Pequena Menina dos Olhos Castanhos
Crônica de Minha Infância
Já fui casinha, fantasias e bonecas.
Mãe, jornalista, advogada e atriz.
Chocolates, biscoitos, chicletes... também patins, bicicleta e cicatriz.
Amiga, irmã, namoradinha e vilã.
Danada, sapeca, serelepe, também dissimulada e esperta.
Morria de medo de ser analfabeta.
Também já fui medo, choro e receio,
porém, tudo superado com aulas, professoras, sobretudo amigos amáveis e recreios.
Desenhos, chaves, histórias?
Branca de neve, a bruxa e toda aquela armação...
Ursinhos carinhosos, Power Rangers, sempre atenta à programação.
Viagens, família e aventuras.
As férias de dezembro, nas casas das avós...
Nada de ditadura.
Mas nem tudo é perfeito,
já fui hospital, asma e internação,
médico, jaleco branco, total aversão.
Às três da tarde como posso esquecer,
eu, papai, meu irmão e a TV...
de todos os compromissos, esse era o mais gostoso
historinhas, perguntas sem fim... e sempre um lanchinho delicioso.
Às quatro da tarde um momento chatão.
mamãe, livros e cadernos.
meninos, hora da lição,
enquanto isso, nosso super-herói voltava pra mais um plantão.
Dos momentos mais felizes da vida,
impossível não lembrar da infância bem vivida,
papai, mamãe sempre sorrindo, Deus sempre presente,
familia superunida.
Às cinco da tarde, hora do banho,
a minha amizade com Jackeline não tinha tamanho,
embora ela sempre alimentasse seu sonho estranho,
ser enfermeira somente de fanhos.
Aos 6 anos um sonho realizado,
finalmente havia ganhado um gato,
pula daqui, pula dali e finalmente pulo em cima...
tadinho do gato, precocemente foi para o andar de cima.
Meu primeiro drama.
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Nota: Trecho de "Versos Íntimos": Link
Se aprenderdes a viver feliz com o que realmente tens, talvez não precisasse mendigar essa estúpida vida de aparência em que vives.
As pessoas podem ser muitas coisas. Às vezes o seu pior inimigo pode ser o seu maior aliado.
As garças voam em bandos e em forma de triângulos, quando estão migrando de um lugar para outro. E o mais engraçado nisso é que quando a garça que esta na frente cansa ela troca de posição com a ultima.. Isso que se chama de trabalho em EQUIPE.
Vítima do dualismo
Ser miserável dentre os miseráveis
— Carrego em minhas células sombrias
Antagonismos irreconciliáveis
E as mais opostas idiosincrasias!
Muito mais cedo do que o imagináveis
Eis-vos, minha alma, enfim, dada às bravias
Cóleras dos dualismos implacáveis
E à gula negra das antinomias!
Psiquê biforme, o Céu e o Inferno absorvo...
Criação a um tempo escura e cor-de-rosa,
Feita dos mais variáveis elementos,
Ceva-se em minha carne, como um corvo,
A simultaneidade ultramonstruosa
De todos os contrastes famulentos!
Certa vez, me disseram que existem duas maneiras de se envolver com um cara: se apaixonando por ele e o odiando. Pois bem, meus sinceros parabéns, você conseguiu as duas.
O movimento marxista, sem a força dada pela coerência, acabou por obter uma coerência conquistada pela força.
As alegrias juntam-se as tristezas
E o carpinteiro que fabrica as mesas
Faz também os caixões do cemitério.
A grandiosidade de uma nação é somente o reflexo de cultura e educação está acima da alfabetização. Educação começa no berço quando os pais mais conscientes, ao invés de se desesperaram em atender, ensinam a criança a desenvolver a paciência ao dar tempo para que seus responsáveis atendam suas necessidades e a desenvolver a confiança na certeza de que será atendido. A meu ver é necessário educar a criança de forma a capacitá-la a ser independente o mais cedo possível. Para tanto é necessário que a criança participe de atividades onde ela veja a produção de algo como resultado de seu empenho. Cuidar de hortas é uma excelente atividade educativa para crianças, pois compreende através dessa vivência através do conhecimento científico aplicado no ato de preparar, semear, cultivar, colher, se alimentar dos frutos do empenho seu ou coletivo. Uma educação assim conduz à criança a compreensão mais profunda da vida e por consequência, a um maior equilíbrio na relação entre a Ciência e a Espiritualidade, entre a Razão e a Intuição, impedindo inclusive uma formação livre dos malefícios da fé cega, dogmas e tabus.
Sou quem sou, sou do jeito que sou e isso me basta.
Quem quiser me amar me ame, mas me ame pelo que sou, exatamente assim.
Quem quiser me odiar, dane-se, eu não vou mudar para agradar ninguém, afinal, eu vivo por mim.
Eu a vi - gentil mimosa,
Os lábios da cor da rosa,
A voz um hino de amor!
Eu a vi, lânguida, e bela:
E ele a rever-se nela:
Ele colibri - ela flor.
Provo desta maneira ao mundo odiento
Pelas grandes razões do sentimento,
Sem os métodos da abstrusa ciência fria
E os trovões gritadores da dialética,
Que a mais alta expressão da dor estética
Consiste essencialmente na alegria.
Nota: Trecho de "Monólogo de uma Sombra": Link
