Paulo Freire Fracasso Escolar
C. S. Lewis era protestante e Tolkien era católico. As diferenças não impediram ambos de serem grandes amigos. Isso é nobreza de espírito.
Algumas dicas para cultivar a amizade: ouvir com interesse sincero, se sacrificar pelos amigos, ser paciente com os defeitos alheios, corrigir sempre com docilidade e ajudar na busca pelo bem (respeitando a liberdade).
A gente não desiste do que ama, desiste do que dói.
Considero que sumir é uma das decisões mais difíceis da vida, mas pior que sumir é sumir querendo ficar.
Sempre ouvi dizer que quem ama não desiste; e confesso que por um bom tempo, me agarrei incondicionalmente a essa afirmação. Entretanto, mudam-se os tempos, mudam-se as percepções, e a gente é forçado a sumir, porque já não há mais o que resgatar. Porque temos que aprender a levantar-se da mesa quando o amor não está mais sendo servido. A gente não desiste de todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, de todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, de todos os beijos e abraços que gostaríamos de ter dado e foram cancelados. A gente desiste mesmo é do que dói. Desistimos porque dói, fazer de alguém nosso tudo, e mesmo assim sentir-se um nada. Desistimos porque dói, entendermos e não sermos compreendido. Desistimos porque dói, amar e não ser correspondido. Ninguém desiste de amar, mas de demonstrar amor onde não é bem-vindo. Às vezes desistir não é um ato fraqueza e sim, de coragem. Coragem pra abrir mão, e parar de segurar em vão o que só machuca. É simples! No fundo, ninguém quer sumir, quer apenas que seja mútuo e verdadeiro.
O amor ultrapassa qualquer preconceito, qualquer cultura, tudo! O amor é maior do que qualquer padrão.
Eu só quero
Eu só quero um amor e ser amado.
Eu só quero ser feliz ao seu lado.
Eu só quero acordar do teu lado.
Eu só quero dormir de conchinha.
Eu só quero chegar ao final da minha vida com a consciência que fui amado.
Os escravos
Negros africanos
Obrigados a trabalhar
Por ordem dos soberanos
Sem poder reclamar
Acorrentados pela escravidão
Viviam na solidão
Sonhavam conquistar a alforria, dia a dia
Sendo assim vítimas da covardia
Durante a extração do ouro
Brilhavam também os olhos
De quem vivia a chorar
Mas persistia em orar
E assim quem sabe um dia
A liberdade finalmente conquistar
Foram quinhentos anos de exploração
Em uma vida sem opção
Em minas de carvão e campos de algodão
Nas lavouras trabalhavam
E nunca descansavam
Ficavam sempre em pé
Nas plantações de café
A escravidão ainda não acabou
E a lei Áurea não adiantou
Vivemos em um país capitalista
Em que o brasileiro é um ser consumista
Eu queria destruir tudo com requinte, com esses textos que estão perdidos nas gavetas. Queria usar tudo isso para quebrar imediatamente qualquer tipo de relação bonita que mal comece a acontecer. Eu sei que posso, a qualquer hora, destruir tudo. Fui treinada ouvindo palavras duras, que matam mais que arma de fogo. Mas, alguma coisa aqui dentro me impede. Princípios que me fazem ver tudo com mais clareza, exatidão e bondade. Princípios que dizem a verdade: um dia eu vou ter que viver uma história clichê, isso é inegável.
Os impulsos, os meus pensamentos rápidos e toda essa compulsão me fazem querer tomar decisões precipitadas, desistir de insistir sem fé nenhuma seja lá pra permitir ou impedir. Eu sempre fui empurrada por palavras, livros, impulsos... Sorte que os princípios e a minha personalidade (que não é nada fraca) sempre me barram e me perguntam:
“Está certo isso?”
Eu queria destruir tudo pra me proteger, voltar aos meus livros, aos meus textos, aos calos nas pontas dos dedos de tanto escrever. Queria destruir tudo para que eu não saísse ferida, machucada, como antes. Eu não queria te magoar, não queria apagar o que há de mais lindo no seu olhar.
