Parecer
De valor a sua intuição,quando parecer que tudo tá dando errado,pode ser que os planos precisam ser mudados.
"Para parecer distante, é preciso encontrar um equilíbrio entre estar presente e manter uma certa reserva."
"Às vezes, é necessário criar uma barreira emocional para parecer distante, mas lembre-se de que isso pode afastar as pessoas que realmente desejam estar perto de você."
A água pode até parecer frágil na aparência — mas em sua essência suave habita uma força primordial para a vida.
0534 "Usar o chavão 'sensação térmica' pode parecer elegante ou científico, ao invés de simplesmente falar 'o termômetro marca'. Mas não é elegante nem científico. Está mais para Currupaco ou 'Dá o pé, louro!"
Sei que meu silêncio pode parecer desinteresse, mas é justamente o contrário. Só não quero te levar para o meio do caos que estou resolvendo
"O Destino que Descansa em Deus"
Pode o tempo parecer um deserto,
E o silêncio, um abismo sem fim,
Mas o que é teu já está por perto,
Guardado em um jardim que não tem fim.
Não se apresse em querer o detalhe,
Pois o mistério é o colo da fé.
Deus não permite que o plano falhe,
Ele sustenta quem se mantém de pé.
O que é teu por direito sagrado,
Ninguém rouba, ninguém desfaz.
Está no tempo de Deus reservado,
No compasso da Sua perfeita paz.
Confie no que os olhos não veem,
Pois o autor da vida sabe o que faz.
As mãos que te guiam também te detêm,
Para te entregar o que te traga paz.
Não se perde o que o céu já assinou,
Nem se apaga o que o tempo escreveu.
Descanse na promessa que Ele deixou:
O que é para ser teu, já é teu.
A santificação deve ser o desejo de todo cristão se parecer com Jesus e ter uma vida santa, assim como o Mestre teve. Pela sua infinita graça, Deus concede vida santa a todos os pecadores, desde que eles se arrependam e confessem o nome de Jesus (Rm 10.9-10). Assim, Deus disponibilizou três meios para a santificação: o sangue de Jesus: “E, por isso, também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta” (Hb 13.12); o Espírito Santo (2ª Ts 2.13); e a própria Palavra de Deus (Jo 17.17; Ef 5.26). O Senhor nos forneceu todos os recursos necessários para uma vida santa e separada do mundanismo (Rm 12.1-2).
Um pensamento longe, pode estar conectado a alguém perto.
Alguém perto, desconectado, pode parecer distante.
Pessoas inteligentes se importam com a mensagem tanto quanto pessoas que querem parecer inteligentes se importam em parecer inteligentes.
A tosquia, um ato que pode parecer cruel à primeira vista, mas que esconde uma intenção profunda de cura e renovação. É um processo necessário, muitas vezes realizado por uma força externa que, embora rígida, busca o bem-estar da ovelha.
Assim como a ovelha, nós também passamos por momentos difíceis, onde somos "tosquiados" e perdemos algo que nos era familiar. É um processo doloroso, mas que nos limpa e nos renova.
A nudez temporária que se segue à tosquia é um símbolo do desapego, do abandono do que nos cobria e nos dava conforto. É um momento de vulnerabilidade, onde nos sentimos expostos e inseguros.
Mas é justamente nesse momento de desapego que encontramos a oportunidade de crescer e nos renovar. É quando aprendemos a confiar, mesmo quando sentimos frio ou insegurança. É quando descobrimos que a verdadeira força vem de dentro, e que a nossa essência permanece intacta, mesmo quando tudo o que nos cobria é removido.
A tosquia, portanto, é um lembrete de que os momentos difíceis são oportunidades para nos desapegar do que não nos serve mais e nos renovar. É um convite para confiar no processo, mesmo quando não entendemos o que está acontecendo. É um chamado para encontrar a força em nossa vulnerabilidade e emergir mais fortes, mais leves e mais renovados.
Tosquia
Renovar para desapegar
Por Marcio Melo
Sobre me parecer com eles...
Por Luiza_Grochvicz.
Às vezes me perguntam: com qual filósofo você se parece?
E eu fico em silêncio.
Porque me parecer com alguém é sempre também uma forma de não ser ninguém por completo.
Mas se for preciso traçar espelhos, que sejam espelhos em águas agitadas — nunca nítidos, sempre em movimento.
Com Kierkegaard, compartilho a vertigem.
Aquela dor silenciosa de estar vivo, de ser livre demais, de pensar tanto que quase se dissolve.
A angústia dele não me assusta — ela me reconhece.
Como se a alma dele tivesse escrito cartas para a minha, antes mesmo de eu nascer.
Com Clarice, é o sangue da palavra.
Não escrevemos — sangramos.
Ela também sentia demais e dizia pouco, mas o pouco explodia.
Clarice escreve como quem ama o que não entende. E eu também: escrevo para encontrar o que nunca procuro.
Com Camus, compartilho o absurdo.
A beleza de estar num mundo que não faz sentido, e ainda assim levantar todos os dias.
Ele era o silêncio das pedras; eu sou talvez o sussurro do vento.
Mas ambos sabemos: é preciso imaginar Sísifo feliz, mesmo com o peso da pedra.
Com Beauvoir, é a liberdade.
O incômodo.
A recusa em aceitar que viver seja só obedecer.
Ela pensava com coragem, sentia com lucidez.
Me inspira a ser mulher sem rótulo, filósofa sem jaula, pensadora com pele.
Me pareço com todos, e ainda assim, sou outra.
Porque filosofar, pra mim, é tocar o invisível com palavras.
É doer bonito.
É pensar como quem ama demais.
