Pecado da Carne
Eu que saboreio o teu traçado
e, com orgulho, sinto-me pecador
desfruto da carne do teu beijo
noites inteiras de desejo e ardor.
Corpos e corpos,
com suas almas dentro!
Espírito perfeito,
envolto ao pecado da carne.
Mas hei de ser salvo,
e redimir o mau causado
pela carne!
Hei de te Amar e sofrer,
sorrir e chorar por esse
louco e descomedido Amor!
Quer viver no Espírito? Deixe a carne do pecado morrer, salvando a sua alma para entrar na eternidade.
Para mim a festa da carne, não é festa, mas sim uma desculpa para o adultério e outros pecados a mais;
(Referente ao carnaval)
A minha carne é fraca, mas o coração é forte para suportar sentimentos infinitos;
E se o pecado for à vitamina a minha fé é minha sustentação para com a vida;
Neste carnaval irei me fantasiar da cor do pecado, pois à festa é da carne e nada melhor do que está inspirado;
Inspirado para cultuar o seu corpo porque sua intimidade é sagrada para mim vale mais do que ouro;
E se nesse carnaval eu tiver que demostrar prazer, que assim seja, satisfação pra mim e para você;
O pecado
alimenta
a
carne
quando
estamos
vivos, depois que morremos é que descobrimos que comemos comida estragada a vida inteira.
A vida pecaminosa é terrível, ainda que pareça prazerosa. Um abismo chama outro. A carne exige mais, pecados piores, mas nunca fica satisfeita. Quanto mais fundo na lama, mais se deseja afundar. Cuidado com “pecadinhos simples”. Quando vir, você já pode nem reconhecer a si mesmo.
Corrosivo
Sua natureza clama carne morte
Distorcida natureza que clama infâmia
Gesticulando versos incompreensíveis, ao teu matadouro a assunção
Ser fugidio, tende a escapar
Pertencente a insana acidez possessiva
Da sua carcaça seu aposento asqueroso ele fará
Enojado filho, residindo na repugnância irreparável
Cheiro de morte impregnado nas veias
Acovardado abaixo da luz
Maleável loucura, ele desfigura à sua imagem.
Com medo do inevitável
Suas paranoias o perseguem
Confidente doentia é sua fiel amiga.
Renunciou a si mesmo
De sua carne não mais vive
Em prol ao prazer carnal
Renegando a criação, se tornou o oposto da noção.
Errônea culpa, seu deleite mortal
O levaria a sua própria cova
Marcado com milhares de vidas
Ceifadas e mantidas, vários nomes ele possui
Indecente existência, ele arrancará sua carne
Beberá da sua vida
Vestirá sua morte
Queimando em morte e vida
Seus valores se inverteram
Glorificando o negro luar e julgando a leve brisa
Cuspiu nos portões de pérola
E adorou o portão pálido e mortiço de seu novo sofrimento.
Enquanto o homem continuar analisando sua existência sob a perspectiva da carne, estará preso ao pecado da ignorância! A ignorância sim é o maior pecado do homem na Terra!
