Pe Fabio de Melo Amar
É de madrugada quando tudo ainda dorme que as coisas inanimadas brincam em silêncio e os poetas românticos terminam seu ofício que eu vou a um outro lugar onde nossas historias contam as coisas de trás pra frente para que a gente possa se encontrar...
É nessa hora que eu te olho com os olhos de quem já fez todas as viagens e agora, agradecida por tudo estou finalmente em paz, porque tudo agora diz respeito ao jeito que te olho e te quero, vc que ainda é tão jovem e eu ainda tão velha...e a essa paciência de aguardar tantas manhãs nascerem e morrerem eu vou dar o nome de amor e, se ao seu lado vc me torna uma menina de novo, com um pouco de esperança, um dia nos encontraremos no meio do caminho, com a mesma idade e os mesmos olhos, de saber que tudo que vimos foi para podermos mostrar uma a outra...
Então acorde meu amor porque é apenas pelos seus olhos que eu consigo me ver e te lembrar...
Quantos dias nessa estrada sem vc o amor é uma companhia e eu já não consigo ir além sem saber que vc vem...
Aqui de cima prédios e ruas, essas coisas do tamanho de sempre, mas eu sei que é meu um outro lugar...Acorde meu amor porque eu já andei demais sozinha e agora só quero ficar.
Abra os olhos meu amor, porque o amor é um convite, então, por favor, me deixe entrar, para que aí dentro, enfim, eu possa parar de procurar e descansar.
Estou perdido, vagando sem rumo
Esquecido, o andarilho das sombras
Amargando o fracasso, sonhos destruídos
Sentindo dores nas feridas que eu mesmo causei
Mas nem sempre estive assim, derrotado
Já caminhei pela luz em belas paisagens
Já exalei o perfume da vida
Um tempo em que havia paz no meu interior
Porém, deixei tudo de lado
Encantado pelo brilho de falsas joias
Mudei de direção
E desde então, é como se não houvesse mais nada
no meu coração
Tudo foi abaixo
Tranquilidade? Já não lembro como é
Meus sonhos refletem o que há no meu Ser
Pesadelos infinitos, medo, desespero
Ao ponto de quase procurar paz, com um caco de vidro
sentado o chão do banheiro
Tudo foi abaixo
Não sou a sombra do que um dia já fui
Trevas ocupam o lugar que um dia a luz já brilhou
Não me reconheço mais ...
O que me tornei?
Quero voltar a bela estrada..
Não consigo voltar, não tenho forças
Há alguém pra me ajudar?
Ou irei morrer aqui?
Perdido, vagando
Está escuro
Tenho medo
Errar é um direito de todos, mas algumas pessoas abusam desse direito; cuidado com elas! Uma pessoa que comete os mesmos erros não merece sua confiança.
Quem tanto chora, um dia não terá mais lágrimas pra derramar; quem tanto faz chorar, um dia terá lágrimas pra se afogar.
Você é livre pra se divertir com as pessoas erradas, mas lembre-se: pessoas erradas só te farão cometer erros, erros que podem te fazer perder a pessoa certa.
IMPERFEITAMENTE
Sem explicações
Tudo mudou
Até a chuva, pranto meu
É feliz de amor
Nas minhas contemplações
Visito momentos teus
Tudo adivinhação
Daquilo que não tenho a mínima noção
Fico observando bem quietinha
Pra nada interferir
Não é sacrifício nenhum
Ser nobre por ti
Seja uma fantástica idealização,
Quimera,
Falácia da projeção
Não importa
Quando a saudade aperta
Leio em silêncio
Pro tempo escutar
Tempo não perca seu tempo,
o meu amor não será esquecido,
é único e verdadeiro
me faz inteira e capaz
de amar aos pedaços,
os amores
que me são permitidos
Da frustração do tempo,
envelhecemos pedindo
que o amor nos espere
Amor galopante
Em cavalo branco, com mantas douradas sai por aí
Todo faceiro, menino arteiro sai saltando morrendo de rir.
Se encontra o vento, com meninice começa brincar
Se encontra uma brisa faz nela um agrado e a faz sonhar.
Menino faceiro sai pelo mundo fazendo sonhar
Com sua chegada faz lindas donzelas de amor suspirar.
Menino sapeca passeando esta noite passou por aqui
Apresentou-me o amor e saiu por aí morrendo de rir.
Vestido branco
Não entendia o porquê, nem aceitava a distância
Apenas aguentava, com ar de quem não ligava
Mas a noite em meu leito, sozinha, me perguntava
Quando o verei? Por que se foi? Onde está?
Assim adormecia... ao amanhecer, os dias eram iguais
A saudade, sempre maior a noite, magoava a alma
Poucas boas lembranças, eu tinha, eu sei, mas doía
Por que comigo? Por que o meu? Por que doía tanto?
Poucos abraços, eu lembro, poucos afagos
Mas era meu pai, ausente mas era pai... ausente
Assim eu sofria, de saudades... sofria
Outras vezes a noite, não esquecia... jamais esquecia
Lembrava do vestido branco, lindo vestido branco!
Vestido que tanto queria, na verdade o que mais queria
Por que não podia? Por que eu não tinha?
Por que meu pai não podia?
Lembro então, que certo dia ganhei , o que mais queria
Um vestido branco, uma princesa ele dizia... princesa...
Meio sem jeito, reconhecia o carinho que nem conhecia
Agora feliz, de vestido rodado, eu era alegria
Menina franzina, de vestido branco ... sorria
E era assim, que aliviava-me daquela saudade.