Não queria fazer mal a você, não queria que você chorasse, que soltasse a minha mão. Sempre que eu tento me proteger e tentar não me ferir eu acabo ferindo a outra pessoa sem perceber; nessa minha atitude impulsiva e nervosa, que sempre me faz voltar atrás depois, nem que seja pra pedir perdão.
Sinceramente, continuar sem te ter ao meu lado não vai ser nada fácil.
Não queria cobrar nada de você, pedir nada. Não queria te ver assim. Mas a minha mania de ser sincera, de ser realista com tudo, mesmo que me cause dores piores que cólicas me fez te ver assim, hoje a noite.
Mas eu sei que você me conhece o suficiente pra saber exatamente o que eu queria dizer, o que eu estava pensando.
Eu não queria mas deixei você ir. Foi necessário pra você e pra mim.
Não acabou aqui. Ainda não.
Nada do que se constrói em tanto tempo pode acabar assim, ficam os resíduos e é isso que me dá esperança de que tudo volte a ser parecidamente como antes. Não precisa ser igual pois, só de te ter ao meu lado me entendendo, como sempre, já seria a melhor coisa pra mim.
Eu sei que eu podia escolher, que eu podia ter a coragem que você sempre teve. Olhando o mar, você disse em LIVRE ARBÍTRIO. Ok. Eu sei que eu tenho o livre arbítrio de andar pelo caminho que eu quero mas, agora, é como se, por trás do livre arbítrio, já existisse um destino fixo, algo que eu não consigo mudar. Sobrenatural. Uma coisa pré-determinada, que eu não posso violar.
Agora, por exemplo, se você me ligasse eu juro que diria TANTA coisa... Talvez eu conseguisse dizer tudo o que sinto, tudo o que acho e das coisas que eu queria me arrepender de ter dito e feito.
Não pensei que você me doesse tanto...
Você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente.
Porque não foi um pouco antes? Porque não apareceu quando tudo era mais simples, quando a minha vida era menos complexa, quando eu estava descobrindo tudo o que me fazia bem e não tinha um pingo de medo de viver tudo o que eu tinha para viver? Porque não veio mais cedo, não cruzou meu caminho numa daquelas longas viagens, porque não nos esbarramos numa dessas calçadas, num desses bares? Porque tudo agora, tão recente, sem termos a mínima chance de descobrirmos se a gente pode ser feliz, se a gente se completa como nosso abraço diz nos completar? Porque todo esse fingimento, essa farsa de um amor embutido numa amizade linda demais, companheira demais? No entanto, só nós sabemos o quanto nos precisamos, nos fazemos bem, somos felizes juntos.
Porque tudo agora? Tão tarde?
Tudo bem. Conformei-me, já.
É só um momento. Na verdade, é que agora estou aqui sozinha lembrando e com saudades. Todas as vezes que tenho esses momentos eu me revolto com o tempo, me revolto com as ironias do destino, e escrevo. Como se fosse um surto. É rápido. Logo passa. O que não passa mesmo é essa vontade de estar ao seu lado e todas as noites ouvir a sua respiração aqui no meu ouvido, sentir o seu cheiro; mesmo você estando longe, aí, também com saudades porque acabou de me confessar por uma mensagem.
Vai ser assim, pra sempre. Só não se esquece de me levar no pensamento, porque eu te levarei.
Mesmo que não entenda o que Deus está fazendo por mim, acredito que seja lá o que for que Ele esteja fazendo, sempre será algo maior e melhor.
E pensar que eu sempre falei sobre essas amizades falsas que ferem a alma - melhor seria se ferissem o corpo.
Eu sempre pensei - e continuo - que a verdadeira amizade é aquela que nos permite falar de defeitos, qualidades e o que mais vier a cabeça. Porque amizade de verdade é aquela que você fala o que vem a cabeça, e não se arrepende de nada dito - podem passar meses, anos.
Não existe maneira mais bonito que justificar uma amizade defendendo um amigo. Isso pra mim é nobre.
Mais nobre ainda é termos um amigo de valor.
Nunca acreditei em alguém que não se deleita na felicidade de um amigo, a amizade não está nesse relacionamento.
