Pe Fabio de Melo os que te Amam
Ostentar corpo e uma boa vida apenas não basta! Ostentem diplomas, certificados, isso também as pessoas querem ver!!
O mundo já chorou por amor. Eu disse todo o mundo! Todos à sua volta! E também já choraram porque perderam alguém, porque perderam uma chance, perderam um objeto, perderam a vez. E choraram ao serem excluídos, por serem menores, por serem inferiores, e serem piores. Choraram porque alguém não veio, alguém não trouxe, alguém não deu, alguém não reconheceu. E também há choros porque o que temos não superou nossas expectativas, não era o que queríamos, nem o que sonhamos. O choro vem! Ele reina nas nossas angústias, nas nossas dores. O choro faz parte do nosso ser. Nunca teremos o tudo. E nem nunca teremos o suficiente....sempre faltará algo, e estaremos buscando mais e mais. Isso é do ser humano, e à essa insatisfação, à essa falta, damos lugar aos prantos. E ele é nosso! Quem tem depressão chora, quem não tem chora também. Quem está triste chora, mas quem está feliz, chora também! Então, se não conseguimos nos livrar dele, nem das nossas decepções, das querências inúteis, e insatisfações cotidianas....choremos! Lembrando que Ele dura só uma noite. Porque nada dura para sempre. O sol sempre vem, traz luz, soluções, brilho. O problema se resolve e o choro se vai...até q outra luta apareça, outra dor, outra desilusão, outra perda. Vida que segue!
"O choro dura uma noite, porque a alegria vem pela manhã"
Se você é famoso ou bem sucedido, quase tudo que você fala é aplaudido de pé. Se for anônimo, vários de seus pensamentos brilhantes serão ignorados.
Olham para você como derrotado mas só você sabe as batalhas interna que você passa para ficar de pé siga em frente.
Se o relógio apressa, eu desacelero
Trabalhei demais, agora eu quero
Pé na areia, som tocando, luz do dia
A vida também é pausa e alegria - musica precisando de umas férias
do dj gato amarelo
Me perguntaram se ainda dói.
Não respondi na hora. Fiquei ali, por um instante, sentindo a pergunta atravessar um lugar que não tem nome. Meus olhos se encheram, como sempre acontece quando algo toca fundo demais.
Respirei. Não para me acalmar, mas para não desmoronar. E então, com uma sinceridade que pesa, eu disse: dói.
Acho que estou aprendendo a conviver com isso, embora conviver não seja exatamente a palavra. É mais como carregar. Às vezes mais leve, às vezes insuportável.
Quando a dor vem, eu paro. Fecho os olhos. Falo comigo em silêncio, como quem tenta se segurar por dentro. Digo que vai passar, digo que amanhã será diferente.
Eu digo, mesmo sabendo.
Porque há algo de cruel nisso tudo que não se resolve. Não passa. Apenas muda de lugar, de intensidade, de forma.
E ainda assim, eu continuo.
Sobrevivo a mais um dia.
O PONTO SENSÍVEL
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Tudo se inicia no começo.
Lá, em nossa origem, somos o que somos e nem sequer pensamos que poderíamos ser outra coisa
Já nascemos vulneráveis, sem mesmo entender o significado dessa palavra
Que significa: onde podemos ser feridos.
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Nem imaginamos que esse ponto sensível em nós acaba se tornando um ponto de fragilidade, nosso calcanhar de Aquiles
Logo que começamos a destoar da normatividade, das regras sociais, das crenças culturais, somos atingidos bem nesse local.
No começo, bem no começo, nem entendemos porque estamos sendo repreendidos e maltratados.
Somos somente o que nós somos, mas de algum modo isso não é o suficiente.
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Após umas pancadas da vida percebemos que somos diferentes dos demais naquele ponto vulnerável, que no expõe e nos deixa envergonhados.
E é apartir daí que começamos a vestir nossa couraça emocional, a esconder a sensibilidade do mundo que ousa nos ferir.
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E essa armadura acaba servindo muito bem para que nos sintamos inseridos na sociedade, que somos parte de uma comunidade.
Somos agora todos iguais.
Um número, que arredonda os milhões e bilhões de pessoas no mundo.
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Até que conhecemos alguém que possui algo a mais. Percebemos que ela deixa transparecer em seu jeito de ser aquele ponto vulnerável.
E nos apaixonamos, deixamos cair as couraças e mostramos nosso lado sensível ao ser amado. A vida, que antes parecia mecânica agora tem vitalidade, tem luz, tem cor e sentido.
Agora podemos ser novamente, sem esconder.
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Mas é óbvio que a vida, irônica e trágica, acaba trazendo um drama de um término, uma traição ou uma despedida, que faz com que o nosso ponto sensível novamente seja estilhaçado.
