Paragrafos de Amor
A vida nunca mais poderá ser a mesma. Tudo muda. Transforma. Mas, o amor... o amor sempre será o mesmo.
"Ah o seu amor, meu doce pecado.
Pecado do qual não quero ser perdoado.
Um doce amor com o gosto amargo.
O seu amor, o nosso amor que nunca foi seu.
Amor leviano, que desde sempre, só a mim pertenceu.
Amor jogado, amor largado, com gosto de fel.
Amor estranho, doce pecado, que me leva do inferno ao céu.
Amor salgado, que transforma o amargo no mais doce mel..."
Como um barco me lanço ao mar.
Mar de amor.
Amor de amar.
Como um barco naufrago nesse mar de solidão.
Mar e tormenta, que em saudades, afoga o meu coração.
Mar salgado
Nas marés tenho te lembrado.
Maré que me traz à boca um gosto amargo.
Mar de águas gélidas em que o meu pensamento se afunda.
Águas que, a minha felicidade, com tristeza inunda.
Perdido, no fundo frio, me encontro na escuridão.
Das fossas, a mais profunda, é certo; a solidão...
Amar-te é um crime em que a punição é o meu próprio amor.
Amor sem pudor.
Amor que, condena o coração à solidão e dor.
Amor que, por ti, a pena é perpétua.
Amor que, em meu sonho, um pesadelo desperta.
Ah mulher...
Amar-te é guerra, guerra onde não existe paz, não existe trégua.
Guerra onde não existe lei, não existe regra.
Guerra em que, batalho todos os dias.
Guerra a qual, o campo de batalha é a minha vida.
Guerra em que, quando olho em seus olhos se faz um canhão e com imensurável poder de fogo destrói meu coração...
"Pedaço de paz é a felicidade.
Pedaço de mim, em ti, é metade.
Pedaço de amor é solidão na verdade.
Pedaço do bem é a maldade.
Pedaço da calma é o fim de tarde.
Pedaço da alma é a simplicidade.
E eu por inteiro, sou só saudade..."
"Volto a anos atrás.
Imensurável alegria, tais lembranças me traz.
Quando o amor mútuo, a ambos satisfez e hoje não mais satisfaz.
Ilusões, desilusões, falsas ou reais?
No fim, tanto faz.
O importante é a felicidade, que até mesmo, os falsos amores nos traz.
Falando em ilusões, a felicidade é a mais intensa das tais.
Pois não existe felicidade sem amor e não existe amor sem a calma que o teu beijo me traz.
Tento ver meu futuro mas só olho pra trás.
No passado, se faz minha prisão, em um olhar que fez e que faz, com que minha vida não me pertença mais.
Queria voltar, a cada noite mais, a anos atrás..."
"Eu fiz juras de amor.
Eu fiz juras por esse amor.
Eu jurei que traria dor.
A quem me prometeu amor.
E todo esse amargor?
Que rega um sentimento que, dia após dia murcha, como uma flor.
À tua vida eu queria trazer cor.
E a minha vida se torna preto e branco, sem teu amor.
Todos os gostos, as delícias, sem teu beijo, perdem o sabor.
Por você, por nós eu voltaria e faria, juras de amor..."
Eu devo estar louco.
Minh'alma, ébria de amor, engana meu corpo bobo.
Passo sufoco.
As cores da minha vida, se esvaem, pouco a pouco.
Tudo ao meu redor, preto e branco, lembra-me de ti, socorro.
Me sinto um tolo.
Por crer que, minha sede de paixão, morreria nas águas do seu poço.
Não me perdoo.
Por deixar-lhe voltar de novo.
Tenho um nada de zelo e ti, age com dolo.
Pois quando a saudade, à ti, grita meu nome, tu vens à mim, com gosto.
E eu parvo, outra vez, com o coração suplicando, te perdoo...
Minha pretensão, crer que um dia esse amor teria um ócio.
A religião pode até ser a droga do povo, mas é seu amor, o meu ópio.
Quando meu corpo, em estado de morte, minh'alma, há de barganhar com o próprio diabo.
Minha punição? Preso na eternidade daquele seu primeiro olhar, meu purgatório.
Sem um advogado, sem defesa, nada de contraditório.
Não era um tribunal, era um circo, um palco, um auditório.
Não haveria justiça, apenas mais um show, vexatório.
Onde aplaudiriam com desdém, um mundo ilusório.
A inexistência de felicidade, entre nós dois, era notório.
Deus abandonara-me naquele interrogatório.
E Lúcifer, em seu papel de juiz, condenara-me, com meu sonho simplório.
O meu crime? Crer que um dia esse amor fosse nosso, crer que um dia teria um ócio..." - EDSON, Wikney
"Em nosso desespero, tentamos plantar uma amizade, no campo em que o nosso amor morreu.
Amizade proibida, em que a todo instante, no lugar de um simples abraço, desejarei o teu corpo no meu.
O que seria de mim, vislumbrar-lhe e não ganhar um beijo seu?
Sabe que nunca existiria uma amizade entre nós, porquê no seu amago sabes; o seu amor sou eu.
Eu fiz o que podia, infelizmente não deu.
Viu frieza em mim, mas se sou tão frio, porquê a sua ida, em mim tanto doeu?
Punição, penitência? Na escuridão da noite roguei pelo pecado de sua pele, e no alto de seu pedestal, castigou-me feito Deus.
Já esqueço-me dos sonhos, que um dia seriam seus.
A chuva cai e o mais intenso desejo inunda o meu eu.
Fito o campo fértil e percebo, que ali nada floresceu.
Talvez seja pelo sal em minhas lágrimas, que rega e torna infértil, o solo feraz em que o nosso amor, morreu..."
"Existe mais razão nas palavras de um ébrio, mais sanidade nas palavras de um louco, que amor no coração de uma mulher..."
