Pensar em Detalhes

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Pensar e escrever é perpetuar o seu espírito no espírito dos outros.

Quanto mais alto o Pensamento, mais nobre na arte de pensar.

O mais importante é pensar pouco, e amar muito.

⁠Os três frutos da sabedoria são: bem falar, bem pensar, bem agir.

⁠Falar bem é o melhor meio de pensar bem.

Não é necessário dizer tudo o que se pensa, mas é necessário pensar tudo o que se diz.
do livro: Aprendendo com os provérbios (sfj)⁠

⁠Liberdade é pensar e agir, sem discriminar ou banalizar a alguém...

Puro encantamento






Pensar em você dói,


a saudade chega a causar desequilíbrio,


na consciência a conexão é presente e os sentidos se comportam de maneira extraordinária,


nas orações os motivos são meros detalhes, já os pedidos são muito sensíveis,


num instante uma pausa para o vazio, no momento seguinte uma ininterrupta viagem sobre nós,


entre sonhos e medos e entre planos e desejos, uma voz no ego é ouvida, logo um abraço protetor é sentido,


então, arrebatado pelos sentimentos anciões sou levado aos sorrisos e perfumes daquela encantadora borboleta rabo de dragão e ali me perco nos labirintos do seu doce encantamento.

Muitas portas já foram abertas e com a força do pensar acredito que a porta principal será aberta nos próximos dias.

Muito além dos sonhos,


alinhado com o infinito,


nos vagalumes do pensar,


na boca molhada do sentir,


juntos, juntos, juntos...

Exposto


Temido por brigar,
Tentado pelo saber,
Destemido no pensar,
Faminto pelo entender.

No dia em que o meu corpo for, vão prevalecer as minhas palavras, vão prevalecer o meu pensar.

Pensar e sentir

Antes éramos uma fogueira,
Hoje somos apenas algumas faíscas,
Relembrar as imagens é combustível,
Ver o cometa é passageiro,
Encontrar os cheiros, os doces e as curas nas lembranças é maturidade,
Pensar e sentir é uma entrega que às vezes ninguém espera, elas simplesmente acontecem.

Precisamos ter cuidado com o “amém” que dizemos quase sem pensar… e com o “pode deixar que eu vou orar” que, muitas vezes, não cumprimos.
Diante de Deus, palavras não são leves... elas têm peso, têm verdade, têm compromisso.
Que o nosso“amém”(que significa: Assim seja!) seja sincero… e que a nossa oração seja vivida, não apenas prometida. Porque Deus sonda o coração e conhece a intenção de cada palavra.

O que seria de mim sem…
sem a dúvida que me faz pensar,
sem a dor que me ensina a valorizar,
sem a incerteza que me obriga a seguir em frente?

Distorcer o espelho quando pensar
É deixar de sentir o brilho do luar
Contemplar as estrelas sem suspirar


Não deixar o outro falar
É o mesmo que não escutar
Desaparecer é também falhar


O tempo é arte sem controlar
Narrativas do inconsciente a cantar
Troca simultânea de energia a bailar


Manipular ao se ausentar
É dor ao se calar
Desejo inconsciente de amar


Medo do desejo a somar
Desejo pelo medo a multiplicar
Resultando em sublimar


Etapas importantes ao abandonar
São perdidas quando pular
Processos naturais como ondas do mar


Invadir o fluxo do sintonizar
É o mesmo que ironizar
Diante do espelho quando se olhar


O reflexo pode perdoar
Mas devolve e reverbera sem disfarçar
Assim como o sol ao eclipsar


Fugir sem encarar
Movimento celeste ao penetrar
Água, terra, fogo, ar


Éter sublime a dissipar
Brumas a visualizar
Campos silvestres para imaginar


Perder para encontrar
Sem nunca mais achar
Simplesmente por tentar forçar

Pensar a vida é pensar o existir não apenas como biologia, mas como presença no mundo. É pensar a relação com o mundo, o significado de estar aqui, o para quê e o para onde. Essas são as mesmas perguntas que a humanidade sempre carregou, desde o primeiro olhar para o céu.


Vir a ser. Estar. Lançar-se. Existir.
E nesse intervalo entre o nascer e o morrer, inventamos cultura — essa teia simbólica criada para dar sentido ao que não tem explicação. Porque o sentido não é dado, é criado. Criamos mitos, rituais, narrativas, e nelas depositamos nossos medos e esperanças. Cantamos e dançamos para afastar o medo. Reunimo-nos em torno do fogo para partilhar histórias que nos façam suportar o mistério.


Não sabemos de onde viemos, por quê, nem para onde vamos. Sabemos quase tudo sobre tudo e nada sobre o essencial. Então cobrimos o vazio com informações, saberes, teorias, religiões, ciências. Enchemos a vida de palavras para não escutar o silêncio.


Inventamos histórias para acreditar nelas: mitos, deuses, leis, virtudes e vícios. A civilização, afinal, talvez seja apenas uma ficção, e hoje, uma ficção científica. Passamos a acreditar nos símbolos como se fossem reais, a competir e a matar em nome deles. Nosso mundo é sustentado por crenças travestidas de verdades. Dinheiro, poder, sucesso, felicidade: tudo é linguagem, tudo é fé.


A felicidade, por exemplo, é uma bela história, gosto de acreditar nela. Mas viver nela é insustentável. Talvez só seja possível viver filosoficamente a felicidade, e não ingenuamente. Porque se a vida é o que é, e o niilismo nos ameaça com o vazio, Nietzsche tinha razão: é preciso transvalorar.


Ele já havia anunciado o “último homem”, esse que somos nós: confortáveis, cínicos, cheios de saber e vazios de sentido. Falou da crise e da aridez de nosso tempo, e sonhou com um além-do-homem, um ser que criasse novos valores, novos mundos, novas potências, capaz de amar.


Ainda não chegamos lá. Mas talvez pensar, pensar a vida, e não apenas vivê-la, seja o primeiro passo dessa travessia.

Pensar demais não protege, só cria distância.
Amar exige perder o controle que a razão insiste em manter.

⁠Não há nenhum dia que eu
não deixo de pensar numa
maneira de te trazer para mim.

Estamos vivendo tempos em que não podemos mais pensar tanto no futuro assim. O presente é a única certeza. As coisas estão mudando rapidamente e nem sempre nossos planos e esforços trazem os resultados esperados. Mais do que nunca, noassa única opção é o agora.