Pequena Menina dos Olhos Castanhos
“Meus ouvidos não são como meus olhos que posso abrir e fechar a qualquer momento, mas agradeço, pois nem sempre o que quero ouvir é o que devo."
Rosa negra
Dos seus olhos vertem pequenos pingos cristalinos,
Uma gota, uma lágrima respinga sobre a mesa
E mistura-se a saborosa sobremesa.
Sobre a mesa uma toalha branca, virgem
Tem sua essência marcada, maculada
Reputação manchada.
Tingida em vermelho ela agoniza em sua dor,
Sente-se usada e abusada pelo amor,
O qual se vangloria do seu torpor.
Sobre si encontram-se duas taças que brindam,
Pique – esconde, em sua inocência brincam.
Ironicamente se tocam timtim.
Em seu âmago carrega o dissabor do ardor.
Sua alma e sua única companhia,
A qual se recolhe e silencia.
Um pequeno botão entranha-se em seu ser.
Um amargo e nefasto fruto,
Evocado do seu luto.
Logo desabrocha e floresce uma sedutora rosa negra
No obscuro recôndito do seu coração
Solitário e só, seu nome é solidão.
Saudade dos abraços que nunca dei, dos olhos que nunca vi, dos beijos que nunca experimentei. É comum?
Vampire Romance
Almas frias, olhos famintos
Aversão a toda e qualquer claridade
Que fazem de pessoas objetos ofuscados
E que então seguem sem saber onde estão indo
Nós enxergamos no escuro!
Somos estranhos, anti-sociais, claustrofóbicos e originais
Meu amor, vamos celebrar a nossa união
Venha, a marcha fúnebre já está tocando!
Entre deslizando sobre as sepulturas
Com seu longo vestido negro
E então a cerimônia se iniciará
O sacerdote declama em sua voz sepulcral
As passagens de um “hino” em latin
Inicia-se a união...
Venha meu amor, quero lamber e sugar as suas feridas
Quero sentir do mel ao pus!
Quero seu sangue sobre o meu corpo
Auto-flagelação, a nossa canção de ninar
Brincando com estiletes
Á luz da vela negra que chora em um vermelho rubro
Quero despi-la, a apreciar a tua palidez
Ver teu sangue correndo pelas suas veias saltadas
Suas pupilas dilatadas
Sua mente deslizando num labirinto entorpecido
Então a toco por dentro e sinto-a quente
E deslizo meus lábios por toda a sua pele gelada
Esvaecidos roxos!
É quando a majestade da madrugada cai sobre nós
Regendo maestricamente
O uivar, os gemidos e a agradável chegada de uma tempestade
E um brilho delirante na nossa deusa nublada
É a presença quase que ocultada pela tempestade
De um astro hipnotizante
Contrastando, deixando um tom de roxo
Refletindo quase que como um espelho o reflexo do inferno
Pelos cantos rastejamos...
Visões turvas, suor frio, músculos e órgão rígidos
E o espetáculo flui...
Uma alma só, dois corpos unidos
Crave suas unhas, grite, chore, sangre e corte-me!
Á beira de um aneurisma
Minha anêmica metade,
Sincronizadamente, tomamos posse um do outro
Almas frias
Mas que somente quando se encontram
Tornam-se quentes, a uma temperatura irreal
E então finalmente a fusão da origem a um único ser andrógino!
Após séculos,
Finalmente retornamos eternamente a nossa forma original.
"Alguns detalhes são invisíveis aos nossos olhos. Olhamos para o céu desejando a Lua, amassando belas flores deitados no campo.
Não quero sentir vazio, pouco, suficiente. Quero muito mais, sempre...
Meus olhos enxergam fundo e pulsam... E quando me olho no espelho não sei bem onde estou.
Esvazio quando me canso;
Mas agradeço !
Por ser;
E sentir;
E olhar;
E perceber;
Ás vezes sou confusão.
Mas meu nome é AMOR...
As escuras você olha, mas escondida você não esta. Através de uma fresta vejo seus olhos, seus olhos que não param de me observar.
E quando o sol envandi os olhos, é só pra te lembrar, que o bom da vida não tem preço, é hora de acordaaaar....
E cada vez que eu te olhar nos olhos e sorrir , saiba que naquele instante me apaixonei por você mais uma vez.
Lembro-me do barulho da chuva,o enconstar dos nossos corpos,o brilho dos olhos e o beijo que nunca sairam de mim...
Nossa! São as coisas simples que enchem os olhos. Hoje tive uma missão que precisa do tempo burocrático de nosso sistema. E uma senhora me recebe com um sorrisão as 8h da manhã -me ensina coisas da vida ao jogar conversa fora- enquanto revolve minhas broncas e encurta o prazo do que preciso. Ela se chama Céu. Ainda dizem que Deus não existe.
E da janela do quarto, vendo uma vida de estrelas passarem por seus olhos, algo lhe dizia:
- Tá vendo aquele mundo lá fora? É seu, vai pegar.
