Parece que Chegamos ao fim
Chegamos aos tempos difíceis de relacionamentos pessoais; mas, a humildade nos aproxima das melhores relações sociais.
Chegamos diante de mais um novo dia, novas oportunidades e novos pensamentos são necessários para chegar no alvo desejado, tudo só depende unicamente de você.
Meu amor, a que ponto chegamos.
A ponte entre nós já não sustenta passos — é sombra densa, silenciosa, pesada de tudo que não foi dito.
A névoa não se dissipou; ao contrário, criou raízes profundas no peito, enroscadas na memória e no afeto que insiste em ficar.
Ainda há amor, e é isso que dói.
Dói porque o sentimento permanece inteiro enquanto a distância se faz hábito.
Dói porque o coração lembra do que fomos, mesmo quando a realidade insiste em negar.
Não é ausência de sentimento que nos separa,
é o excesso de silêncio,
é o medo de atravessar essa ponte frágil e se perder de vez.
Te amar assim é permanecer em ruínas com o coração aceso.
É caminhar entre sombras sabendo que, um dia, ali houve luz.
Criei um véu de esquecimento perfeito, você esqueceu de mim, chegamos aqui, nos relacionamos e você não sabia quem eu era e nem eu sabia quem voce era, mas a chama que sentimos no estômago, foi de igual para os dois, acendeu a alma, aquele Primeiro olhar em frente a escola que estudávamos e nem eu nem você se conheciam, o estômago queimando, você virando a esquina enquanto eu andava de skate para tentar te impressionar, quando você virou a esquina, eu não conseguia não sorrir, era como ver o sol puro, e você sorria igual, como se não pudéssemos segurar o sorriso, mesmo sem os egos se conhecerem ainda, nos dois lá dentro lembravamos que havia algo especial no outro. A nossa metade um no outro, e vivemos, sendo guiados pelas frequências e sabotando um ao outro sem saber nem perceber, baseado no que o ego tinha de construção dentro de si, nos destruímos enquanto caminhávamos dormindo você sempre deu medo no meu ego, por que ele não sabia o que tinha em. Você, que causava o efeito de kryptonita nele.
Começamos num modo tribal, fomos para um sistema colonial, logo depois chegamos num método imperial e hoje estamos num processo republicano.
Quando chegamos a conhecer a verdade como sabedoria suprema, deixamos de agir de forma imprudente; em vez disso, começamos a construir uma fortaleza de luz.🕊
A vida é estranha.
Chegamos sem nada e lutamos por tudo e no final, deixamos tudo e partimos sem nada .
Nem percebemos
que quando chegamos a este mundo ,já estamos nos despedindo dele.A cada dia um novo dia surge,um novo sol,a nuvem que hoje desenha o papai Noel , nunca mais será a mesma,o vento que balança as árvores também se despedi e não volta nunca mais,outro vento ocupa seu lugar,a chuvinha gostosa molhando a terra,também se torna passado,amanhã será outra chuva.
Nós também seremos o ontem ,pra que outros vivam o amanhã,e assim a terra vai se renovando.
Tudo nesta vida tem fim,só não o amor.
Ninguém consegue controlar o tempo. Num piscar de olhos, chegamos na linha final da vida.
Temos que correr contra esse tempo incontrolável, que aos poucos vai levando até chegar consumindo tudo em nós.
A vida é mormente fugaz, pois que, no átimo em que a ela chegamos, nosso retorno às origens já está delineado.
Bendize a nossa alma ao Deus que nós fortalece todos os dias ate chegamos ao céu de luz. Bom dia na paz do Senhor.
Letícia, Literatura e o Mar
Chegamos ao Rio numa tarde que parecia prometer eternidade.
A cidade tinha essa qualidade enganosa — como se tudo ali fosse durar mais do que realmente dura.
Era a semana mais aguardada da turnê. Três eventos. Três palcos. Três oportunidades de repetir o mesmo ritual: tocar, seduzir, partir.
A carreta estacionou perto da Urca, com o mar logo ali, como se observasse.
