Pequeno Gesto
O verdadeiro presente
De que vale um belo laço
Se a alma não vem no gesto?
Presente sem sentimento
Vira um pacote indigesto
Sem presença, perde o brilho
É como um trem que sai do trilho
Não aquece o coração honesto.
Presente bom é um mimo
Que nasce do querer bem
Não pesa, não é obrigação
Não se compra por ninguém
Se vem sem gosto ou carinho
É apenas um ato mesquinho
Valor de verdade não tem.
Mais vale um abraço amigo
Um sorriso que se repete
Que um pacote frio e caro
Que nem afeto remete
O que toca é a companhia
Companheirismo no dia a dia
Com isso, nada compete.
Que no seu aniversário
Haja afeto e bem-querer
Não pese o preço ou a pressa
Mas o gosto de oferecer
Presente que é de amizade
Há verdadeira felicidade
Faz a vida florescer.
Que se divida cada instante
A tristeza e a alegria
Compartilhe de coração
Com ternura e harmonia
Assim o presente é festa
Mesmo de forma modesta
É vida em plena poesia.
Presente medido em cifra
Perde todo o seu valor
Mas aquele dado com alma
Se enche de brilho e cor
Pois quem oferta de coração
Recebe em troca, a gratidão
Recheada com muito amor.
As folhas e as flores
se deitam no chão
como um último gesto
de generosidade
despertando o olhar
adormecido
daqueles que não souberam
contemplar
o esplendor que ofereciam
nos galhos das árvores...
✍©️@MiriamDaCosta
Sou do tempo que se exibir ou fazer gesto de arma com as mãos era atitude de criminoso.
Hoje parece ser de pessoa do bem.
Amor plantado
Em cada gesto teu eu consegui traduzir as tuas configurações,
depois de operar os tropeços e costurar as dificuldades dancei com equilíbrio no compasso da sabedoria,
de tanto buscar a luz encontrei o seu reflexo através do espelho e então passei a multiplicar o amor plantando diversas mudas no solo antes infértil.
As mãos vão esticadas
na altura dos olhos,
há sombras e jogos;
Recordo o gesto da Lua,
quando decidi ser tua,
a potência dos desafios
e a audácia dos sonhos.
As nuvens insurgentes
encobrem o azul
profundo do Universo,
A brisa da noite
balançando o arvoredo
me faz sentir viva,
e esbanjo expectativa.
O silêncio companheiro
inseparável mima
a previsão com sabres
do Sol rompendo sutis
a escuridão no trajeto,
é para os teus braços
quentes que me projeto.
O barulho dos motores
dos carros na vizinhança
desconcentram o transe
e a luz ainda não voltou;
por você o meu peito agita,
és a minha história bonita
e desta orquestra a melodia.
O gesto mais forte é não reagir no impulso, é sustentar o próprio centro enquanto o mundo balança.
Isaías Freitas
Preservar memórias é um gesto de amor com o tempo.
É recusar que os dias importantes se dissolvam no esquecimento apressado da rotina.
A fotografia revelada carrega um peso diferente. Ela atravessa o toque, o olhar demorado, o silêncio que se cria diante de uma imagem que permanece. Não depende de bateria, de senha, de um arquivo perdido entre tantos outros. Ela existe. Está ali. Respira junto com a casa.
Os passeios registrados não são apenas lugares visitados — são estados de espírito vividos. O riso que escapou sem aviso, o vento no rosto, a mão que segurou outra com força. Quando essas imagens ganham moldura, deixam de ser apenas lembranças pessoais e passam a fazer parte do ambiente, da história cotidiana, da identidade de quem habita aquele espaço.
Uma fotografia emoldurada não é decoração.
É presença.
É memória que se recusa a ser esquecida no fundo de um celular.
É o passado caminhando suavemente ao lado do presente.
Há algo profundamente humano em passar por uma parede e ser atravessado por uma lembrança. Em parar por alguns segundos diante de uma imagem e sentir o coração reconhecer aquele instante. Como se a vida dissesse: isso foi real, isso foi seu, isso valeu a pena.
Emoldurar fotografias é escolher o que merece permanecer visível.
É dar honra aos dias que nos moldaram.
É permitir que as memórias nos acompanhem, não como nostalgia, mas como raiz.
Porque algumas lembranças não nasceram para ficar guardadas.
Elas nasceram para serem vistas, sentidas e revisitadas — todos os dias.
Por Jorgeane borges 8 de Janeiro 2026
Nos desdobramos, renunciamos, por quem mal nota o valor do gesto. Seja amor, família, ou profissão, a recompensa costuma ser o mesmo vazio.
A fé é gesto mudo que prepara o milagre, no escuro, a ação interior age sem barulho, o milagre nasce onde a fé trabalha em silêncio, o gesto mudo torna o visível possível.
Perdão não é gesto fácil: é levantar a cadeira do chão e colocar de volta. É reconhecimento, trabalho suado, uma paciência que dói. Quando perdoo, não apago cicatrizes, aprendo o ofício de conviver
com elas, transformo o passado em instrução
e não em cela.
O perdão próprio é um gesto de arquitetura: derrubo pilares, reconstruo paredes. Não é reconstrução imediata, é obra que avança com oficina aberta, com barro, paciência, e a presença de quem não teme lama. No fim, a casa fica mais simples, mas com janelas que deixam o sol entrar.
... um gesto de perdão
evidencia a virtuosa estatura
de um Ser... E, aos ora acolhidos por
misericordioso aceno, a chance de
remediar suas criadas demandas e
deslizes - ainda que, em muitos casos,
resgatados mediante o amoroso
bálsamo da contrariedade
e da dor!
... aos dispersos
de um cordial e estimulante
gesto de gratidão,decerto
não faltarão os rasos
pretextospor não
expressá-lo!
... um
espontâneo
gesto de utilidade,
exteriormente nos situa,
entusiasma - ao mesmo tempo
que, interiormente
nos robustece,
renova!
... um mínimo
gesto de Fé que seja,
para além da mais sincera
oração; de uma honesta e profunda
devoção, nasce da certeza da mão
do Criador encorajando-nos
o viver!
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