Pequenos poemas sobre Flores
Dê-me flores enquanto posso apreciá-las. Depois servirão apenas para cobrir minha sepultura! (Apocalipse 16)
...E a vida também é assim, sensível como as flores, pretende se renovar a cada dia, mas pode também, assim como as flores, perecer a qualquer momento... Então regue, cuide, ame! Para que valha a pena cada segundo.
Tenta te orientar pelo calendário das flores, esquece por um momento os números, a semana, o dia do teu nascimento. Se conseguires ser leve, aproveite, enche tuas malas de sonho e toma carona no vento.
Se quer plantar para poucos dias, plante flores. Se quer plantar por muitos anos, plante uma árvore. Se quer plantar para a eternidade, plante ideias.
A normalidade é como uma estrada pavimentada: você caminha confortavelmente, mas as flores não crescem por lá.
Meninas bobas... Esperam flores e coisas românticas de garotos que pensam que romântico é algo que veio de Roma.
A beleza de um jardim não depende do tamanho das flores mas do seu colorido, por isso a felicidade não depende de grandes alegrias mas sim da variedade de muitos e pequenos momentos felizes que colhemos ao longo da vida.
Morrer por dentro e continuar tentando é como procurar flores em um mundo quebrado. É um ato de teimosia.
Me dê as flores em vida; o carinho, a mão amiga, para aliviar meus ais. Depois que eu me chamar saudade, não preciso de vaidade, quero preces e nada mais.
É que eu gosto do riso de tudo. De flores. De gente. De bichos. Dos dias de céu azul lisinho. Das noites carregadas de cachos de estrelas. Da canção que as ondas cantam quando tocam a areia. Às vezes, eu vejo até o riso contido do que não tem coragem de rir.
Na minha opinião o que importa não é homenagear os mortos, levando-lhes flores às sepulturas, e sim, tratá-los bem, com todo amor possível, enquanto estão vivos.
Se você ama uma flor, não a colha. Por que se você colhê-la, ela morre e deixa de ser o que você ama. Então se você ama a flor, deixe-a estar. O amor não está na posse. O amor está na apreciação.
Que ao se abrirem as pálpebras do dia teu interior seja luz; tão branca e exuberante como margaridas desabrochando no campo ao primeiro toque do sol. E ao cair da tarde quando o dia já não for mais do que lembranças que o crepúsculo aquarele o teu riso com as cores da gratidão.
