Pedir um Tempo

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Coisas na vida que não voltam, as palavras, o tempo e as oportunidades.
Palavras podem ser revistas, mas não me arrependo, o tempo é a questão lógica de então aproveitar o que resta. Mas as oportunidades, essas me arrependo de algumas não ter aproveitado no momento certo, embora muitas vezes resulta de promessas não cumpridas, no entanto, mentalizar que havendo chances, há esperança...!

Fazemos culto ao corpo porém; esquecemos que é o tempo que nos esculpe e nos molda!

Não espere o tempo perfeito nem se sentir totalmente pronto. Ser disponível já é um dos maiores atos de coragem.

"Ocupe seu tempo evoluindo, ampliando suas habilidades e competência."

"Estamos tão preocupados com o tempo, com nossos afazeres, que raramente fazemos uma pausa para nos conectarmos conosco mesmos."

“Destine diariamente algum tempo para reclusão e reflexão.”

“A verdadeira amizade é um encontro de almas que se reconhecem além do tempo. Quando dois seres caminham juntos com sinceridade, suas energias se entrelaçam e se fortalecem, criando uma luz capaz de sustentar ambos nos desafios da vida. A amizade é um Reiki silencioso que cura, ampara e eleva.”

Pessoas medíocres ou inseguras não perdem tempo tentando derrubar quem está estagnado.

Pessoas medíocres ou inseguras não perdem tempo tentando derrubar quem está estagnado.
Use isso como lembrete de que você está no caminho certo.

Quem tem resultado real não precisa ficar o dia todo combatendo invejosos.
O tempo dela está sendo gasto com você.
Você está incomodando quem precisa ser incomodado. Isso é sinal de que está fazendo algo certo. Siga em frente!

⁠A intuição está à frente do tempo.

É como se eu tivesse encontrado a minha alma gêmea e ela tivesse ido embora por um tempo.

⁠Alinhar pensamento e tempo, viver o agora.

⁠A chuva vem em igual tempo.

Tudo ocorrerá no momento certo, no lugar certo, no tempo certo.

É preciso respeitar otempo.

No Silêncio da Lua e da Flecha


Na mata onde o tempo dorme,
Oxóssi vigia com olhos de caça,
Arco tenso, flecha firme,
Respira o segredo que a floresta abraça.


A lua derrama prata no rio,
Que serpenteia entre raízes e sombras,
E ali, na beira, com cuia e calma,
Uma filha da terra recolhe as ondas.


Seu gesto é antigo como o vento,
Seu silêncio, um canto sem som,
Ela sabe que a água tem memória,
E que a noite é mais do que escuridão.


No espelho do rio, uma lótus se abre,
Como se o mundo respirasse em flor,
Oxóssi observa, sem romper o instante,
Guardião da vida, do saber e do amor.


Entre flechas e folhas, entre lua e mulher,
A floresta sussurra o que não se vê:
Que o sagrado vive onde há respeito,
E que o espírito dança onde há fé.

Confiança
Confidere
Quatro meses, e o tempo nos molda em silêncio.

Você e eu — nossos desertos e nossas sobremesas.
Você é o sal, eu sou o açúcar.

Sou lágrimas, e seus olhos, cor de mel, me enxergam além da dor.

Ancestralidade nos chama.
Você chegou, as plantas vieram contigo, e com elas, nosso legado floresceu.

O amor é isso
Essa inconstância
De amar e odiar ao mesmo tempo.

Efêmero tempo que me acha distraída e não percebo a impermanência da vida a sorver o ar de persistente melancolia, que combato com bravura a tecer a alegria em fios de teia que fragmentam a pintura e o espaço, onde versos calados salvam os dias ilustres de paz e calmaria. Em um rio perene correm todas a margens e as várzeas crescem clandestinas. Saudades de águas desconhecidas como todas as partidas que levam no peito despedidas na plenitude serena que não encontra oposição e seguem todos em uma nova direção. A candura de um gato dormindo lembra a plenitude de estados oníricos e busco palavras que vão além do meu vocabulário, pois mais se faz encarnado o verso corretamente nomeado. Em devaneios lúcidos sinto o resplendor de minha respiração e um fulgor de esperança segue firme desde criança, pois eis que a terra árida arde desde de tenra idade. Estou proibida de sofrer, pois muito me acusam de ter prazer mórbido em comer miséria. E eis que sou obrigada a chorar calada, pois há quem se diz amigo e mais julga minha caminhada. Quisera a todos talvez entender que a dor não é um verso estilístico, mas é minha própria vida que me leva a estados que eu não gostaria. No entanto, são vãos todos os meus argumentos e sorrio abertamente tendo em meu peito correntes de longas privações de liberdade, que deixam um trauma de grades e luto diariamente para não me ausentar a realidade. Noite longa, noite insone. Amanhã será um novo dia e talvez eu floresça em poesia na cintilação de uma mente em estado de euforia, pois que é minha sina e me justifico várias vezes e inútil gastar minha língua se devo fingir utopia estando presa em minhas armadilhas. Em um arroubo eu diria que cada sabe de sua vida e há margaridas que encantem os meus olhos na noite de hoje. O idílio do amor idealizado mais me deixa fatigada se não conhece estrada de novos alentos a fazer do vento o frio cortante da madrugada no âmago de uma dor calculada, se é perigoso se expressar loquaz onde mora a censura dqueles que me são mais próximos. E sigo a escreve eloquente minha própria apatia que já não distingue a noite do dia. Sinto um cansaço na alma e é sublime minha resistência se em êxtase de dureza encontro a volúpia do poema e tento fazer valer a pena minhas fartas palavras que exigem um leitor compenetrado a se demorar com singeleza ao ouvir o poema na mesa de minhas confissões. Uma anônima na cidade a escrever pormenoridades como se altas glórias fossem. Faço minha serenidade na noite escura da cidade e te encontro em algum ponto da eternidade e não fingirei uma falsa felicidade, pois o orvalho conhece minha sinceridade e abro o meu diário público a quem quer que seja, haja visto que minha vida é um livro aberto e a alegria me espreita e tenta achar meu endereço. E por isso escrevo.