Pedir um Tempo
A gente costuma romantizar o passado (principalmente a juventude), mas o tempo passa, as pessoas mudam e o que realmente fica são as memórias e o que aprendemos.
Tudo tem um tempo certo,
Não adianta s'avexar,
Pois tem gente do seu lado
Tentando te derrubar!
Torcendo por sua queda
Por ver sua luz brilhar!
O propósito se esconde nos detalhes: no que te desperta, no que te alegra, no tempo que escapa sem perceber. Não é fixo. Basta sentir o que te move agora.
— Jess.
Aprecio o tempo de qualidade,
a presença,
as conversas aleatórias,
a constância
e a permanência.
— Jess.
Vivemos um tempo em que a privacidade deixou de ser um direito silencioso para tornar-se um território constantemente tensionado.
A entrada definitiva na era digital,
e-mails, redes sociais, smartphones,
inaugurou uma nova forma de exposição: voluntária, muitas vezes; inevitável, quase sempre.
Hoje, a vigilância já não se limita a câmeras fixas nas esquinas.
Ela veste óculos, repousa em relógios de pulso, habita acessórios discretos e tecidos inteligentes.
A tecnologia, que prometia praticidade e conexão, também carrega a possibilidade permanente de registro, captura e difusão da nossa imagem, às vezes sem consentimento, quase sempre sem controle real.
Ninguém está integralmente protegido.
Mesmo os mais prudentes deixam rastros. Dados circulam, imagens são armazenadas, algoritmos nos interpretam.
Somos observados não apenas por olhos humanos, mas por sistemas que analisam comportamentos, preferências e rotinas.
A exposição tornou-se condição quase estrutural da vida contemporânea.
Até que ponto é possível conviver com essa presença constante de “olhos invisíveis”?
Devemos responder com medo?
Ou com cautela consciente?
A linha entre prudência e paranoia é delicada. Blindar-se completamente significaria abdicar da vida social e das facilidades do mundo moderno.
Ignorar os riscos, por outro lado, é uma ingenuidade perigosa.
Alguns vislumbram no retorno a um estilo de vida mais simples, menos conectado, mais rural, menos dependente de dispositivos inteligentes, uma tentativa de reconquistar espaços de silêncio e resguardar a intimidade.
No entanto, mesmo o afastamento físico não garante invisibilidade total em uma sociedade interligada por redes e sistemas globais.
Talvez o desafio do nosso tempo não seja escapar completamente da vigilância, o que parece cada vez menos viável, mas aprender a conviver com ela de forma crítica, exigindo regulamentação ética, proteção jurídica efetiva e responsabilidade das empresas e do Estado.
A tecnologia não é, em si, inimiga; o problema reside na ausência de limites claros e no uso indiscriminado de seus recursos.
Viver neste século é, de certo modo, sobreviver às pressões e aos riscos que acompanham o progresso.
O avanço tecnológico amplia horizontes, mas também estreita zonas de intimidade.
Cabe à sociedade decidir se deseja apenas adaptar-se ou se pretende estabelecer fronteiras que preservem a dignidade humana.
A privacidade talvez nunca mais seja absoluta. Mas ainda pode, e deve, ser defendida como um valor essencial do indivíduo.
✍©️@MiriamDaCosta
“Existem vínculos que nascem mesmo de longe e se fortalecem na distância. Mas dar tempo não é solução… o tempo não cura, o tempo adia, o tempo não soma, ele abstrai. É traiçoeiro: rouba tanto a intimidade, até você não se sentir mais à vontade, até tudo ficar sem graça, eu, você e tudo ao redor, o tempo cria silêncios e pode transformar tudo em apenas lembranças. Se algo vale a pena, é preciso cuidar agora... Porque amanhã pode ser tarde demais."
Muita gente se esconde atrás do “dar tempo”
como se fosse uma solução mágica.
Mas o tempo, sozinho, não resolve laços, não reconstrói afeto, não apaga mágoa.
Relação é feita de presença, de palavra dita, de atitude.
O “dar tempo” às vezes é só medo de encarar
o que precisa ser encarado,
e aí o que acontece? O sentimento esfria,
a pessoa se perde, o vínculo quebra.
Dizem “dar tempo” como se fosse remédio,
mas tempo vazio só deixa o tédio.
Não cura ferida, não cola pedaço,
só cria distância, só aumenta o espaço.
Amor não espera sentado na esquina,
precisa de gesto, de voz que ilumina.
Quem dá só o tempo,
sem se entregar,
vai ver que a vida levou sem voltar.
"As Desventuras do tempo"
Quem escolhe o tempo como aliado,
paga o preço alto, amargurado.
O tempo afasta, dilui a presença,
tira a intimidade, adia a essência.
Nada se cria, só se adia,
ficam só lembranças na agonia.
O que podia ser, se perde no ar,
quem espera demais, aprende a esperar… sem amar.
🎤
Cansei das histórias que inventam do tempo,
fuga disfarçada, vazio por dentro.
Diz que é remédio, que tudo se ajeita,
mas no fim só deixa a ferida perfeita.
Eu vi em pessoas que você testou,
o tal “tempo ao tempo” que nunca curou.
Não falo por eles, só falo por mim,
talvez eu não caiba no teu próprio fim.
Difícil aceitar, mas levo comigo:
pra você eu jamais fui mais do que um desejo.
Oportunidades são esses portais únicos, que surgem alinhando tempo, coragem e sorte. Elas aparecem uma única vez, e o que separa quem aproveita de quem fica olhando é decisão imediata. Quem hesita, observa a chance desaparecer no horizonte, e muitas vezes nunca volta.
A vida, na real, é uma sequência de momentos raros disfarçados de cotidiano. Identificar uma oportunidade exige intuição aguçada, visão clara e uma pitada de ousadia. Agarrar não é só ação física, é compromisso com o próprio futuro..É dizer: “Eu mereço, eu posso, eu faço”.
Talvez quem precise de tempo agora seja eu.
Mesmo sabendo que ele é traiçoeiro,
aceito sua mão,
pois o que ele pode me dar agora
foi o que ninguém conseguiu me oferecer em nove meses ,.. silêncio que cura,
distância que clareia,
a paciência de reconstruir sem pressa.
Se for pra se reaproximar, vai acontecer naturalmente, no tempo certo.. E quando acontecer, o outro vai lembrar de quem soube respeitar o silêncio dele.
Respirar,
mesmo quando o mundo não perceber,
mesmo quando o tempo passar
e nada for mais igual,
quando ninguém mais for o mesmo...
ainda assim,
respirar.
Sou feita de restos que insistiram em ficar,
pedaços que o tempo não quis levar.
Metade de mim é calma aprendida,
a outra metade ainda é incêndio que não se apaga.
Quando tudo caiu, algo ficou
Houve um tempo em que tudo me foi tirado.
Dinheiro, chão, confiança, abrigo.
Caí no corpo, caí na fé, caí no silêncio das pessoas.
Mesmo assim, algo ficou.
Um fio invisível que não arrebentou.
Aprendi que nem toda perda é castigo
e que Deus nem sempre salva do tombo,
às vezes salva no tombo.
Fui boa demais onde o mundo era duro.
Fui inteira onde o outro era raso.
Isso me feriu, mas não me corrompeu.
Hoje recolho o que restou de mim
como quem junta cinzas ainda quentes
sabendo que ali há vida.
Não peço devoluções.
Não imploro justiça.
Confio no tempo, que vê o que ninguém viu.
Se tudo caiu, foi para que eu ficasse.
Mais quieta.
Mais lúcida.
Mais minha.
E isso, ninguém levou.
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