Parece que Chegamos ao fim

Cerca de 856 frases e pensamentos: Parece que Chegamos ao fim

A vida é estranha.
Chegamos sem nada e lutamos por tudo e no final, deixamos tudo e partimos sem nada .

⁠Nem percebemos
que quando chegamos a este mundo ,já estamos nos despedindo dele.A cada dia um novo dia surge,um novo sol,a nuvem que hoje desenha o papai Noel , nunca mais será a mesma,o vento que balança as árvores também se despedi e não volta nunca mais,outro vento ocupa seu lugar,a chuvinha gostosa molhando a terra,também se torna passado,amanhã será outra chuva.
Nós também seremos o ontem ,pra que outros vivam o amanhã,e assim a terra vai se renovando.
Tudo nesta vida tem fim,só não o amor.

⁠Ninguém consegue controlar o tempo. Num piscar de olhos, chegamos na linha final da vida.
Temos que correr contra esse tempo incontrolável, que aos poucos vai levando até chegar consumindo tudo em nós.





Saudade de você,do que fomos, do que não chegamos a ser.

A vida é mormente fugaz, pois que, no átimo em que a ela chegamos, nosso retorno às origens já está delineado.

⁠Bendize a nossa alma ao Deus que nós fortalece todos os dias ate chegamos ao céu de luz. Bom dia na paz do Senhor.

E chegamos aos algoritmos que filtram e concentram. Novas ferramentas às velhas práticas egoístas.

Quando chegamos ao ponto de nos conhecermos a nós mesmos (Sócrates IV) a.C. ninguém é capaz de te ofender a não ser você mesmo. O porteiro de sua vida é você, jamais permitas que as nózes alheia fale aquilo que você não é. CLARIANO DA SILVA (2018)

Quando nós chegamos aos 83, pensamos como Gil, nosso cantor luminoso: não temos medo da morte. Mas de como vamos morrer... Cheguei a conclusão de que: A morte é a última nota de uma grande sinfonia que é a vida!

"O que fere não é o abandono, e sim a forma como chegamos até ele."

-Aline Lopes

Quando sofremos pela dor de quem amamos, chegamos mais perto do que é compaixão que Deus Sente por nós.

Hoje entendo que felicidade não é um lugar onde chegamos.
É uma presença que escolhemos cultivar.

Chegamos num ponto em que tudo é tolerado, menos a verdade.

⁠Às vezes caminhamos tanto e não chegamos aonde desejamos.

Será que escolhemos o caminho correto?

O caminho mais seguro é aquele em que estaremos sempre em alerta, e não o que nos parece ser fácil!

Poesia Ancestral


Somos brasileiros, frutos de migrações.
Chegamos a esta terra que já era Pindorama,
habitada por aqueles que cruzaram Bering
e fincaram raízes na vastidão da floresta.


Somos mestiços de muitas regiões,
acolhedores, enérgicos, diversos.
Em nossa cultura não há fronteiras,
há encontros, há braços que se abrem.


Na gastronomia, temperos se misturam,
aromas dançam, modos se reinventam.
Carregamos raízes fecundadas em terras distantes,
que se entrelaçam às raízes que aqui florescem.


Somos brasileiros com fervor,
não superiores, mas únicos:
resultado da obra divina,
expressão viva do universo.

A vida é uma viagem silenciosa, e o destino não é apenas o lugar onde chegamos, mas aquilo em que nos transformamos durante o caminho.

