Pensar em Alguém
2166 📜 "Alguém dizer que Alguém não é rico 'só porque tem dinheiro' é o quê, além de Filosofia de Boteco? Por que há gente assim? HeuHein!"
1178 📜 "Lamentável os que tratam o PASSADO não como desejam, mas como e porque alguém mandou, seja o pai, a mãe, o padre, o pastor ou aqueles 'Manuais da Fé'. Que lamentável!"
2202 📜 "Quando eu era mais jovem, alguém me chamava de 'Para-Raios de Malucos' ou 'Interruptor de Fanfarrões e Assemelhados'. Agora que sou mais velho, continuam me chamando. Por que será?"
2205 📜 "Interpretar o que Deus ou alguém disse, fez ou deseja, sem ter base e fundamento para tal, quase sempre é exibicionismo e/ou patifaria. Recorram ao exemplo magistral do cineasta Woody Allen, no filme 'Noivo Nervoso, Noiva Neurótica' ('Annie Hall'), de 1977.
2249 📜 "Gosto quando 'obrigo' alguém a pesquisar, no Dicionário, quando lê algum dos Meus Escritos!"
2261 📜 "Tantos anos depois, tantos fatos comprovados, alguém ainda se declarar Comunista? E tentar justificar isso? Caramba!"
2275 📜 "Socorro, Alguém me ajude! Não é nada, não, gente. Foi só um Textão que passou por aqui e eu me assustei. Ele já foi embora! Textões, em Redes Sociais, me assustam mais até do que Visita de Alienígenas!"
2316 📜 "Pergunto: É Verdade que para eu ser Alguém Respeitável e Respeitado, eu preciso ter Duas ou Mais Contas em Redes Sociais? É Verdade que isso é Mentira? É? EuPergunto.top "
2394 📜 "Alguém ter Uma Conta numa Rede Social é oqmetoca. Alguém ter Duas ou Mais Contas numa Rede Social, também. Também e principalmente é oqmetoca e que parece que me intriga... Parece! oqmetoca.top !"
2433 📜 "Se há algo de que Eu não gostaria é alguém tentar roubar ou conquistar Minha Namorada. Mas não é só. Tem mais..."
2443 📜 "Sinceramente? Se Eu não fosse quem sou, gostaria de ser alguém exatamente como sou, Modéstia às Favas e eu não minto!
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Isso, verdadeiramente, é oqmetoca... oqmetoca.top! E Eu sou assim... souassim.top!"
2491📜 "Com licença: O facto de eu não trabalhar (nem irei) isso incomoda alguém? E por que incomoda? Será que nunca estarei 'dignificado'? Será que vou queimar no mármore do Inferno? Será? HeuHein!"
1975 📜 "Alguém parar tudo, para escrever carta (que ninguém mais escreve) é algo que intriga. Pois recebi carta manuscrita, cuja letra não identifico. Quem terá sido? Quero descobrir!"
1976 📜 "No tempo dos celulares e computadores, alguém ainda usar máquina de escrever é algo intrigante. Também intrigante é alguém ainda escrever cartas (a mão) e chamá-las de 'missiva'. Pois recebi uma dessas cartas! Se não foi Leonor, Denise ou Lívia, não sei quem foi. Só essas me escreviam no passado. Continuo apurando!"
Ela tinha aquele tipo raro de presença que bagunça alguém antes mesmo do primeiro toque.
Não pela beleza apenas, embora existisse beleza nela de sobra. Era outra coisa. O jeito como ocupava o espaço sem parecer forçar nada. Como se carregasse luz naturalmente, como se tivesse nascido para aquecer lugares frios sem perceber o efeito que causava. E talvez o que mais me destruiu tenha sido justamente isso: ela nunca fazia ideia do que provocava em mim.
Principalmente quando ria.
Porque ela ria com os olhos.
E Deus… eu me perdia completamente ali.
