bela, como um diamante lapidado
Como as estrelas coloridas,
Teus olhos são brilhantes
Iguais ao arco-íris.
Tua boca, carnuda
Tua pele, macia,
O teu corpo despido
Me enfeitiçam.
Queria estar em seus braços
Sentir teu cheiro, o teu suor em meu corpo.
Ah quem me dera fazer do teu corpo
Uma excursão, conhecer lugares novos
E observar as paisagens do teu corpo e teu coração.
Dessa vez eu fui inocente
Dessa vez eu fui inocente,
Acreditei na luz do olhar,
Nas palavras doces ao vento,
No carinho a me embalar.
Dei meu peito sem defesa,
Dei meu sonho, dei meu chão,
E em troca, a dor traiçoeira
Fez morada no coração.
Mas quem vive de esperanças
Se arrisca ao jogo da ilusão,
E o preço de tanta confiança
É o eco frio da solidão.
Ainda assim, sigo em frente,
Carrego a alma resistente,
Pois sei que amar, mesmo errante,
É ser humano, é ser valente.
Adeus em Versos
Parto agora, deixando um pedaço,
Um rastro de mim no espaço.
Levo no peito cada memória,
Cicatrizes, risos e a nossa história.
Não há rancor, apenas o tempo,
Que nos afasta como o vento.
Nosso laço, embora profundo,
Agora pertence a outro mundo.
Os dias vividos não são em vão,
São estrelas que brilham na imensidão.
Carregue-as contigo, se precisar,
E nelas me veja, se desejar.
O adeus não é o fim de tudo,
É apenas silêncio em meio ao estudo.
E quem sabe um dia, em outro lugar,
Nos encontramos, sem precisar chorar.
A VIAGEM
Queria poder fotografar o céu dessa noite. Um cobertor de constelações aqueceu meus pensamentos. Mesmo com todo o frio desejei estar deitada na boleia de um caminhão, só pra o meu olhar não ter pausa, só pra o meu corpo ter descanso, só pra ter a sensação de que essa viagem ao universo não iria acabar. A cada curva, embaralhavam-se com minha imaginação e eu só esperando a chuva, pra que ela levasse todo o excesso e deixasse só a leveza...
NO CAMINHO
É no caminho que eu me distraio
É no caminho que ouço os pássaros
É no caminho que eu sinto a falta
É no caminho que me falta a fala
É no caminho que bate o cansaço
É no caminho que sinto o mormaço
É no caminho que passa a multidão
É no caminho que enxergo a solidão
É no caminho que sopra o vento
É no caminho que me esbarro com o desalento
É no caminho que penso em tudo,mas vejo o mundo
com tanta grandeza que a minha tristeza se envergonha de existir…
Minha aldeia e dique!
Em ti fui criança!...
Sem ter, infância.
Quando, aos seis anos, vim de Monchique.
Meus amigos, oh Montes de Alvor!
Não foram, teus meninos, que me batiam,
Sem a Deus, terem temor!
Nessa escola, onde os gritos de Maria Emília, entoavam.
Mas meus amigos, foram:
As hortas, com as batatas…
E o milho, que meus pais, semeavam.
Montes de Alvor! Montes de Alvor!
Foram ainda, as tourinas vacas.
Sim tu aldeia! Dos meninos sem amor!
Ofício
O artesão observa em reflexão
O projeto em suas mãos
A projeção do que pode ser
A obra que modela
Como uma criança que forja
Seus sonhos em caravelas
Guiadas no mar da esperança.
Não há desespero que tome
O coração do artesão
Quando em seus devaneios
Se inebria no baile das ilusões
Como aquela mesma criança
Que nunca sonhou em vão.
Fora dele
Num dia chuvoso
À espera de um feixe de luz
Meu coração.
Que cambaleava inquieto
Em pura aguaça de emoção.
Pelas ruas em que fora
Enxovalhado por olhos cristãos.
Que em lama de caos
Atiraram sua esperança
E deixaram-lhe a desilusão.
De quem ama.
De quem sofre.
De quem vive
Em solo pagão.