Esse negócio de fingir, tentar impressionar, ser outra pessoa não tá com nada, sabe? Gente que é gente gosta de ser do jeito que é.
Triste mesmo é ver uma amizade evaporar em meio a decepção. Aí resta aquela boa esperança que, se tudo vivido foi verdade, a amizade reaproxima. Mas não acredito muito nisso.
Pessoas feridas costumam mudar.
Eu, por exemplo, não mudo só as roupas, o cabelo e o esmalte. Eu mudo a cidade, o telefone e a caderneta de anotações.
É cansativo viver de memórias - prefiro deixar as memórias pra lá, pra haver mais espaços pra coisas novas.
Eu gosto de novidade - e isso não significa que agora estou sociável.
Também gosto da verdade. Antes uma dor sincera, que uma alegria falsa.
E nada mais me irrita que saber que a alegria que tive foi falsa.
Acho que é por isso que acabo sendo tão radical. Melhor assim.
Amizade, acima de tudo, é certeza. E quando você duvida, já não é mais amizade.
Eu acredito que o sentimento fica pela pessoa que te decepcionou, mas, como disse o Pr. João Chinelato hoje pela manhã "Amores e pessoas complicadas fazem mal a saúde. Ainda que precisamos amar a todos, faça um teste, quando você se afasta de pessoas complicadas até sua saúde melhora", então é melhor se afastar.
A gente se afasta e a amizade esfria, congela e vira memória. Por que, como já dizia Immanuel Kant "a amizade é semelhante a um bom café, uma vez frio, não se aquece sem perder bastante do primeiro sabor".
É melhor virar memória, poupar conversas desgastantes e dor.
Sem dor, sem lágrimas.
Soneto
Arda de raiva contra mim a intriga,
Morra de dor a inveja insaciável;
Destile seu veneno detestável
A vil calúnia, pérfida inimiga.
Una-se todo, em traiçoeira liga,
Contra mim só, o mundo miserável.
Alimente por mim ódio entranhável
O coração da terra que me abriga.
Sei rir-me da vaidade dos humanos;
Sei desprezar um nome não preciso;
Sei insultar uns cálculos insanos.
Durmo feliz sobre o suave riso
De uns lábios de mulher gentis, ufanos;
E o mais que os homens são, desprezo e piso.
Morte (Hora de Delírio)
Pensamento gentil de paz eterna
Amiga morte, vem. Tu és o termo
De dous fantasmas que a existência formam,
— Dessa alma vã e desse corpo enfermo.
Pensamento gentil de paz eterna,
Amiga morte, vem. Tu és o nada,
Tu és a ausência das moções da vida,
do prazer que nos custa a dor passada.
Pensamento gentil de paz eterna
Amiga morte, vem. Tu és apenas
A visão mais real das que nos cercam,
Que nos extingues as visões terrenas.
Nunca temi tua destra,
Não vou o vulgo profano;
Nunca pensei que teu braço
Brande um punhal sobr'humano.
Nunca julguei-te em meus sonhos
Um esqueleto mirrado;
Nunca dei-te, pra voares,
Terrível ginete alado.
Nunca te dei uma foice
Dura, fina e recurvada;
Nunca chamei-te inimiga,
Ímpia, cruel, ou culpada.
Amei-te sempre: — pertencer-te quero
Para sempre também, amiga morte.
Quero o chão, quero a terra, - esse elemento
Que não se sente dos vaivens da sorte.
Para tua hecatombe de um segundo
Não falta alguém? — Preencha-a comigo:
Leva-me à região da paz horrenda,
Leva-me ao nada, leva-me contigo.
Miríades de vermes lá me esperam
Para nascer de meu fermento ainda,
Para nutrir-se de meu suco impuro,
Talvez me espera uma plantinha linda.
Vermes que sobre podridões refervem,
Plantinha que a raiz meus ossos fera,
Em vós minha alma e sentimento e corpo
Irão em partes agregar-se à terra.
E depois nada mais. Já não há tempo,
nem vida, nem sentir, nem dor, nem gosto.
