Pequenas reflexões
Uma palavra de amor pode fazer pequenas vibrações ganharem forma,
e ecoarem por toda a eternidade no silêncio de um sorriso.
[…] Beco diagonal. É perfeito, não acha? Impressionante como pequenas coisas diretamente criada da imaginação de uma mulher, pode nos fazer sonhar em tá lá, sentindo a sensação de tá em um lugar que muitos não poderiam está. E tudo isso, se encaixa perfeitamente em nossa imaginação, fazendo nos sentir mais felizes. Como diz o Harry: “Brilhante”, é, tudo isso é pura perfeição, criada em nossas imaginações
Nosso tempo aqui é breve demais pra desperdiçar com coisas pequenas. No fundo é só mesmo o amor q importa. Só o amor. E eu amei.. fui feliz.
DIVAGAÇÕES NA BOCA DA URNA (Pequenas Epifanias)
Política é exercício de poder, poder é o exercício do desprezível. Desprezível é tudo aquilo que não colabora para o enriquecimento do humano, mas para a sua (ainda) maior degradação. Como se fosse possível. Pior é que sempre é.
Ah, a grande náusea desses jeitos errados que os homens inventaram para distrair-se da medonha ideia insuportável de que vão morrer, de que Deus talvez não exista, de que procura-se o amor da mesma forma que Aguirre procurava o Eldorado: inutilmente.
Porque você no fundo sabe tão bem quanto eu que, enquanto a jangada precária gira no redemoinho, invadida pelos macacos enlouquecidos, e você gira sozinho dentro da jangada, ao lado da filha morta com quem daria início à primeira dinastia — mesmo assim: com a mão estendida sobre o rio, você julgará ver refletido no lodo das águas o brilho mentiroso das torres de Eldorado. E há também aquela outra política que os homens exercitam entre si. Uma outra espécie de política ainda menor, ainda mais suja, quando o ego de um tenta sobrepor-se ao ego do outro. Quando o último argumento desse um contra aquele outro é: sou eu que mando aqui.
Ah, a grande náusea por esses pequenos poderosos, que ferem e traem e mentem em nome da manutenção de seu ego imensamente medíocre. Porque sem ferir, nem trair, nem mentir, tudo cairia por terra num estalar de dedos. Eu faço assim — clack! — e você desmonta. Eu faço assim — clack! — e você desaparece. Mas você não desmonta nem desaparece: você é que manda, essa ilusão de poder te mantém. Só que você não existe, como não existe nem importa esse mundo onde você se julga senhor, O outro lado, o outro papo, o outro nível — esses, meu caro, você nunca vai saber sequer que existem. Essa a nossa vingança, sem o menor esforço.
Mais nítido, no entanto, que as ruas sujas de cartazes e panfletos, resta um hexagrama das cores do arco-íris suspenso no centro daquele céu ao fundo da rua que vai dar no mar.
É o único rosto vivo em volta, nunca me engano. Chega devagar, pede licença, sorri, pergunta: “E você acha que aqui também é um deserto de almas?” Não preciso nem olhar em volta para dizer que sim, aqui também. E os desertos, você sabe — sabe? — não param nunca de crescer.
Ah, esses vastos desertos em torno das margens do rio lodoso e tão árido que é incapaz de fertilizá-las. Da barca girando no centro do redemoinho, se você estender a mão sobre as águas escuras e erguer bem a cabeça para olhar ao longe, julgará ver as árvores, além do deserto que circunda o rio.
Entre os galhos dessas árvores, macacos tão enlouquecidos quanto aqueles que invadem tua precária jangada, pobre Aguirre, batem-se os humanos perdidos em seus pequenos jogos que supõem grandes. Para sobrepor-se ao ego dos outros, para repetir: sou eu que mando aqui. Para fingir que a morte não existe, e Deus e o amor sim. Pulando de galho em galho, com seus gestos obscenos e gritinhos histéricos, querendo que enlouqueças também. Os dentes arreganhados, os macacos exercitam o poder. Exercitam o desprezível nos escombros da jangada que gira e gira e gira em torno de si mesma, sempre no mesmo ponto inútil, em direção a coisa alguma, enquanto o tempo passa e tudo vira nada.
Do meu apartamento no milésimo andar, bem no centro da ilha de Java, levanto ao máximo o volume do som para que o agudo solo da guitarra mais heavy arrebente todos os tímpanos, inclusive os meus.
Já lutei muito por coisas pequenas, hoje quero lutar por coisas maiores, coisas que realmente serão significantes para o meu crescimento, como o amor, por exemplo.
Somos aves; Pequenas delas, mas pássaros livres e fiéis a passarinhada, revoados a bela vida que nos foi dada.
the small stars even glow in the dark deep
"ate mesmo as pequenas estrelas brilham na escuridão profunda"
Todos fomos crianças pequenas um dia, nos encantavámos com pequenas coisas e que se tornavam importantes. Hoje, com o tempo não vemos graça em mais nada, pois, vivemos nesse mundo louco de adultos estressados com a vida.
Viver é estar de bem com a Vida,é não se preocupar com coisas pequenas e não se esperar nada em troca!!!
Raquel Torres
Nunca se deixe abalar com pequenas coisas, acredite na vida e dias melhores virão, pois Deus está contigo e te fará vitorioso.
TROCANDO PIMENTAS POR CAQUIS (Ou pequenas metáforas de perda ou passagem)
Não quero mais os líquidos ardentes que me fazem fogueira, mas depois se acabam e deixam somente a seca sede do pós-chama. Quero, sim, as águas do rio que lavam, nutrem e acalantam, e quando seguem, carregam a poeira e me ajudam a seguir. Não quero mais os adereços que perfuram minha pele e ao serem retirados, espalham vãos pelo meu corpo. Quero, sim, as flores que acolho em minha orelha e, ao murcharem, ainda deixam seu perfume em meus cabelos. Não quero mais os contratos de imóveis que, ao serem destruídos, me deixam perdida e sem teto. Quero, sim, as areias da praia que não me preocupo em chamar de minhas, mas que dedicam caminho e carinho para os meus pés...
Eu não quero sentir falta.
Quero, sim, sentir saudade.
Às vezes deixamos de usufruir o prazer das pequenas coisas que já temos por estarmos ansiosos demais esperando as grandes.
Se você sonhar pequeno, terá conquistas pequenas.
Se você sonhar alto, seus projetos o levarão as alturas.
O tempo de trabalho é exatamente o mesmo, mas sua atitude e estratégia precisam ser diferentes.
Chegou a hora de você sonhar com mais ambição e ousadia.