Foi no segundo evento que a vi.
Letícia.
Nada nela chamava atenção de imediato — e talvez fosse isso. Enquanto o resto gritava presença, ela permanecia. Morena clara, cabelos soltos, um livro aberto nas mãos como se fosse uma extensão do corpo.
Clarice Lispector.
Aproximei-me sem estratégia. Apenas curiosidade.
— Você lê no meio disso tudo?
Ela levantou os olhos, demorou um segundo antes de responder.
— É o único jeito de não desaparecer.
Sorri.
— E funciona?
— Às vezes. E você? Toca para aparecer ou para sumir?
Não respondi. Pela primeira vez em dias, não havia resposta pronta.
Naquela noite, o show aconteceu como sempre.
Luzes. Som. Gente. Movimento.
Mas algo havia mudado.
Eu tocava — e sabia exatamente onde ela estava.
Na lateral do palco.
Olhando sem pressa.
Não como quem admira.
Mas como quem analisa.
Depois, ela me esperava.
Sempre com um livro diferente.
Bukowski.
Pessoa.
Florbela.
Não me oferecia o corpo primeiro.
Oferecia linguagem.
— Leia isso — dizia, abrindo uma página ao acaso.
Eu lia.
Às vezes entendia. Às vezes não.
Mas entendia ela.
Caminhávamos pela orla como se não houvesse destino.
Falávamos de coisas que não cabem em conversas rápidas:
amor que não se sustenta
verdades que chegam tarde
gente que finge sentir
Ela já tinha amado um poeta.
— Ele escrevia bem — disse —, mas mentia melhor.
— E você sabe a diferença?
Ela me olhou como quem já decidiu.
— Sei quando alguém usa palavras para esconder. E quando usa para sobreviver.
O beijo não veio por impulso.
Veio por acúmulo.
Lento. Contido. Preciso.
Como se ambos soubéssemos que aquilo não era começo —
era intervalo.
Na segunda noite, me levou ao apartamento.
Ladeira do Leme.
Um quarto simples, mas habitado. Livros espalhados. Discos antigos. Um silêncio confortável.
Fizemos amor.
Sem pressa.
Sem espetáculo.
Havia desejo, claro. Mas havia outra coisa — uma tentativa de tradução.
Ela dizia coisas durante o ato.
Frases soltas, quase literárias.
Como se estivesse escrevendo enquanto sentia.
E eu respondia do único jeito que sabia: ficando.
No dia seguinte, escrevi algo no livro dela.
“A Hora da Estrela”.
Não foi um gesto pensado.
Foi necessidade.
“Você carrega o mundo como quem não percebe que ele já é seu.”
Ela leu.
Não reagiu.
Apenas guardou.
Como quem entende mais do que diz.
Na última noite, toquei diferente.
Menos intensidade.
Mais precisão.
Quando comecei “Tocando em Frente”, nossos olhos se encontraram.
E ali ficou claro.
Não havia continuidade possível.
E, pela primeira vez, isso não doeu.
Na despedida, ela não chorou.
Me abraçou com calma.
— Você é como os livros que não terminam bem — disse.
— Eu gosto desses.
Assenti.
Porque também gostava.
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Voltei para o caminhão em silêncio.
Boca me olhou, sem perguntar.
— Foi diferente?
— Foi mais.
Ele riu, como quem já sabia.
Seguimos estrada.
Mas o que ficou não foi o corpo dela.
Nem a voz.
Foi outra coisa.
A sensação rara de ter sido lido
antes mesmo de tentar me explicar.
Quando chegamos ao ponto de nos conhecermos a nós mesmos (Sócrates IV) a.C. ninguém é capaz de te ofender a não ser você mesmo. O porteiro de sua vida é você, jamais permitas que as nózes alheia fale aquilo que você não é. CLARIANO DA SILVA (2018)
Quando nós chegamos aos 83, pensamos como Gil, nosso cantor luminoso: não temos medo da morte. Mas de como vamos morrer... Cheguei a conclusão de que: A morte é a última nota de uma grande sinfonia que é a vida!
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