E mais uma vez voltamos a nos fechar pro mundo, com medo de nos machucar.
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Agora, nosso Ego-Persona está mais esperto e consegue fingir vulnerabilidade quando alguém se aproxima. Se disfarça de um sorriso amarelo, de um humor ácido, um ar de deboche, fantasias românticas, formas que evitam sentir a realidade e encarar a verdadeira exposição.
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Mas, mesmo com tanta inteligência em saber burlar as dores originais, acabamos no final nos sentindo sem ânimo, sem propósito, sem o Eu.
E há um grande abismo entre quem estamos agora para o que somos, pois no fundo do penhasco do vazio encontra-se a ferida, as dores causadas ao nosso ponto sensível.
E há um medo surreal de encarar e reviver esse mar revolto.
Mas não há outra saída. Ou nos arriscamos atravessar, ou permanecemos a cada dia perdendo a nossa alegria de viver.
E de uma forma extremamente inusitada percebemos que sempre houve uma ponte que conecta o nosso ponto de estadia para nosso ponto de origem, chamada Vulnerabilidade.
Pela mesma via que a vulnerabilidade nos leva a nos machucar e a nos fazer fechar ao mundo, é também ela que nos faz sentir novamente e nos abrir pra nós mesmos.
É somente através da abertura, da confiança de que a cada nova ferida em nosso ponto sensível, nos tornamos mais fortes, mais articulados e mais preparados pro próximo baque que a vida der.
As pessoas que ainda não perceberam que viver se trata de ser vulnerável acaba se fechando e exigindo que os demais escondam o diferente, o sensível e o fraco.
Mas na realidade o foco nunca será o outro, nunca será o desamor ou a padronização.
O ato de controlar fora é imposto para que ninguém mais os machuque dentro.
É somente uma forma de proteção.
Então, pra quem esse texto chegou hoje, está na hora de se abrir novamente e mostrar suas verdadeiras cores ao mundo , sem ter medo de retaliação, sem ter medo da exposição ou de sentir ferido novamente.
Viver é isso, amar as nossas dores como forma de bálsamo e cura.
Pois somente a gente pode entender nosso lado sensível e o quão amado ele deve ser.
Ser vulnerável para livre ser.
Tem pessoas que não adianta você dar um afago na cabeça,um pouco de atenção,que já grudam no seu pé,feito carrapatos!
Um homem verdadeiramente sábio não utiliza seu conhecimento para dominar ou humilhar os outros. Pelo contrário, ele reconhece que todo aprendizado traz consigo uma responsabilidade moral
Coragem é o que precisamos para tomarmos certas decisões, entre ir e ficar, entre estar de pé ou no chão, entre falar ou calar. Eu por exemplo acordei decidida a mudar tudo e o que não me falta é coragem. Decidi ir atrás dos meus sonhos, escolhi estar de pé independente de qualquer tempestade e optei por calar e ficar no meu silêncio, pois quem muito fala acaba passando por tolo! (Priscilla Rodighiero)
Até quem um dia foi sombra pode, de repente, acenar como luz — e o coração, mesmo relutante, percebe que a vida adora escrever capítulos inesperados.
Migalhas
Todas as tardes
uma senhora de vestido estampado
chega ao banco da praça
com um pequeno saco de pão nas mãos.
Senta-se devagar
e começa a lançar migalhas
sobre o chão gasto de passos.
Os pombos logo aparecem
serenos, platinados,
alguns escuros, outros claros
caminhando em círculos
como se conhecessem o ritual.
A tarde passa sem pressa.
A luz se inclina nos prédios,
e o horizonte começa a escurecer.
Quando as últimas migalhas se acabam,
a senhora limpa as mãos no vestido,
levanta-se com calma
e segue pela alameda.
Não diz palavra alguma.
Também não precisa.
Entre o bater de asas
e o silêncio da praça,
tudo
já foi dito.
Suas ações, suas palavras me causam gatilhos emocionais, me machucam tanto, ao ponto de eu não pensar de forma racional, penso em fazer loucuras...
Eu me sinto mal, insuficiente, insegura, desvalorizada, sem importância, não amada... Me levam a reagir de maneira negativa, impulsiva e eu acabo me culpando e arrependendo depois... E isso acaba prejudicando nós dois.
Eu poderia melhorar por você, sim. O meu amor seria capaz disso, o meu despertar... Mas você destrói tudo o que você tem. E isso não é sobre mim... Você me manipula, pra eu fazer o que você quer, o que você me fala, porque o que eu falo não é levado em consideração, às vezes é como se eu fosse invisível...
Quando eu te olho a única coisa que sinto é desgosto. A única coisa que vejo são mentiras, traições, falsidade... Eu causo situações para que você se afaste de mim, mesmo sabendo que eu posso te perder, eu não tenho medo, pois pior é estar ao lado de alguém que não está presente de verdade.
