Parabéns pelo Nascimento do Filho

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Os limites fazem parte da nossa vida desde o nascimento.
Eles são, de fato, necessários para a nossa jornada.
Mas a autolimitação, na maioria das vezes, é diferente.
Ela se liga à autosabotagem e acaba nos prejudicando.
E atrapalha diretamente o nosso crescimento pessoal.

A minha vida é um grande livro de histórias. E eu sei que, na página do seu nascimento, o meu capítulo terá que se encerrar. Mas, em vez de fechar o livro para sempre, eu me transformarei em uma estrela na capa, para que eu possa, de lá, brilhar e iluminar todas as páginas que os meus quatro outros filhos irão escrever. O meu último suspiro de vida será a primeira e mais bela respiração de uma nova vida. E a minha ausência, no chão, será a luz que os guiará no céu.

A vida não é o nascimento,nem o ponto de chegada, umas é o caminho e o trânsito, portanto, cada passo seu, cada respirar no hoje é a sua verdadeira vida.

Na soteriologia Armínio-Wesleyana, o Novo Nascimento ou regeneração define-se como a mudança interior e instantânea executada pelo Espírito Santo. Mediante o arrependimento e a fé, essa obra divina anula o domínio do pecado original e infunde na alma a vitalidade de uma nova vida santa e amorosa.

Na providência divina, a oposição de Penina despertou o clamor de Ana, culminando no nascimento de Samuel. O sofrimento temporário, sob o olhar presciente de Deus, frequentemente atua como instrumento pedagógico e catalisador para o cumprimento dos Seus desígnios na história da salvação.

"Nenhuma imensidão de trevas é capaz de resistir ao nascimento de uma luz. Assim como uma pequena faísca vence a floresta mais sombria, um lampejo de fé é o suficiente para dissipar o vazio e iluminar o sentido da nossa existência."

25/12/25


Caminhos de luz



É Natal
É o nascimento do Menino Jesus
É para a vida, um novo olhar
É seguir caminhos de luz

Ode ao Cantor Milton Nascimento
(diagnosticado com demência)


A canção "Caçador de Mim",
eternizada em tua voz,
Milton,
não é apenas música,
é um chamado...


Cada nota tua
é um rio que corre
nas veias do tempo,
uma prece que me atravessa
sem pedir permissão....


Na tua garganta vive o mistério:
um canto que vem de longe,
das serras, das Minas Gerais,
da alma coletiva
de um povo inteiro...


Quando cantas,
as fronteiras desmoronam,
o silêncio se curva,
e o coração humano
descobre morada...


Tua voz não cabe no corpo:
ela é ponte,
ela é voo,
ela é chão fértil
onde a poesia floresce...


E eu, ouvinte pequena
diante de tua grandeza,
me deixo encontrar
pela canção que me encontra...


Sim, Milton,
tu és o eterno
Caçador de Mim...


Tua voz, Milton,
não canta:
rasga o silêncio.
É fogo e mar,
tempestade e ternura,
um trovão de Deus
no ventre da Terra....


Quando entoas "Caçador de Mim",
a alma é arrancada do peito,
o coração se ajoelha,
as feridas se abrem
e, ao mesmo tempo,
cicatrizam em tua canção...


Tu não pertences a ti,
tua garganta é território sagrado,
onde a dor e a esperança
se encontram sem máscara...


Teu canto é flecha certeira:
atravessa o corpo,
esfacela certezas,
recolhe os cacos,
e os transforma em oração...


Milton, tu és
mais que cantor:
és sopro de eternidade...


Milton,
ao ouvir tua voz,
sinto que algo dentro de mim
se abre como janela ao vento...


"Caçador de Mim"
não é só melodia:
é abraço invisível
que me encontrou
onde eu pensava estar só...


Teu canto traz lembranças
que nunca perdi
e saudades
de um tempo
que ainda não encontrei...


É como se tua voz
fosse colo de mãe,
regresso à infância,
promessa de futuro
e descanso no presente...


Quando cantas,
meu mundo se acalma,
o tempo desacelera,
e a alma se reconhece
em sua própria luz...


Milton,
tua canção é morada.
E nela,
meu coração aprende
a permanecer...


Gratidão por existir!
✍©️@MiriamDaCosta

* O Dia Nacional 🇧🇷 da Poesia
é comemorado em 14 de Março homenageando o nascimento do poeta baiano #CastroAlves, o "Poeta dos Escravos".
A data celebra a arte de escrever em versos,
a sensibilidade e a importância da literatura
na cultura, embora outra data (31 de outubro) tenha sido oficializada posteriormente.*


Os que "negam" a poesia


Sempre desconfio
daquelas pessoas muito práticas,
muito racionais,
muito seguras de si,
que, ao ouvir a palavra poesia,
apressam-se em declarar:


“Isso não é a minha praia.”
“Poesia não é para mim.”