Agora o nada — esse real tão belo
Só nas terrenas vísceras deposto.
Facho que a morte ao lumiar apaga,
Foi essa alma fatal que nos aterra.
Consciência, razão, que nos afligem,
Deram em nada ao baquear em terra.
Única idéia mais real dos homens,
Morte feliz — eu quero-te comigo,
Leva-me à região da paz horrenda,
Leva-me ao nada, leva-me contigo.
Também desta vida à campa
Não transporto uma saudade.
Cerro meus olhos contente
Sem um ai de ansiedade.
E como um autômato infante
Que ainda não sabe mentir,
Ao pé da morte querida
Hei de insensato sorrir.
Por minha face sinistra
Meu pranto não correrá.
Em meus olhos moribundos
Terrores ninguém lerá.
Não achei na terra amores
Que merecessem os meus.
Não tenho um ente no mundo
A quem diga o meu - adeus.
Não posso da vida à campa
Transportar uma saudade.
Cerro meus olhos contente
Sem um ai de ansiedade.
Por isso, ó morte, eu amo-te e não temo:
Por isso, ó morte, eu quero-te comigo.
Leva-me à região da paz horrenda,
Leva-me ao nada, leva-me contigo.
O Mundo muda, as pessoas mudam, mas você não pode abandonar um amigo na hora que ele mais precisa por que nesse mundo novo precisamos defender as pessoas que gostamos.... ou então viva como um Lixo
Se eu fosse uma pipa
eu queria ser cortada
assim, ficaria livre pra voar
voar pra onde eu quisesse ir
ainda que uma hora eu tivesse que cair
aqueles segundos de liberdade
já me teriam valido a pena
Muitas pessoas perdem as pequenas alegrias , enquanto aguardam a grande felicidade, esquecendo-se o lado bom de aproveitar cada momento feliz ao lado de quem nos ama.Jamais desvalorize uma pequena felicidade , pois um dia o que pareceria pequeno perante as circunstâncias,poderia ser um grande motivo de felicidade no futuro.
Não se coloque no rótulo que lhe dão. Não se coloque no lugar que lhe dão. Se coloque no lugar que você é.
QUANDO ACABA.
Quando acaba. Esperamos que seja apenas uma fase, um momento ruim, um breve desgaste. Os olhos não querem enxergar, o coração demora aceitar.
Quando acaba. O olhar fica distante, a admiração já foi embora, o diálogo se torna escasso, o contato vai sendo afastado, o beijo fica gelado, a mão já não procura a outra. Os planos para o futuro viram passado.
Quando acaba. Os abraços viram mecânicos, o bom dia é motivo pra briga, a voz irrita, o silêncio incomoda, os sorriso a dois se tornam em cara fechada, os momentos de carinho se se tornam em grandes tensão. A mágoa se transforma em munição na hora da discussão.
Quando acaba. O inteiro se transforma em metade, o que é dito se torna incompreensível, a paciência encurta, o interesse já não existe. As alternativas vão vendo analisadas, a verdade vai sendo adiada, o amor já não é mais o centro das atenções.
O desfecho todo mundo já sabe, é o arremate de uma história que terminou, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente, porque já acabou.
Eu acho que tudo o que eu vivi me ensinou muito, mas não aprendi o suficiente para me tornar um adulto. Eu perdi amores, ganhei outros, e ainda sinto falta. Pra mim, o abraço sincero é mais importante que o beijo apaixonado e, o andar de mão dada expressa mais o sentimento que a serenata. Qualquer um é capaz de pegar uma viola e fazer um papelão na janela da menina, eu quero ver é suportar as crises, as brigas, as neuras dela durante toda uma vida e ainda assim caminhar de mão dada. É nisso que eu acredito, nesse sentimento raro e eterno. Porque a gente tem que viver se controlando para não matar EXATAMENTE aquilo que ama.
