Pensar em Alguém

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Eu demoro a gostar de alguém; mas quando deixo de gostar da pessoa, é instantâneo.

Hoje eu senti medo.
Medo de que alguém tivesse machucado uma pessoa que eu simplesmente adoro.
Mas o que mais me assustou não foi a possibilidade da dor…
Foi perceber que, se isso realmente tivesse acontecido, talvez eu tivesse perdido o meu “medo”.
Porque, nesse caso, a pessoa que machucou quem eu adoro não estaria mais entre nós hoje.

Às vezes, você vai entrar na vida de alguém para dar o que ela nunca teve. Só que aí você vai descobrir por que ela nunca teve. E isso às vezes machuca de um jeito diferente, porque você não foi ingênuo; você foi generoso. Você teve paciência com quem nunca teve paciência, chegou com cuidado para quem nunca foi cuidado, deu presença para quem só conheceu o abandono.
No começo, até parecia que estava funcionando, né? Parecia que estava fazendo a diferença. Mas você acaba entendendo que há pessoas que não foram apenas feridas pelo que faltou; elas foram formadas por isso. E algo moldado tão fundo não muda só porque alguém chegou com muito amor. Essa pessoa só muda quando percebe que precisa mudar.
Você não muda ninguém que não quer mudar; você só se frustra tentando fazer isso. Quer um conselho? Seja gentil e compreensivo, mas aprenda a reconhecer quando o problema não é a falta de amor, mas o fato de que a pessoa ainda não está pronta para reconhecer esse amor.

Reduzir a atração ou a estética de alguém a um único detalhe isolado, como a cor dos olhos, é ignorar que a beleza vive da harmonia do conjunto e da identidade única de cada pessoa.
O meu olhar sobre a estética me diz: valorize a essência e o equilíbrio geral das coisas, em vez de seguir padrões impostos ou simplistas.
O belo, para mim, não está no fragmento, mas na unidade viva que cada ser apresenta.

Tanta gente tem tudo e ajudam ninguém, a gente tem nada e está sempre ajudando alguém.


Nem sempre a ajuda seria dinheiro, onde não tê-lo precisaria de ajudas.

Uma coisa é casar-se com alguém sem importar-se com interesses, outra coisa é não interessar-se em importar-se com quem.

Ninguém, sabe quem é Deus.
Alguém, não sabe.

Ninguém sabe quem é Deus.
Alguém não sabe.

Quando a verdade é revelada de qualquer forma...

Desacreditado


Há um momento em que alguém deixa de ser apenas questionado e passa a ser desacreditado.


A diferença parece pequena. Não é.


Questionar ainda deixa alguma coisa em aberto. Ainda existe espaço para resposta, para dúvida, para surpresa. Desacreditar é diferente. Muitas vezes, a conclusão chega antes da pessoa.


Ela fala, mas a escuta já começa a se fechar. Tenta explicar, mas a explicação parece vir tarde demais. Tenta de novo e encontra aquela suspeita silenciosa de quem pensa, antes mesmo de ouvir: “eu já sei onde isso vai dar”.


É assim que um erro, pouco a pouco, deixa de ser apenas um erro.


Ele cresce. Ocupa espaço. Ganha memória.


E, sem que ninguém perceba exatamente quando isso aconteceu, passa a representar a pessoa inteira.


Há uma diferença enorme entre dizer que alguém falhou e dizer que alguém é um fracasso. A primeira frase fala de um acontecimento. A segunda transforma o acontecimento numa definição.


Talvez esse seja um dos pesos mais difíceis de carregar quando se é desacreditado: não apenas perder a confiança dos outros, mas perceber que, para alguns, já não existe sequer o direito de ser diferente daquilo que um dia se mostrou ser.


No começo, isso vem de fora.


De um olhar. De uma palavra. De uma comparação. De uma lembrança que alguém insiste em trazer de volta. Vem daquela sensação estranha de que uma versão antiga de nós entrou no ambiente antes da nossa chegada.


Depois, com o tempo, alguma coisa muda de lugar.


