Paz
Que a Paz te Abrace tão apertado, mas tão apertado, que nada nem ninguém jamais consiga te tirar de dentro do Abraço Dela.
Ainda que esmaguemos as flores, podemos espalhar o cheiro delas, mas só espalhando a paz poderemos exalar o cheiro de Deus.
Às vezes eu também tenho a oportunidade de dar o troco, mas a paz que habita em mim não me permite.
Não há ausência de paz mais contraditória que tentar minimizar ou ignorar atentados contra a democracia a pretexto de pacificação.
Que a Paz e a Felicidade te abrace tão apertado, que nem a seriedade cobrada pela vida adulta consiga te distrair.
Amém!
Por mais incômodo que seja o Barulho da lata vazia, jamais roubará a Paz daqueles que sobreviveram ao Caos da própria lata cheia.
Há barulhos que incomodam porque são muito estridentes, repetitivos, insistentes.
Mas há outros que assustam pelo que carregam dentro: o peso de uma consciência inquieta, o ruído das próprias contradições, o eco de escolhas que já não podem ser desfeitas.
Quem um dia precisou conviver com a própria lata cheia, sabe reconhecer muito bem a diferença.
Aprendeu que nem todo Barulho merece resposta e que, muitas vezes, o silêncio não é ausência de argumentos — é apenas a serenidade de quem já não precisa provar nada para ninguém.
A lata vazia quase sempre faz questão de anunciar sua presença.
Bate, reverbera, chama atenção.
Confunde volume com conteúdo e movimento com importância.
Mas o tempo tem uma maneira estranha e implacável de revelar o que existe por trás do estrondo: algumas coisas fazem barulho justamente porque não têm nada dentro.
Quem sobreviveu à própria lata cheia, ao próprio caos, entretanto, já atravessou tempestades muito mais difíceis.
Já ouviu o barulho dos próprios medos, enfrentou o peso das próprias escolhas e aprendeu, a duras penas, que paz não é viver sem ruídos — é não permitir que eles determinem o que acontece em nós.
Por isso, há um momento em que o barulho externo perde o poder.
Não porque tenha ficado menor, mas porque a nossa atenção deixou de ser grande demais para ele.
A lata pode continuar batendo…
Pode até reunir uma plateia para aplaudir o estrondo.
Ainda assim, quem encontrou a paz depois de sobreviver ao próprio caos não se assusta com qualquer barulho.
Sabe que, no fim, conteúdo não precisa fazer tanto barulho para existir.
E vazio nenhum se torna profundo apenas por aprender a ecoar.
Não era uma idiota
para lidar com assuntos
de paz e guerra,
Era uma sereia
que no lugar de caneca
usa um caracol,
Senhora de si a sua
biblioteca era um atol
e a sua família escova
de cabelos era feita
toda de madrepérola
para a sua essência poética.
Ipeúna em florescimento
que me traz a paz
sempre que preciso
quando debaixo me sento
para escrever serena
os meus Versos Intimistas
para te trazer com poesias
no afã de ganhar o seu peito
e espalhar por São Paulo
que sou o quê você quis e pertenço.
Eu descobri que fui
intelectualmente
roubada por gente
que gosta de molestar
a paz alheia,
Não vou esconder
o meu rosto,
O show ainda não
começou e nem
acontecerá no palco.
Paz de Buganvillea azul
de Norte ao Sul
de toda a minh'alma,
com cada um dos meus
Versos Intimistas
vir a te colocar na rota
com manha e maciez,
Porque andar para frente
requer um passo por vez.