A remissão e o perdão dos pecados, a salvação e a vida eterna não são alcançados pelas obras nem pela religião, mas pela fé em Cristo.
desse mundo que vivemos, dá para ter fé?
esperar por nada e ainda não se manter em pé
amigo meu, onde andou por esses passos?
sempre te vejo parado, pois não tem rastros
a bondade não deve ser troca de nenhum jogo
pois o azar sempre vai ser a opção do seu troco
esperar para que alguém possa te levantar
aqui nesse mar, ninguém vai te ouvir gritar
e sempre que eu te vejo
você ainda implora pela sua graça
acha que acontece?
olhe seu reflexo, idiota
você ainda está vivendo em desgraça
não tem mentiras, ilusões, expectativas
que façam esse fogo parar de queimar
de todas as outras vidas, tão vivas
ninguém teria motivo para se importar
os tempos se passam
em mundos desbravam
e você estar incluso ou não
desde o início, nem ligavam
é aqui onde vai ter seus últimos prantos
estar invisível é uma aventura em tanto
mas aqui nesse lugar, que medo pode causar?
desses olhos que te vêm dormir, dançar
não deve nada a eles, pois quem deve a ti é você
possa levantar para os outros?
para que te derrube mais fácil, e depois se remoer
quando estiver com vontade de chorar
feche os olhos e eu estarei lá
não, não se liberte, não lute mais
arranco teu boa noite e seu sorriso por mais
"Coluna em Pé"
Entre ruínas e ventos, fiquei de pé,
não por força, mas por fé.
Quando todos se calaram, ouvi o Céu dizer:
“Filho, é tua vez, ergue o estandarte e vem vencer.”
O chão tremia, mas minha alma não,
pois quem carrega o fardo tem a unção.
Família é campo, é missão, é altar,
e sobre mim recai o dom de cuidar.
Sou vigia nos muros, intercessor na madrugada,
a voz que clama, lâmpada acesa, espada levantada.
Não sou o mais forte, nem o mais santo,
mas o escolhido entre os que restaram no pranto.
E se o inimigo cercar minha casa, verá,
não há recuo onde Deus mandar ficar.
Porque a promessa não morre, só amadurece,
e quem permanece, prevalece.
Carrego o peso da responsabilidade,
mas também o consolo da fidelidade.
Pois aquele que chama também sustenta,
e no deserto ensina o que o trono apresenta.
Quando o cansaço tenta me parar,
é o Espírito que vem me renovar.
Oro de joelhos, choro e confesso,
mas sigo firme — porque o propósito é o progresso.
Sou coluna, raiz e chão,
não dependo da vista, vivo de visão.
A guerra é grande, mas maior é o Rei,
que me ergueu quando eu pensei que não voltava a ficar de pé.
E se o mundo cair, eu continuo a crer,
pois não há tempestade que me faça deter.
Minha casa é promessa, meu lar é missão,
e Deus é o centro da minha direção.
Fui chamado pra servir, não pra aparecer,
pra lutar em silêncio e ver Deus mover.
Pra ser exemplo quando tudo desaba,
pra manter a fé viva onde o amor se acaba.
E quando o tempo provar minha fé,
serei lembrado como aquele que ficou de pé.
Porque a unção não cansa, a fé não envelhece,
e quem confia no Eterno — permanece.
Pessoas Queridas
Demétrio Sena - Magé
Jamais entendi a prática dos monossílabos entre pessoas próximas. Daquele falar meio entre dentes, onde ambos os interlocutores estão sempre ansiosos para se livrar um do outro. Entretanto, são pessoas ditas queridas. Queridas, mas impacientes entre si. Queridas, mas distantes, apesar da proximidade; queridas, mas fanáticas por uma privacidade árida que as torna velhas desconhecidas da vida inteira... ou de longas e arrastadas datas.
Pessoas realmente queridas não se falam apenas o essencial. Não estão apenas para o que der e vier, nas horas cruciais, onde uma precisa da outra para não morrer. Esse não só falar, mas também só fazer o essencial e urgente, pode até ser providencial, mas não é revelador do afeto narrado nas conversas mais animadas com "os de fora". Nos assuntos comuns em ambientes de trabalho, quando exibimos nossa sensibilidade humana.
O essencial entre pessoas próximas é não o sermos apenas no obrigatório; no que seríamos com qualquer ser humano, só porque somos humanos. Considero essencial a convivência fluente e ininterrupta nas questões e não questões; no essencial e no fútil. Convivências seletivas (quando entre pessoas queridas existem preferências) criam elites e guetos, como se faz na sociedade aberta. Pessoas queridas se misturam. De igual para igual.
Isto serve, inclusive (talvez principalmente) para mim.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
