Pedido de Casamento
“A Morte do Amor”
Dizem que o casamento deve durar
até que a morte os separe.
Mas ninguém nos preparou
para a morte que acontece antes do funeral.
A morte do amor.
Há sepultamentos que nunca encontram um cemitério.
Porque existem corpos que morrem.
E existem sentimentos
condenados a permanecer vivos debaixo da própria lápide.
O amor raramente morre de uma vez.
Ele agoniza.
Morre em pequenas hemorragias invisíveis.
Sangra no silêncio das palavras
que deixaram de ser ditas.
Na ausência do abraço
que já não encontra morada.
Na indiferença que lentamente substitui o encantamento.
Descobri que o oposto do amor
não é o ódio.
O ódio ainda olha.
Ainda reage.
Ainda se importa.
O verdadeiro coveiro do amor
chama-se indiferença.
Mas há uma morte ainda mais cruel.
O dia em que o respeito. Abandona a casa.
Porque quando o respeito parte, o amor perde o endereço.
Onde o respeito morre,
o amor apenas sobrevive por aparelhos.
E aquilo que continua sendo chamado de casamento
muitas vezes já é apenas
a convivência de duas solidões
dividindo o mesmo teto.
Sem respeito, o carinho torna-se obrigação.
O toque transforma-se em protocolo.
O diálogo converte-se em disputa.
E os olhos, que antes eram janelas, passam a ser muros.
Poucos percebem que a violência começa muito antes do grito.
Ela nasce quando deixamos de enxergar a humanidade do outro.
Quando a compaixão é substituída pela razão.
Quando vencer uma discussão
se torna mais importante
do que preservar um coração.
É nesse instante que a alma começa a ser aprisionada.
Porque não existe prisão maior
do que permanecer onde o amor já partiu, mas a esperança insiste em vestir suas roupas.
A alma deixa de viver.
Passa apenas a sobreviver.
Respira.
Mas já não floresce.
Sorri.
Mas já não habita o próprio sorriso.
Existe.
Mas já não encontra sentido
na própria existência.
E então compreendi que a pior solidão não é dormir sozinho.
É deitar ao lado de alguém
que deixou de nos encontrar.
Há mãos que se tocam sem jamais se alcançarem.
Há beijos que nunca chegam à alma.
Há alianças que unem os dedos, mas jamais os destinos.
Talvez seja por isso que tantas pessoas permaneçam presas
não por amor, mas pelo medo.
Medo do julgamento.
Medo da culpa.
Medo da mudança.
Esquecem-se de que o amor nunca aprisionou ninguém.
Quem aprisiona é a ausência dele.
O amor verdadeiro sempre foi liberdade.
Nunca cárcere.
Nunca sentença.
Nunca sobrevivência.
No fim, descobri que a promessa não era permanecer
ao lado de alguém até que a morte os separasse.
Era impedir, todos os dias, que o amor morresse antes da vida.
Porque, quando o amor morre,
não são apenas duas pessoas
que deixam de se amar.
Morre a delicadeza.
Morre a empatia.
Morre a compaixão.
Morre o respeito.
E quando o respeito morre,
a alma continua respirando…
mas deixa, lentamente, de viver.
Carlos EDUARDO Balcarse
CASAMENTO, CELIBATO E POLIGAMIA À LUZ DO ESPIRITISMO: A EVOLUÇÃO DO AMOR SEGUNDO A LEI NATURAL.
Entre as diversas leis morais apresentadas pela Doutrina Espírita, a Lei de Reprodução ocupa lugar de grande importância por tratar de um dos aspectos mais profundos da existência humana: a continuidade da vida e o aperfeiçoamento moral do Espírito. Longe de restringir-se ao fenômeno biológico da geração, essa lei alcança as dimensões da responsabilidade, da afetividade, da família e do progresso espiritual.
Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec demonstra que as leis da Natureza possuem uma finalidade superior. Nada foi criado ao acaso. A reprodução dos seres vivos integra a harmonia universal e assegura a continuidade da vida em todos os seus aspectos. Entretanto, ao conceder ao homem a inteligência e o livre-arbítrio, Deus também lhe confiou a responsabilidade de agir como colaborador da própria Natureza, jamais como seu destruidor.