A voz que vinha de fora começa a aparecer por dentro.


“Ninguém acredita em mim” pode, quase sem ruído, transformar-se em “talvez eu também não deva acreditar”.


E aí o descrédito se torna mais perigoso.


Porque já não precisa de plateia.


A pessoa recua antes que a rejeitem. Evita tentar para não confirmar aquilo que teme. Cala algumas coisas antes mesmo de descobrir se seriam ouvidas.


Não porque tenha necessariamente perdido sua capacidade, mas porque começou a perder algo mais delicado: a imagem de si mesma como alguém capaz.


Nem todos reagem da mesma maneira.


Alguns se recolhem. Passam a esperar menos de si, dos outros, da vida. Outros fazem o contrário: tentam provar demais, transformam cada gesto numa defesa, cada erro numa ameaça, cada dúvida alheia numa nova acusação. Há ainda quem escolha o desapego como proteção: se eu não esperar nada, pensa, nada poderá me frustrar.


São caminhos diferentes, mas podem nascer da mesma ferida.


O descrédito repetido reduz expectativas. Expectativas menores podem reduzir tentativas. E menos tentativas podem produzir, com o tempo, justamente aquilo que no início era apenas um julgamento dos outros.


A pessoa deixa de arriscar.


Deixa de insistir.


Deixa de imaginar alguns caminhos.


E, anos depois, talvez olhe para aquilo que não aconteceu como se nunca tivesse sido possível.


É aí que a frustração se torna mais difícil de compreender.


Porque ela não nasce apenas do que se perdeu.


Nasce também do que deixou de ser tentado.


Dos caminhos abandonados antes do primeiro passo. Das escolhas recusadas por medo. Das possibilidades que morreram não porque fossem impossíveis, mas porque a própria pessoa passou a acreditar cedo demais que não conseguiria alcançá-las.


Talvez, então, alguns dos frustrados de amanhã sejam os desacreditados de ontem que, pouco a pouco, aprenderam a esperar menos.


Não todos.


Não necessariamente.


Mas alguns.


Sobretudo aqueles que passaram a carregar por dentro o julgamento que antes vinha de fora.


Ainda assim, é preciso cuidado.


Desconfiar também protege.


Nem toda pessoa merece crédito. Nem toda promessa deve ser acolhida. Nem toda segunda chance precisa ser dada apenas porque foi pedida.


Há pessoas que repetem.


Há arrependimentos que funcionam muito bem nas palavras e muito mal nos atos.


Há mudanças anunciadas tantas vezes que acabam se tornando apenas outra maneira de ganhar tempo.


Por isso, desconfiar nem sempre é dureza.


Às vezes, é memória.


Às vezes, prudência.


Às vezes, é a forma que encontramos de não cair novamente no mesmo lugar.


Mas existe uma fronteira. E talvez ela seja mais importante do que parece.


A dúvida pergunta: “será?”


A desconfiança pergunta: “que razões tenho para acreditar?”


O descrédito absoluto já decidiu: “nada será suficiente”.


Um ainda observa.


O outro procura apenas aquilo que confirma o que já pensava.


Um admite a possibilidade de rever.


O outro transforma um episódio em destino.


Talvez seja por isso que desacreditar alguém possa significar mais do que retirar confiança.


Pode significar retirar movimento.


Deixar de admitir que uma pessoa possa reparar, amadurecer, aprender tarde — mas aprender. Recusar a hipótese de que possa fazer diferente, surpreender, escapar da imagem na qual foi aprisionada.


Isso não significa esquecer.


Nem fingir que nada aconteceu.


Nem devolver confiança apenas porque o tempo passou.


O tempo, sozinho, não melhora ninguém.


Há coisas que precisam ser demonstradas. Mudanças que exigem constância. Palavras que só recuperam algum peso quando, finalmente, começam a aparecer nos gestos.


Mas existe um perigo também do outro lado.


O perigo de decidir cedo demais que nada jamais será suficiente.


Porque chega uma hora em que já não estamos apenas tentando nos proteger de uma nova decepção.