Quando você nasce, cresce e começa a amadurecer dentro daquele castelo que te enclausuraram, é difícil abrir os olhos depois. Nem sempre acontece, mas, comigo aconteceu. Foi de uma hora pra outra, entre uma insônia e outra, olhando as fotos penduradas na parede da cabeceira da cama, eu percebi o quanto não vivo. Lembrei de como tudo sempre foi, de como tudo nunca muda e, depois de me olhar no espelho, perceber o modelo de filha, irmã, namorada, amiga, que criaram pra mim em algum momento da minha infância que eu não lembro, mas que eu sempre segui à risca.
O modelo que nunca segue do jeito que acha que deve seguir, que tem que estar sempre bonitinha, que não pode deixar o vento bagunçar o cabelo, que tem que agradar a todos e ser simpática com todos, que não pode chorar em público e nem deixar que percebam quando está triste. O modelo de boa menina, boa filha, boa irmã, boa namorada.
O modelo de santa, de certinha, de bonitinha, arrumadinha, educadinha, estudiosa, inteligente, motivo de orgulho pra toda a família.
Eu estava com uma caneca de chá em mãos, olhando as fotos com a luz do celular que a Denise esqueceu aqui em casa e comecei a chorar. Sem perceber, a caneca foi pesando e minha mão virando, até o chá quente cair na minha perna. Não foi nada sério além do vermelhão que ficou. Eu fiquei brava, não sabia se enxugava as lágrimas, se continuava a chorar por ter me queimado, ou se ria de tudo isso.
Eles não sabem que sou assim, desastrada. Também não sabem que já quase arranquei o queixo de alguém com o joelho porque ele estava vindo me beijar. E não sabe dos milhões de socos e tapas que dei sem querer em uma multidão de seres que cruzou meu caminho por pura distração.
Também não sabem das incontáveis vezes que derramei chá em minha roupa, e das vezes que entrei de sutiã no chuveiro e das vezes que sentava na tampa do vaso. Das milhares de vezes que machuquei pessoas pelo meu jeito impulsivo e que, na verdade, não sou tão certa assim. Sou frágil demais pra quem me vê trabalhando e brigando com o carinha da telefonia. E que sou chorona demais pra quem me vê dizendo que não quero me apaixonar, nunca mais.
E que por trás de todo esse rímel e batom rosa, existe uma criaturazinha que se derrete quando é abraçada, que se encanta fácil demais, que faz as maiores loucuras só pra fazer bem a quem gosta, e que senta várias tardes na beira-mar só para tentar escrever um poema, compor uma música, e observar as datas em que as pessoas escreveram seus nomes na árvore junto a outro nome que, provavelmente, nem esteja mais ao lado dela.
Eles não sabem da minha paixão pela lua e pelo pôr-do-sol. E também não notam os livros que ando lendo nem que, as vezes que me chamam pra jantar e eu recuso, é porque estou com a janela do quarto aberto, olhando a rua e ouvindo música. Coisas que eles nunca fizeram e não entendem o significado.
Não entendem a minha paixão por borboletas, nem pelos dias frios de chuva, nem porque meus olhos têm brilhado tanto. Não entendem que não sou o modelo que eles traçaram, que eles queriam. Que a minha profissão não é a do sonho deles, e que eu sou estranha assim.
Que eu quero acordar cedo pra estudar, almoçar correndo, ir trabalhar, ficar o dia inteiro na frente de um computador usando a minha criatividade, e quero ir de noite pro curso, e quando chegar, ir escrever poemas, encostada na janela, ouvindo as minhas músicas preferidas.
Que isso tudo sempre me fez bem e que foi o que eu sempre sonhei.
Que eu não quero namorar um modelo, como eu. Mas alguém que só queira viver intensamente. Como eu tenho tentado, ultimamente.
Que eles, algum dia, possam conhecer de verdade a pessoa que conviveu com eles todo esse tempo, e que prestem mais atenção nos simples detalhes que sempre me fizeram toda diferença.
Os detalhes que me fazem insistir no amor, na amizade, na fé. Que não me deixaram parar de remar.
E se fosse pra escolher alguém pra passar a agitação de uma sexta-feira à noite, eu escolheria você. E se fosse pra escolher alguém pra passar a calma e entediante tarde de domingo, eu ainda escolheria você.
Os momentos ao seu lado são incríveis. Incríveis.
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