Por essa razão, os Espíritos ensinam que o ser humano pode regular a reprodução quando houver necessidade legítima e em benefício do equilíbrio natural. O que se condena não é o uso consciente da inteligência, mas a tentativa de frustrar deliberadamente a finalidade da reprodução apenas para atender aos excessos da sensualidade e do egoísmo. Quando o prazer torna-se um fim em si mesmo, separado da responsabilidade moral, evidencia-se o predomínio da matéria sobre o Espírito.
Nesse contexto, o casamento representa um dos maiores marcos da evolução da Humanidade. Kardec pergunta se a união permanente entre dois seres seria contrária à lei natural, e a resposta dos Espíritos é clara: trata-se de um progresso na marcha humana. O casamento transforma a simples atração física em compromisso, fidelidade, cooperação e responsabilidade recíproca. A família deixa de ser apenas um agrupamento biológico para tornar-se uma verdadeira escola de aperfeiçoamento moral.
O comentário de Kardec é particularmente significativo ao afirmar que a abolição do casamento significaria um retorno ao estado primitivo da Humanidade. A união estável dos cônjuges favorece o desenvolvimento dos sentimentos, fortalece os vínculos familiares e cria condições para que Espíritos reencarnados encontrem no lar um ambiente de educação, reparação e crescimento espiritual.
Ao mesmo tempo, a Doutrina Espírita distingue claramente as leis divinas das leis humanas. A indissolubilidade absoluta do casamento não pertence à Lei Natural, mas às legislações criadas pelos homens. Isso significa que a união matrimonial deve ser preservada enquanto cumprir sua finalidade de auxílio mútuo, respeito e crescimento moral. Quando se transforma em instrumento permanente de sofrimento, violência ou degradação dos envolvidos, o rompimento do vínculo jurídico não constitui afronta à lei divina, mas consequência das imperfeições humanas ainda presentes na sociedade.
Outro tema frequentemente mal compreendido é o celibato. O Espiritismo não considera o simples fato de permanecer solteiro um estado de superioridade espiritual. Se motivado pelo egoísmo, pelo orgulho ou pelo desprezo à vida familiar, o celibato não possui qualquer mérito diante de Deus. Contudo, quando representa um sacrifício voluntário realizado para dedicar integralmente a existência ao serviço da Humanidade, adquire elevado valor moral. O mérito nunca está na condição exterior da pessoa, mas na intenção pura que inspira seus atos.
Também a poligamia é analisada sob o prisma da evolução moral. Os Espíritos afirmam que ela não constitui uma lei natural, mas uma instituição humana vinculada a determinados períodos históricos e costumes sociais. O casamento ideal, segundo as leis divinas, fundamenta-se na afeição recíproca. Onde predomina apenas a sensualidade, desaparecem os elementos espirituais do amor verdadeiro. À medida que a Humanidade progride, substitui as relações baseadas na posse, no poder e nos interesses materiais por vínculos construídos sobre o respeito, a igualdade e a fidelidade.
Essa compreensão revela um aspecto essencial da Doutrina Espírita: a verdadeira evolução consiste na educação dos sentimentos. O homem deixa gradualmente de ser governado pelos impulsos instintivos para orientar sua vida pela consciência, pela razão e pelo amor. O casamento, a família e a própria sexualidade deixam de ser simples expressões da natureza biológica para converterem-se em instrumentos de crescimento espiritual.
Em última análise, a Lei de Reprodução não trata apenas da multiplicação dos corpos, mas da educação das almas. Cada lar constitui uma oficina de aperfeiçoamento onde Espíritos aprendem a renunciar ao egoísmo, desenvolver a paciência, exercitar o perdão e construir laços de amor que ultrapassam a própria morte. A família, assim compreendida, torna-se um dos mais importantes mecanismos da Providência Divina para conduzir a Humanidade ao seu destino de perfeição.
Fontes:
Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Parte Terceira – Leis Morais. Capítulo IV – Lei de Reprodução, questões 693 a 701.
Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulos XIV (Honrai a vosso pai e a vossa mãe) e XXII (Não separeis o que Deus juntou).
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O Autor do casamento merece ouvir seus pensamentos, antes de declarar suas decisões para seu cônjuge.
Sobre namoro, noivado e casamento. Você deve relacionar por amar, por ser boa companhia, prazer satisfatório. Dinheiro nunca deveria entrar na pauta de relacionamento, afinal, o juramento é na riqueza e na POBREZA.
“Um dos componentes relevantes para manter a perenidade do casamento é o romantismo.”
— Anderson Silva
Reconhecer o valor de cada cônjuge no casamento é descobrir o quanto cada um significa na vida até que a morte os separe.
O Casamento Além das algemas
O casamento verdadeiro é escolher alguém para caminhar junto e subir a montanha da vida. É ter a certeza de que existe uma mão para nos amparar nos tropeços, e não uma algema que nos prende ou nos segura.
Unir-se a alguém não significa anular a própria identidade; não existe "nós" o tempo todo, colados de mãos dadas sem respirar. Amar é também respeitar as ausências necessárias. Ver um espaço vazio na cama e não levar isso como ofensa ou motivo de briga, mas entender que o outro precisa de um tempo para pensar, meditar e ficar sozinho. É ter a liberdade de o homem jogar o seu futebol, tomar uma cerveja com os amigos, e de a mulher sair com as amigas e visitar a família, aproveitando cada momento individual sem cobranças ou possessividade.
O amor real floresce no respeito ao espaço do outro e na certeza de que, mesmo na ausência física, eu sei que ele está ali por mim, e ele sabe que estou ali por ele.
Porque, apesar de toda essa liberdade e de estarmos distantes por um momento, na hora da dificuldade e do desespero, a primeira pessoa que nos vem à cabeça é aquela que escolhemos para estar do nosso lado. É saber que, não importa onde o corpo esteja, a alma sabe exatamente em quem confiar e com quem contar.
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ANTES DO CASAMENTO
Antes do casamento, éramos dois corações aprendendo a decifrar o mesmo sonho. Cada encontro parecia uma promessa silenciosa, e cada sorriso teu fazia o tempo esquecer de passar. O amor florescia leve, como quem já sabia que um dia encontraria seu lugar.
Houve dias de saudade, dúvidas e distância, mas nunca faltou coragem para continuar. Descobrimos que amar não era apenas viver momentos felizes, mas permanecer lado a lado mesmo quando a vida colocava obstáculos no caminho.
Nossos planos eram desenhados entre conversas longas, risos sinceros e olhares que diziam mais do que qualquer palavra. Cada promessa feita era um tijolo construindo a casa invisível onde nossos sentimentos já moravam.
Antes do casamento, aprendemos que o verdadeiro amor não nasce da perfeição, mas da escolha diária de cuidar, compreender, perdoar e acreditar um no outro. Foi nesse caminho que nossos corações cresceram juntos.
Hoje, olhando para tudo o que vivemos antes do casamento, percebo que cada passo nos preparou para este novo capítulo. Porque o altar não será o início da nossa história, mas a celebração de um amor que já era eterno muito antes de dizermos: "sim".
MOMENTO DO CASAMENTO
Hoje o tempo parou para nos ver sorrir, enquanto nossos corações se encontravam diante do mesmo destino. Em teu olhar encontrei a paz que procurei por toda a vida, e em tuas mãos descobri o lugar onde minha alma sempre quis permanecer.
O altar testemunha mais do que uma promessa; ele guarda o nascimento de uma história escrita pelo amor. Cada palavra pronunciada ecoa como uma melodia eterna, unindo dois corações que decidiram caminhar lado a lado em todos os dias que ainda virão.
Que os sorrisos sejam maiores que as lágrimas, que os abraços sejam abrigo nas tempestades e que a esperança floresça em cada amanhecer. Nosso amor será a força que transformará desafios em vitórias e sonhos em realidade.
