Pensamentos de Esperança
A melancolia mora em mim… chega com a dor, se agarra aos meus pensamentos como sombra sem fim. A esperança vem… breve, estranha,
quase incômoda… antes de a escuridão tomar tudo de volta.
Ninguém é o que parece… sobreviver exige máscaras. Por trás do sorriso contido, moram medos e feridas que só eu conheço. Fingir normalidade me protege, mas também me isola. Enquanto isso… meu verdadeiro eu
espera, calado, nos bastidores de uma vida encenada.
Ser abandonado dói, mas ser esquecido é ser apagado. O abandono me partiu ao meio, mas o esquecimento me dissolveu. É como se eu nunca tivesse existido na memória de quem partiu. Ficar…
sem deixar marca é uma dor que grita no vazio.
Minha vida virou preto e branco, tudo é cinza, opaco, sem contraste. Enquanto falam de arco-íris, eu me perco num horizonte desbotado
que nunca vou tocar. O mundo segue colorido, mas eu sou estrangeiro nessa paleta que não me pertence.
Tenho inclinação para me destruir, sou o martelo e o muro que trinca. Cada falha vira sentença, cada pensamento uma marreta contra mim mesmo. Temo a força das minhas próprias mãos, que insistem em demolir o pouco que ainda permanece de pé.
O amor em excesso não escorre, não transborda, ele pesa como um lençol molhado sobre o peito. Afeto demais vira névoa densa, cobrindo meus passos, roubando o ar onde eu queria aprender a respirar sozinho. O que era abraço vira amarra. O que era cuidado vira cárcere disfarçado de zelo.
Sozinho, num quarto que ecoa ausência, meus olhos flutuam, meu pensamento sangra em palavras. Quando o mundo fecha suas portas, faço das frases meu abrigo, das letras minha trincheira. Escrevo pra que o silêncio não me engula inteiro.
Sou uma pessoa feliz, presa num inverno que insiste em ficar. Carrego o sol na memória, o riso nos ossos, o amor em cicatrizes abertas. Mas, por agora, é a tristeza quem ocupa o palco, enquanto minha alegria espera, quieta, nos bastidores.
Tem dias em que o cansaço pesa e a vida parece uma canção repetida. Mas mesmo nessa rotina silenciosa, há um fio tênue de esperança, o sono que acolhe, o descanso que renova, e a certeza de que, a cada amanhecer, uma nova nota pode surgir na melodia.
Na madrugada silenciosa, sou único habitante do meu universo interior. O quarto se expande em paisagens oníricas que existem só em mim, cores e estrelas que brilham enquanto sonho acordado, mas desaparecem ao nascer do dia.
Às vezes, desejo sair do meu corpo e ser só sombra, livre da dor que insiste em ficar. Mas este corpo pulsa, me chama a resistir. E mesmo na escuridão, nasce uma luz pequena, promessa de que a aurora sempre pode voltar.
Às vezes, minhas palavras são ventos frios que cruzam sem querer, tocando almas alheias com a pressa da minha dor. Mas nesse sopro partilhado, encontro um laço invisível, um abraço sutil onde não há solidão, apenas a promessa serena de cura em cada respirar compartilhado.
Preso a esta cadeira, sou tronco retorcido pela dor, mas ainda assim, tento me erguer, mesmo que o vento forte, vindo do leste, queira me dobrar como galho em dia de tempestade.
Já caminhei demasiadamente à beira dele, sentindo o chão se desfazer sob os pés…O limite físico ainda me é um mistério. Mas o da mente… esse eu já atravessei tantas vezes, que conheço cada rachadura no fundo.
Sou como um barco furado… E meus pensamentos, como as águas do mar, vão, lenta e silenciosamente, invadindo meu interior. Não há resistência, não há conserto… Apenas a certeza inevitável de que, pouco a pouco, eu vou afundando.
Ergui sonhos e afeições como castelos de bruma, mas nada se prendeu às minhas mãos. No silêncio desse desvelo, acolhi minha essência, o pulso livre de uma luz que sempre foi só minha, pois, não posso sentir falta do que nunca foi meu.
Me sinto estranho... é como se vermes comessem o que ainda resta do meu coração, como se eles quisessem tirar a última gota de esperança do amor que há dentro de mim. Deixando-me VAZIO... De corpo e alma.
“que após tanto voar nos sonhos da vida, finalmente encontre a terra firme para enfim pousar; quem não quer um dia encontrar um porto seguro?”
#bysissym
Esperar cansa, desanima, provoca ansiedade, mas ter resiliência e aceitar a espera como um propósito o edificará
#bysissym
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