Estamos tentando proteger nossa própria certeza de qualquer coisa que possa contrariá-la.


E isso também aprisiona.


O descrédito pode começar como defesa e, devagar, virar prisão para os dois lados: para aquele que perdeu o crédito e para aquele que já não consegue rever o julgamento que fez.


Quanto tempo deve durar um erro?


É difícil responder.


Quanto de alguém deve permanecer preso ao pior que fez?


Não sei se existe uma medida justa.


Quando uma lembrança necessária deixa de ser memória e passa a funcionar como sentença?


Em que momento uma mudança deixa de ser apenas uma fala bonita e começa, de fato, a merecer consideração?


Talvez essas perguntas não tenham respostas fáceis — e talvez não devessem ter.


Há uma tensão que não desaparece: responsabilizar sem congelar, desconfiar sem transformar a suspeita numa identidade, reconhecer mudança sem inventá-la, admitir reparação sem apagar aquilo que aconteceu.


Talvez maturidade tenha menos a ver com saber exatamente quando acreditar e mais com continuar capaz de perceber quando a realidade já não cabe na ideia que fizemos dela.


Porque o descrédito também seduz.


Há nele uma estranha promessa de segurança.


Quem não espera nada imagina que não poderá se frustrar.


Quem não acredita em ninguém pensa estar protegido do engano.


Quem já decidiu que alguém nunca mudará não precisa enfrentar o desconforto de admitir, um dia, que talvez tenha mudado.


Só que toda certeza cobra alguma coisa.


E, às vezes, cobra justamente a capacidade de enxergar aquilo que veio depois.


Ser desacreditado talvez seja uma forma de exílio.


Não exatamente de um lugar.


De um lugar possível.


É entrar numa conversa e sentir que aquilo que você fez anos atrás chegou antes. É perceber que o erro ocupa tanto espaço que quase não sobra lugar para todo o resto. É ser ouvido por meio de uma versão antiga de si mesmo.


E isso cansa.


Cansa ter de explicar.


Cansa ter de provar.


Cansa perceber que, para algumas pessoas, qualquer gesto novo continuará sendo lido por uma lente velha.


Talvez uma parte da reconstrução comece quando entendemos que não controlamos o momento em que os outros voltarão — se algum dia voltarem — a nos enxergar de outra maneira.


Algumas confianças não serão recuperadas.


Algumas portas não se abrirão novamente.


Algumas pessoas preferirão guardar para sempre a versão de nós que conheceram num momento ruim.


E há pouco que possamos fazer sobre isso.


Mas existe uma parte que não deveria ser entregue.


A própria identidade.


Porque perder o crédito de alguém não é a mesma coisa que perder a si mesmo.


Talvez a última resistência do desacreditado seja justamente essa: não passar o resto da vida tentando provar alguma coisa para todos; não transformar cada gesto numa defesa; não viver permanentemente diante de um tribunal imaginário, esperando uma absolvição que talvez nunca venha.


Talvez seja apenas continuar.


Com mais consciência.


Com menos ilusões.


Talvez com algumas cicatrizes.


Mas continuar.


E conservar dentro de si a chance de ainda se tornar alguém que nem o próprio passado conseguiu prever.


Porque ninguém deveria ser obrigado a coincidir para sempre com o pior momento da própria história.


Talvez exista uma liberdade pequena, quase silenciosa, nisso.


Seguir em frente sem exigir que todos voltem a acreditar.


Sem implorar que esqueçam.


Sem negar aquilo que aconteceu.


Mas também sem permitir que o descrédito dos outros tenha autoridade para escrever a última frase sobre quem ainda podemos ser.

"Sabe porque você não deve perdoa uma traição?
Porque alguém precisa te ver como inimigo para te apunhalar pelas costas."

A verdadeira nobreza de carácter prova-se quando alguém escolhe construir o próprio caminho com suor e honestidade, sem nunca usar a maldade ou a zombaria para diminuir o próximo.

