Pe Fabio de Melo Amar
As Dores que Escolhi Carregar
Dizia que me amava, mas amava como quem repete um verso decorado, sem sentir o peso das palavras. Amava a ideia de me amar, mas não a mim. Porque, na prática, eu me deixava para depois. Quando choveu, encarei as gotas sem guarda-chuva, aceitando o frio como se meu corpo não merecesse abrigo. Quando a febre me queimou, deixei que ela ardesse, porque gastar com remédio parecia um capricho supérfluo.
E os sapatos que me feriam? Caminhei com eles, como quem carrega um fardo invisível, fingindo que a dor era pequena. Porque, no fundo, acreditava que suportar as feridas fazia parte de existir, fazia parte de ser eu.
Mas o que mais me machucava não era a febre, nem os sapatos. Era o silêncio que guardava quando alguém me feria. Eu calava e, pior, tentava compreender. Tentava justificar os golpes que recebia, como se fosse justo aceitar ofensas, palavras ríspidas e gestos que me cortavam. Perdoava antes mesmo que me pedissem perdão, carregando culpas que nunca foram minhas, tornando-me um depósito para dores que não me pertenciam.
Hoje, olhando meu reflexo, não vejo apenas um rosto marcado pelo tempo. Vejo uma pergunta que ecoa: o que é, afinal, esse amor que digo ter por mim mesmo? Será que amar-me é só esse hábito vazio, essa rotina de sobrevivência? Ou será que amar-me é algo maior, mais profundo?
Talvez amar-me seja o gesto simples de abrir o guarda-chuva na tempestade, de trocar os sapatos que me machucam, de tratar minhas feridas com o cuidado que sempre ofereci ao mundo. Talvez seja entender que minha dor também importa, que meu coração merece repouso, e que o amor que dou ao outro só tem valor se primeiro eu souber oferecê-lo a mim mesmo.
Se for isso, amar-me será um desafio diário. Uma escolha nova a cada manhã. Mas é uma escolha que preciso fazer, porque percebo agora: não sou terreno de passagem para o peso alheio. Sou uma casa que merece abrigo, uma estrada que também precisa de cuidado. Amar-me, enfim, é aceitar que eu não fui feito para ser silêncio, mas para ser inteiro.
Quando se ama verdadeiramente nada nessa vida é o bastante para o amor, pois o amor não se basta, o amor é insaciável,
é infinito, o amor é incapaz de se medir, o amor é uma fonte incessante, quanto mais usamos desse fonte mais ela nos abastece, assim é o amor, esse amor que eu acredito e espero viver em minha vida.
Quanto mais o tempo passa, melhor sabemos identificar quem merece nosso tempo, nosso afeto e nossa gratidão.
Eu te amo…Estou com saudades….Queria estar com você…Então , Eu te amo, estou morrendo de saudades, e como eu gostaria de escutar isso de você!!!
o Amor não morre por ser fácil demais
o Amor não morre por você se entregar demais
o Amor não morre por você mostrar suas falhas e fraquezas
o Amor não morre por você correr atrás de sua(eu) Amada(o)
será que realmente é preciso
fingir ser o que você não é, precisa ser frio, precisa se fazer de difícil, precisa esconder suas fraquezas para parecer forte, você acha mesmo
que vai ficar tranquilo(a) vivendo essa mentira para manter alguém e não ser julgado la fora por pessoas que ensinam diferentes formas de amar? então sim, corra atrás e seja intenso de forma que não lhe prejudique ou assuste o seu amor, se ame, canse, se esgote, tente, se levante, até chegar o fim de verdade, e não chegar na metade e dizer que é o fim.
é melhor se arrepender de fazer tudo o que você queria, para que você possa aprender algo, do que não fazer, e futuramente você ficar lembrando de tudo e ainda não ter tido a experiência de da a razão para seus sentimentos uma vez na vida.