Letícia, Literatura e o Mar


Chegamos ao Rio numa tarde que parecia prometer eternidade.
A cidade tinha essa qualidade enganosa — como se tudo ali fosse durar mais do que realmente dura.
Era a semana mais aguardada da turnê. Três eventos. Três palcos. Três oportunidades de repetir o mesmo ritual: tocar, seduzir, partir.
A carreta estacionou perto da Urca, com o mar logo ali, como se observasse.
Foi no segundo evento que a vi.
Letícia.
Nada nela chamava atenção de imediato — e talvez fosse isso. Enquanto o resto gritava presença, ela permanecia. Morena clara, cabelos soltos, um livro aberto nas mãos como se fosse uma extensão do corpo.
Clarice Lispector.
Aproximei-me sem estratégia. Apenas curiosidade.
— Você lê no meio disso tudo?
Ela levantou os olhos, demorou um segundo antes de responder.
— É o único jeito de não desaparecer.
Sorri.
— E funciona?
— Às vezes. E você? Toca para aparecer ou para sumir?
Não respondi. Pela primeira vez em dias, não havia resposta pronta.


Naquela noite, o show aconteceu como sempre.
Luzes. Som. Gente. Movimento.
Mas algo havia mudado.
Eu tocava — e sabia exatamente onde ela estava.
Na lateral do palco.
Olhando sem pressa.
Não como quem admira.
Mas como quem analisa.


Depois, ela me esperava.
Sempre com um livro diferente.
Bukowski.
Pessoa.
Florbela.
Não me oferecia o corpo primeiro.
Oferecia linguagem.
— Leia isso — dizia, abrindo uma página ao acaso.
Eu lia.
Às vezes entendia. Às vezes não.
Mas entendia ela.


Caminhávamos pela orla como se não houvesse destino.
Falávamos de coisas que não cabem em conversas rápidas:
amor que não se sustenta
verdades que chegam tarde
gente que finge sentir
Ela já tinha amado um poeta.
— Ele escrevia bem — disse —, mas mentia melhor.
— E você sabe a diferença?
Ela me olhou como quem já decidiu.
— Sei quando alguém usa palavras para esconder. E quando usa para sobreviver.


O beijo não veio por impulso.
Veio por acúmulo.
Lento. Contido. Preciso.
Como se ambos soubéssemos que aquilo não era começo —
era intervalo.


Na segunda noite, me levou ao apartamento.
Ladeira do Leme.
Um quarto simples, mas habitado. Livros espalhados. Discos antigos. Um silêncio confortável.
Fizemos amor.
Sem pressa.
Sem espetáculo.
Havia desejo, claro. Mas havia outra coisa — uma tentativa de tradução.
Ela dizia coisas durante o ato.
Frases soltas, quase literárias.
Como se estivesse escrevendo enquanto sentia.
E eu respondia do único jeito que sabia: ficando.


No dia seguinte, escrevi algo no livro dela.
“A Hora da Estrela”.
Não foi um gesto pensado.
Foi necessidade.
“Você carrega o mundo como quem não percebe que ele já é seu.”
Ela leu.
Não reagiu.
Apenas guardou.
Como quem entende mais do que diz.


Na última noite, toquei diferente.
Menos intensidade.
Mais precisão.
Quando comecei “Tocando em Frente”, nossos olhos se encontraram.
E ali ficou claro.
Não havia continuidade possível.
E, pela primeira vez, isso não doeu.


Na despedida, ela não chorou.
Me abraçou com calma.
— Você é como os livros que não terminam bem — disse.
— Eu gosto desses.
Assenti.
Porque também gostava.
---
Voltei para o caminhão em silêncio.
Boca me olhou, sem perguntar.
— Foi diferente?
— Foi mais.
Ele riu, como quem já sabia.


Seguimos estrada.
Mas o que ficou não foi o corpo dela.
Nem a voz.
Foi outra coisa.
A sensação rara de ter sido lido
antes mesmo de tentar me explicar.

Os pensamentos vagueiam com nossa imaginação, chegamos ao ponto de conversarmos com eles e daí surgem um maravilhoso papo com o eu interior, que rompe o mundo exterior numa façanha surreal!

O amor é como o sol: tem muitas utilidades, ilumina e aquece… mas, quando chegamos perto demais, ele queima.

“Chegamos ao ponto em que o silêncio virou a forma mais respeitosa de dizer ‘você é linda’.”