8:28 - 4 de setembro de 2023


Sonhei mais uma vez, descobri que alguém do passado estava morando na cidade outra vez

10 de agosto 08:55 tive vários sonhos essa noite


Sonhei ganhando 50 reais de alguém, e essa pessoa dava um valor diferente para as outras, enquanto eu, recebia um valor mais alto.


Sonhei com uma rua cheia de pontos comerciais vazios, aqui em minha cidade e abandonados, por não terem ido adiante.




Sonhei roubando livros de uma escola para ler e eu quase fui presa e expulsa da escola, por uma senhora que era alguma coisa importante de lá.


Sonhei que havia esquecido a minha bolsa com dinheiro e tudo dentro dela, inclusive meu celular em um banco de praça, quando retornei para buscar a bolsa estava lá, com tudo dentro dela, só levaram o celular, nem o dinheiro que era 100,00 não levaram, apesar de terem visto.


Sonhei com um casal, arrumando o quintal da sua casa na lateral, para montar um negócio e o terreno deles, dava acesso de uma rua á outra, e eu mostrava eles para o meu marido, com uma sensação de querer fazer o mesmo.

Eu amo alguém. Aprendi a amar, construir o amor! Ele também não me amava, mas hoje nos amamos.


Somos a felicidade um do outro.


Cuidamos um do outro.




O amor é inexplicável, ele surge de tantas formas diferentes...

Então, atravessei a avenida pela passarela e cheguei em uma rádio. Eu falei com alguém lá, mas essa pessoa deixou a gente esperando umas 2 horas, e não mais apareceu. Então entendi, que ali não teria ajuda.


Mas, até agradeci, porque havia muita gente da minha cidade que eu conhecia lá, e eu estava morrendo de vergonha da situação.


Ao lado, uma igreja católica.


Como a pessoa fez a gente esperar 2 horas do lado de fora da rádio, sem dar retorno, já era 8 da manhã.


Então, a fome bateu.


Eu entrei na igreja, havia uma mulher limpando o local. Falei que queria falar com o padre, alguém responsável.


Eu estava comandando a situação, pois a minha mãe, nunca soube argumentar de maneira que as pessoas entendessem.


Então, eu era a adulta ali, com 16 anos, apenas.


A mulher se retirou para dentro, e logo um padre apareceu.


Expliquei a situação para ele, mas disse que tudo o que eu queria naquele momento era um pouco de comida para todos nós ali presentes.


Ele disse para sentarmos.


Esperamos uns 15 minutos ou menos. Veio pratos de sopa para todos nós.


Comemos, agradecemos e seguimos viagem.

Não diz nada sobre mim. Diz sobre o incômodo dela ao ver alguém que ela achava inferior ocupando um espaço que ela talvez nunca teve coragem de tentar.

Eu descobri, do jeito mais nada poético possível, que amar alguém por muitos anos é tipo cuidar de uma planta que insiste em quase morrer, mas também insiste em não desistir. Tem dias que eu olho pra gente e penso com toda sinceridade do mundo, meu Deus, quem foi que teve essa ideia genial de continuar aqui? Porque no começo, ah… no começo a gente não sabia nem onde colocar as mãos, quanto mais o coração. Era tudo meio torto, meio desconfiado, meio “será que isso presta?”. E mesmo assim, a gente ficou.


E ficar, eu percebi, é um ato meio revolucionário hoje em dia. Porque o mundo ensina a ir embora na primeira instabilidade, como se amor fosse aplicativo que trava e a gente desinstala sem nem tentar reiniciar. Só que eu e ele somos dessas pessoas teimosas, que atualizam, que insistem, que brigam, que cansam, mas que no final do dia ainda estão ali, se olhando com aquele ar de quem já viu o pior e mesmo assim decidiu ficar para o próximo episódio.


Tem dias em que o nosso amor parece uma construção feita com pressa, cheia de rachaduras, barulho, poeira e um certo risco de desabar. E tem outros dias em que eu olho e penso, isso aqui tá virando uma obra de arte, viu. Porque cada dificuldade foi uma lixa, cada discussão foi um martelo, cada reconciliação foi um polimento. A gente não nasceu pronto, a gente foi se fazendo. E olha, dá um trabalho quase absurdo.