Em um mundo perfeito
Onde a flor tem o direito
De florescer sem se camuflar
De encantar a si mesma com sua beleza
De trazer para o mundo a leveza
De quem sabe do que pode mostrar
Sem se esconder pelo que tem
Mas se amando pelo que é
Onde o tintinar dos sinos
Traz a alegria de um novo dia
Para que essa flor, já murcha,
Saiba que é hora de resplandecer
E, em sua nobreza, o tempo florear.
Oh, solidão acerba
Que, em mares desconhecidos,
Navega rumo à mansidão do infinito
Buscando um horizonte perdido
Através de espelhos d'água
Que se confundem com reflexões
Profundas como o mais vasto oceano
Que abraça cada pedaço de saudade
De quem, só, sofre calado.
Pensamentos que afogam
Embaraçam, pressionam.
Só te arrosta quem amou
E quem ama em vastidão
Outro coração, outros corações
Em distante escalada.
Eis o que move a vida:
Aprender a dançar
A dança da Solidão.
Esperava calmaria em minha solidão
Frente aos mares mais severos
Perante ira de um grande furacão
E da seca de meus prantos austeros
Vi a sombra do meu desespero
Com os olhos que ardem de paixão
E a chuva mais tórrida de janeiro
Que leva minhas lágrimas em vão
Misturei-me ao soneto que lhes trago
Como forma de manter-me em ilusão
De que a vida nos concede seu afago
A fim de dar sossego à minha aflição
Escrevo estas palavras tão simples
Como versos vindos de meu coração.
No Silêncio do Coração
Que seja doce, meu bem sereno,
Como se fosse uma paixão,
Que no silêncio traz um aceno,
E faz eterno o meu coração.
Amar-te me traz esperança,
Confiança no que há por vir.
Às vezes, a sensação de mudança,
Ou o medo de um dia te ver partir.
E, se te vais, meu bem ausente,
O teu amor em mim sempre existirá.
Viverás em meu peito eternamente,
Pois quem ama aprende a guardar.
Tanto!
De tanto me importar
Menti pra minha essência
Pequei pela insistência
O "nós"... quis consertar!
De tanto me importar
Clamei por paciência
O "estar" virou ausência
Do amor quis duvidar!
De tanto me importar
Sofri com a indiferença
Ganhei resiliência
Você perdeu de amar!
25/05/22
Olhos do Coração!
Quando a visão falhou
Meu querer confortou
Minha voz confirmou
Inspirando a confiança
Quando a visão falhou
Meu abraço acalmou
Minha fé perfumou
Exalando em abundância
Quando a visão falhou
Seu coração notou
E o amor me enxergou...
Revelando a esperança!
Tão puro como a água da chuva em dias de verão sobre os campos verdes de morango e ananases gigantes e pesadas.
Atraentes petalas rosadas e perfumadas com cheiros penetrantes que nos desarmam em meio da multidão de homens crueis e insensíveis à nossa energia.
Adolescentes e ingênuos permanentes procurando bocas e calores dos abraços onde me refugiarei eternamente em seu colo.
Poetisa sob efeito do luar,
Meu sub tom em sensualismo
Como quem pisa em pétalas de rosa
E desfaz sobre a luz do teu sorriso.
Minhas asas que renascem
Enquanto você reflete o sol
O olho de Deus que me faz viajar
No universo que é plural enquanto singular..
Leonard cruza o céu e me traz o pensamento
"A ausência te faz desconhecido enquanto não percebo tudo que foi perdido"
E então ele me ensinou que tudo passa...
Ele passou
E muitas coisas passaram
Nada perdeu a beleza nem mesmo importância
Somente vai passar, como Leonard ...
Menina do sorriso sereno e dos olhos pequenos, tens um coração grande que quase não cabes no peito, tu me facinas com esse teu jeito.
Com ela é tiro, porrada e bomba, estás suave na nave, ela caí de cara e vence qualquer entrave. Encara qualquer coisa de frente, com ela é assim, siga em frente ou enfrente!
Ela é mais que uma linda donzela, com seu beijo molhado, me olhando de lado, sem pressa de me beijar, está lá pra me amar.
Seu abraço quente, sua voz envolvente, com o timbre amável de um ser incomparável.
Seu jeitinho de ser, fazendo eu te querer, com todas as forças de meu corpo, fazendo-me viver, em sem saber não tendo a sobreviver.
Minha alma saí do meu corpo pra admirar-la, sinto cada toque sem mesmo tocar-la.