Hoje não celebramos apenas um casamento, mas a união de duas vidas, dois destinos e dois corações que escolheram amar sem medidas. Que cada aniversário desta data renove o brilho dos nossos olhos e fortaleça a promessa feita neste momento tão especial.
E quando o tempo pintar nossos cabelos de prata, olharemos para trás com gratidão, lembrando que tudo começou neste instante inesquecível. Porque o verdadeiro amor não conhece fim; ele cresce a cada dia, eternizando o mais belo capítulo de nossas vidas:
o momento do casamento.
DEPOIS DO CASAMENTO
Depois do casamento, descobri que o amor não mora apenas nas grandes promessas, mas também nos pequenos gestos. Vive no bom-dia sonolento, nas mãos que se encontram sem perceber e no abraço que transforma qualquer dia comum em um lugar de paz.
Depois do casamento, aprendi que amar é escolher a mesma pessoa todos os dias. Mesmo quando o tempo muda, quando chegam os desafios e quando o silêncio fala mais alto, o coração continua dizendo: "É você."
Depois do casamento, percebi que os sonhos deixaram de ser meus para se tornarem nossos. Cada conquista tem dois sorrisos, cada lágrima encontra um ombro amigo, e cada passo é dado lado a lado, com fé e esperança.
Depois do casamento, o tempo passou a ter outro significado. As lembranças se acumulam como estrelas no céu, iluminando a história de dois corações que decidiram caminhar juntos, sem medo do amanhã.
Depois do casamento, entendi que o verdadeiro amor não termina no altar; é ali que ele realmente começa. E enquanto houver vida, quero continuar escrevendo nossa história com carinho, respeito e um amor que cresce a cada novo amanhecer.
O casamento bíblico é entre um homem e uma mulher, em um lugar privado, para o prazer, a pureza e a reprodução da família.
Hebreus 13:4 💍
Permanecer ou ir embora.
As dores diárias de um casamento fracassado versus a dor intensa, porém única, da partida.
A sensação constante de impotência e esgotamento versus o medo inevitável de recomeçar.
A anulação de quem eu sou para caber em uma relação que já não existe versus a incerteza de descobrir todo o meu potencial.
Pequenos lapsos de felicidade em meio a uma tristeza permanente versus a esperança, ainda incerta, de voltar a ser feliz.
Abrir mão de sonhos, planos e de um projeto de vida a dois versus a reconstrução de novos planos, agora centrados em mim.
A possível decepção dos filhos versus a certeza da minha angústia diária.
Renunciar a um patrimônio construído com anos de trabalho e sacrifício versus renunciar à minha paz, à minha dignidade e à minha felicidade.
O julgamento de amigos e familiares versus a condenação de viver eternamente representando um papel, fingindo uma felicidade que talvez nunca existiu.
No fim, a verdadeira escolha nunca foi entre permanecer ou partir. Sempre foi entre sobreviver preso a uma vida que já não faz sentido ou aceitar a dor da mudança para dar uma chance à felicidade.
Porque algumas perdas não representam um fracasso; representam o preço da liberdade.
E há momentos em que ir embora deixa de ser um ato de desistência para se tornar, finalmente, um ato de coragem e de respeito por si mesmo.
O casamento não se resume a momentos íntimos. É amizade, é irmandade, é ouvir, é perdoar e, às vezes, corrigir. Coloque esses princípios em prática e você verá Deus operar um milagre na sua família.
O primeiro milagre de Cristo foi em um casamento, isso nos ensina que ainda que o amor pareça acabar Ele tem o poder de restaurar. O proposito desse milagre é justamente mostrar que em um casamento onde parece ser o fim, Ele é o começo.
E o melhor vinho foi servido 🍷
"O casamento é só um contrato, não uma garantia de fidelidade, por isso o teste de paternidade por DNA pós-parto deveria ser obrigatório por lei, ou seja estou certo de que seria uma lei que evitaria muitas injustiças futuras."
____Sim_
😆😅🤗
O casamento é só um
contrato, não uma garantia
de fidelidade. Por isso
prefiro viver sozinho do que
mal acompanhado.
____Sim__
😴
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