Pe Fabio de Melo os que te Amam
Quando as pessoas morrem, elas simplesmente morrem. O cérebro para de funcionar. Então, o corpo se torna parte da terra ou da água.
Você rezou para a deusa. Não come carne bovina há décadas. Quantas vacas foram salvas por sua causa? Não vai morrer tão fácil. Confie em mim.
Não se esqueça: todo tipo de trabalho faz com que nasça um vencedor. Só precisa ser bom no que fizer. E poderá viver com conforto.
A nostalgia as vezes me acorda com tapas na cara disfarçados de saudades, mas com ela me traz as raízes profundas dos tempos que já vivi e que ela tem prazer em me fazer lembrar que nunca mais irão voltar. Me deixe em paz. Minhas raízes são tão profundas que a cada vez que você aparece, vem acompanhada de solidão, melancolia e lágrimas.
"Se" houver certeza da existência de um Deus criador de tudo então o homem não está apar de questionar sua própria existência,mas enquanto não houver certeza toda ideia (seja ela de qualquer natureza) está impelida de cogitação. Mesmo aqueles que escondem-se atraz de sua própria fé um dia já temeram estar enganados,a incerteza de Deus é um enigma de natureza invisível,é a desculpa do agnosticismo,é a doença do sábio e a hipocrisia dos eruditos...
Aos olhos dos planos de saúde e da sociedade ocidental em geral, a velhice carrega a somatória de todas as deficiências, todas as desimportâncias produtivas e todos os pressupostos de inadequação, tornando-se apenas um estorvo social.
Você não passa o dia pensando em quem é. Quem diz isso está mentindo. Você não tem a mínima ideia. Até que algo aconteça. Algo que faça você questionar tudo.
Quando eu vim de minha terra, passei na enchente nadando... Passei frio, passei fome... passei dez dia chorando... por saber que minha vida... pra sempre estava passando!... nos passo desse Calvário __ tinha ninguém me ajudando ... estava como um passarinho __perdido __ fora do Bando !..."
Paradoxalmente o destino é esse algo imutável ao qual, sem embargo, um só decisão, um só instante podem mudar para sempre. E ainda que dependa dos outros nunca deixa de depender de nós mesmos
Ta difícil. Não sei pra você, mas pra mim esta cada vez mais escuro. Talvez tudo em você esteja se transformando em rancor e magoa. Mas não deixa, não deixa isso acontecer! Por mim, eu só peço isso, alias eu ate te imploro. Lembra do cheirinho no nariz, lembra do cheiro do corpo, da pele molhada, grudada, do coração batendo forte, juntos. Lembra do cuidado, da atenção, da preocupação. Na comidinha feita, das risadas causadas, das coisas em comum, no dia a dia. Do milésimo eu te amo, que ainda causava o mesmo efeito do primeiro. Do olho no olho, na felicidade que transbordava, do bem- estar, da reciprocidade inegável.
Pode ir, pode viver, pode virar noites, pode conhecer novos lugares, pode beijar outras bocas, sentir outros cheiros, dormir em outros braços, de pessoas mais bonitas, mais adultas, mais inteligentes... Mas se elas não falarem o que você quer ouvir, se elas não beijarem, abraçarem, nem cuidarem de você da maneira que você precisa, e se no fundo, bem no fundo você ainda acreditar na gente, mesmo que seja um querer negado, contido. Pode vim, e nem precisa vim devagar, com charminho e super racional, ou com estratégias. Vem correndo, vem voando!
Vem, que eu sei que sei fazer tudo do teu jeitinho. Vem que eu reconstruo, cada tijolo da confiança que foi derrubada. De novo e com o triplo de cuidado, de carinho, de atenção, de respeito... Olha, pode vim com o coração apertado, surrado, sangrando... Que eu cuido, que eu curo, que eu coloco curativos de sinceridade, afeto e verdade e vou trocando todo dia, todo dia de uma forma cada vez mais limpa, cada vez mais pura. Vem, que pra mim ainda tem uma luz no fim do túnel, e depois do túnel eu sei que tem uma enorme caminhada, que e minha e tua. Só nossa!
" eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você, sem dizer nada, só olhando e pensando meu Deus mas como você me dói de vez em quando."
Boa noite meu anjo.
Que o futuro não esteja restrito aos dias parecidos com esse início de semana. Que continue atento aos nossos sonhos e desejos, ocupando todos os lados do meu pensamento. Que você venha amanhã na mesma brevidade com que me visitou hoje tão cedo. Chegando no momento em que abri os olhos, apenas para me lembrar que será maravilhoso o dia que pudermos acordar e sorrirmos para os mesmos raios de sol dourados adentrando pelas frestas da nossa janela. Gostaria de pedir que essas marcas ficassem um pouco menos evidentes em mim, que fossem rápidas, e, não tão ofuscantes dessa forma que, até mesmo uma criança é capaz de saber que amo você, porque nenhuma lucidez cumprirá minha necessidade de poder tocar sua mão e dizer: “está tudo bem, vou estar sempre aqui para cuidar de você”. Que hoje qualquer palavra incompreendida, qualquer lembrança faltosa, qualquer desencontro brusco que o destino tenha nos presenteado seja capaz de ir embora, porque assim, certo como o azul do céu, nossas vidas reformularão caminhos para voltarmos.
Que não haja pretexto para o dia deixar de reforçar sua imagem sólida que une-se aos meus pensamentos. Que as cores oscilem, porque assim o dia poderá explodir numa súbita felicidade azul, descontrolando o vento, espreitando aquelas nuvens que fazem desenhos despenteados no seu céu dourado. Vamos falar desaforos para a saudade persistente e acabar com essa hostilidade porque assim, dessa forma, a saudade poderá escrever um romance e ser heroína em outra história. O que nos resta é deixarmos as definições espiando pela janela e seguirmos o fluxo natural das coisas, transcender todos os dias essa distância.
Que nesse dia de ostensivas possibilidades você chegue com sutileza, para me levar sem hesitação onde você vive em absoluto. Vem, vamos embora desse desalento e transmutar o dia para aqueles dias de encontro, dias que vieram antes e que agora fica fácil de compreender que, hoje isso seria único. Vem, eu tenho um sol pra te dar, uma chuva fina no telhado e beija-flores no jardim. Vem, porque não existe outra forma, nos reconhecemos naquele instante e todas as respostas seguiram num paroxismo absoluto das nossas perguntas. Vem, vamos deixar esse dia amarrotado, diluir nossos sonhos encolhidos, aprumar todo o verde e enristar aquela alegria que fazia parte de todas as nossas manhãs.
E essa alegria compacta que chega definindo o dia? Vamos dar linha aos pensamentos independentes e vislumbrar a felicidade. Como eu gostaria que você pudesse ver a expressão dos meus olhos quando o carteiro passou de novo deixando sua carta, achei até estranho você me escrever assim, repetidamente mas, você falava de amor. Agora vejo suas solicitações firmando cores, lúcidas. Ontem você disse que precisava de mim por perto e eu te falei né, esperar-te-ia com os braços abertos em casa, numa compreensão de sossegar seus sustos, clarear as sombras que ousarem naufragar qualquer esperança do seu dia.
Cansei de ser bonzinho, de tentar ser ideal, de me entregar a algo que no fundo não valia a pena para mim. O meu maior erro foi amar demais e, no final, fui duramente injustiçado. Esse é o grande risco de amar.