Não era um sorriso ensaiado, desses que as pessoas aprendem a mostrar para o mundo. Era verdadeiro. Vivo. Os olhos dela se fechavam levemente como se o corpo inteiro participasse daquele instante, e toda vez que acontecia eu sentia alguma parte minha cedendo sem resistência. Como maré puxada pela lua, inevitável. Eu tentava manter a compostura, continuar constante, continuar sendo quem sempre fui… mas ela me olhava sorrindo daquele jeito e tudo em mim esquecia como permanecer intacto.
Ela foi a primeira pessoa que me fez querer mergulhar sem medo da profundidade.
Porque eu nunca fui raso. Só nunca tive permissão para afundar de verdade. A vida inteira esperaram de mim equilíbrio, calma, presença. E eu aprendi a ser isso. Aprendi a esconder a correnteza embaixo da superfície tranquila. Mas ela… ela parecia enxergar o oceano inteiro sem que eu precisasse dizer uma palavra.
E ao invés de fugir, ela ficou.
Talvez tenha começado ali.
Ou talvez tenha começado antes, no exato dia em que conheci ela.
Meu aniversário.
Até hoje isso me atravessa de um jeito estranho. Porque parece impossível não enxergar algum significado nisso tudo. Como se depois de tantos desejos feitos em silêncio, o universo tivesse decidido responder da única forma capaz de me desmontar completamente: colocando ela na minha frente.
E ela chegou exatamente como o sol invade um quarto escuro pela manhã.
Sem pedir licença.
Sem esforço.
Mudando tudo apenas por existir.
O mais bonito é que, apesar de toda a luz que carregava, existia cansaço nela também. Um cansaço escondido nos detalhes, nas pausas, no jeito que às vezes parecia carregar o peso do próprio brilho. E comigo ela descansava. Eu sentia isso. Sentia no jeito que a voz dela diminuía, no jeito que os ombros relaxavam, como se pela primeira vez ela não precisasse iluminar nada.
Ela podia apenas existir.
E eu amava isso nela mais do que qualquer outra coisa.
Enquanto isso, ela despertava em mim partes que estavam adormecidas há tempo demais. Partes intensas. Profundas. Vivas. Como se pela primeira vez alguém tivesse coragem de atravessar minha calmaria até alcançar o que existia no fundo do mar.
E eu deixei.
Porque desejar ela nunca pareceu escolha.
Parecia destino acontecendo devagar, na minha frente, até o momento em que percebi que já era tarde demais para voltar a ser quem eu era antes daqueles olhos rindo para mim.
Só o amor mesmo para fazer alguém dizer, com orgulho, que está comprometido: avariado, danificado, sem salvação.
Só se ganha uma guerra sem precisar lutar quando consegue perdoar alguém que nem sequer te pediu desculpas.
Nem nos meus melhores momentos de descontração, me atreveria a brincar com os infortúnios de alguém…
Mas me atrevo a dizer que talvez não haja câncer mais agressivo que a metástase que há muito assola o Congresso Nacional.
Nem mesmo nos instantes de maior descontração ousaria brincar com os infortúnios que a vida impõe a alguém.
A dor alheia, por mais distante que pareça, nos exige muito respeito — porque amanhã, uma igualmente ou até pior, pode bater à nossa porta.
Mas, olhando para a realidade política, percebo que talvez não exista câncer mais agressivo do que aquele que corrói as instituições por dentro.
A metástase que há muito tempo assola o Congresso Nacional não é feita de células doentes, mas de práticas que se multiplicam despudoradamente: corrupção, privilégios, conchavos e o desprezo pelo povo.
Diferente de uma doença física, que a ciência e a esperança tentam curar, esse mal se fortalece no silêncio da sociedade e na acomodação de quem já se acostumou com ele.
E assim, geração após geração, vamos herdando um corpo político debilitado, enfraquecido e refém de suas próprias deformações.
Se um câncer no corpo humano ameaça a vida, o câncer da política ameaça a própria noção de futuro coletivo.
A diferença é que, nesse caso, a cura não depende apenas de médicos ou remédios, mas da coragem de uma sociedade inteira em não se conformar.