Só que no meio desse caos bonito, eu entendi uma coisa que ninguém conta direito. Amor de verdade não é o que nunca balança. É o que balança, ameaça cair, faz a gente perder a paciência, mas ainda assim encontra um jeito meio torto de se sustentar. É tipo aquele copo lascado que você continua usando porque tem história. E quanto mais história tem, mais difícil é largar.


Hoje, quando eu olho nos olhos dele, eu não vejo perfeição. Vejo caminho. Vejo tudo o que já passamos, tudo o que quase quebrou a gente, e tudo o que, estranhamente, fortaleceu. Nosso amor ainda é instável às vezes, claro que é. Mas também é resistente de um jeito que nem eu sei explicar direito. É como se a gente tivesse construído algo que não é indestrutível, mas é persistente. E no fim das contas, isso vale muito mais.


Porque diamante mesmo não nasce pronto. Ele aguenta pressão, tempo, calor, caos. Igualzinho a gente. E eu sigo aqui, lapidando, sendo lapidada, às vezes reclamando, às vezes rindo, mas sempre ficando. Porque no meio de tanta coisa passageira, o que a gente tem… ficou.

Aquela sensação de estar sendo beijada por alguém que não está ali de verdade… isso dá um vazio esquisito, como se você fosse um corpo presente numa cena onde o outro já saiu há muito tempo.

Porque beijo sem presença é quase um cumprimento educado… e você não é alguém pra ser cumprimentada, você é alguém pra ser sentida.

A terra já tem gente demais… e ainda assim parece que falta alguém. Olha que ironia bonita e meio trágica. A gente se esbarra no mercado, no trânsito, na fila do banco, nos stories de gente que a gente nem lembra como começou a seguir… e mesmo assim, no fundo, existe um silêncio que não é de falta de barulho, é de falta de presença de verdade.

Tem dia que eu olho ao redor e penso: não cabia mais ninguém aqui. Não cabe mais carro, não cabe mais prédio, não cabe mais opinião sendo jogada como se fosse pedra. Todo mundo falando, ninguém ouvindo. Todo mundo mostrando, quase ninguém sendo. Parece que a humanidade virou uma feira livre de egos, onde cada um grita mais alto pra ver se vende um pedacinho da própria existência.

E o curioso é que, quanto mais gente tem, mais raro fica encontrar alguém que realmente fique. Fique na conversa sem olhar o celular. Fique no abraço sem pressa. Fique no olhar sem cálculo. A terra está cheia de corpos, mas vazia de encontros.

Às vezes eu acho que o problema não é a quantidade… é o jeito. Porque gente demais não seria um problema se fosse gente de verdade. Gente que sente, que respeita, que não pisa no outro só pra subir um degrau que nem precisava subir. Mas parece que estamos todos disputando um pódio invisível, correndo uma corrida que ninguém explicou direito qual é o prêmio.

E no meio disso tudo, eu me pego querendo menos. Menos barulho, menos gente superficial, menos necessidade de provar qualquer coisa. Porque no fundo, a gente não precisa de mais gente no mundo… a gente precisa de mais humanidade dentro das pessoas que já estão aqui.

Talvez a terra não esteja cheia demais. Talvez ela esteja mal preenchida. Cheia de pressa, de aparência, de distração… e com falta daquele tipo de presença que não ocupa espaço, mas transforma tudo.

No fim das contas, não é sobre quantos somos. É sobre como somos. Porque uma única pessoa inteira vale mais do que mil vazias passando por você sem nem deixar rastro.

E eu sigo aqui, no meio dessa multidão, tentando não ser só mais uma. Tentando ser alguém que fica, que sente, que olha de verdade… porque já tem gente demais no mundo, mas ainda falta quem saiba ser gente.

Vale lembrar que muitas pessoas que culpam Deus estão falando a partir da dor. Quando alguém perde um filho, um animal querido ou presencia uma injustiça terrível, nem sempre está fazendo uma análise teológica. Muitas vezes está expressando revolta, tristeza e desespero.