Há ainda os mais severos,
os que dizem sem pudor:


“Poesia é coisa estúpida.”
“Bobagem de sonhadores.”
“Coisa de gente triste
ou depressiva.”


Talvez eu esteja enganada…
mas desconfio profundamente
que são justamente esses
os que mais se reconhecem
na poesia
quando a solidão
fecha a porta do mundo
e os deixa a sós
com a própria alma.


Nesses instantes silenciosos,
onde ninguém observa,
eles leem um verso,
escutam uma canção,
ou tropeçam numa palavra
e sentem algo
se mover por dentro.


Mas jamais confessariam isso.
Jamais!
Preferem manter
o orgulho intacto
e o coração trancado.


Que tolice…
Ainda não perceberam
que os poetas
(seres abençoados)
sempre souberam
de um segredo antigo:


a poesia é também um espelho,
mas um espelho estranho,
onde a alma se vê
antes mesmo de saber
que estava se olhando.


E diante dele todas as almas,
as sensíveis e as endurecidas,
as luminosas e as sombrias,
acabam, inevitavelmente,
por se refletir.


Porque a poesia
não pertence
apenas aos poetas.


Ela pertence
àquilo que em todos nós
ainda lembra de sentir
pulsar.
✍©️@MiriamDaCosta

A CASA DO CAMINHO E O NASCIMENTO DA PRIMEIRA IGREJA EM JERUSALÉM.
Entre os anos 34 e 35 da era cristã, logo após a ascensão de Jesus Cristo aos planos superiores, delineia-se um dos momentos mais decisivos da história espiritual da humanidade. Não se trata apenas de um episódio histórico, mas de uma transição ontológica profunda, na qual o ensino direto do Mestre cede lugar à responsabilidade viva dos discípulos. Nesse intervalo singular, emerge a chamada Casa do Caminho, núcleo inaugural da primeira igreja em Jerusalém, constituindo-se como expressão concreta e operante da Boa Nova.
Os quarenta dias posteriores à crucificação possuem densidade espiritual ímpar. Nesse período, o Cristo ressurgido não apenas consola os corações aflitos, mas realiza uma obra de reorganização psíquica e moral em seus seguidores. Suas manifestações assumem caráter pedagógico, fortalecendo a fé, dissipando o temor e preparando os discípulos para a autonomia espiritual. Sem essa intervenção metódica, o movimento nascente sucumbiria à dispersão, diante das pressões religiosas e políticas do contexto. Há, portanto, um cuidado estratégico e providencial na forma como o Cristo conduz a transição de sua presença física para a atuação invisível.
Após a despedida no Monte das Oliveiras, conforme descrito em Atos 1:11, os discípulos retornam a Jerusalém e se reúnem no cenáculo, tradicionalmente associado à última ceia. Ali se encontram Simão Pedro, João, Tiago, além de Maria e outros membros do círculo íntimo do Mestre. Esse agrupamento constitui o embrião de uma comunidade espiritual organizada, sustentada por vínculos de fé e compromisso moral.
É nesse ambiente que se configura a primeira manifestação da Casa do Caminho. Sob a coordenação inicial de Pedro, o grupo estabelece encontros regulares marcados por oração, cânticos, leitura das Escrituras e rememoração sistemática dos ensinamentos do Cristo. Surge, então, a fraternidade conhecida como “os do caminho”, expressão anterior à designação “cristãos”, adotada posteriormente em Antioquia.
A Casa do Caminho não se restringia a um espaço físico. Era uma instituição dinâmica, integral e profundamente funcional. Operava como escola espiritual, posto de socorro, abrigo, oficina e núcleo de culto. Ali se exercia a caridade concreta, com partilha de alimentos, vestimentas e cuidados aos enfermos, além da manifestação de dons espirituais. Essas ações, porém, não eram fins isolados, mas instrumentos pedagógicos para a transformação moral. O auxílio material tornava-se via de acesso ao despertar da consciência.
Tal metodologia revela compreensão avançada da psicologia humana. O socorro imediato criava abertura para a assimilação dos valores espirituais. A caridade não era apenas virtude, mas método de elevação gradual do ser.
À medida que a reputação da Casa do Caminho se expandia, crescia o número de adeptos. O ambiente moralmente elevado atraía tanto necessitados quanto buscadores de sentido existencial. Consolida-se, assim, a primeira igreja de Jerusalém, não como instituição dogmática, mas como organismo vivo de fraternidade.
Essa realidade é descrita na obra Paulo e Estêvão, onde se observa o intenso movimento de assistência e a organização progressiva da comunidade cristã primitiva.
No que se refere à liderança, embora Pedro exercesse a coordenação prática, registros indicam Tiago, o Justo como dirigente formal da igreja em Jerusalém, conforme relatos preservados na História Eclesiástica. A liderança apresentava caráter colegiado, sendo Pedro, Tiago e João reconhecidos como “colunas” da comunidade, segundo Gálatas 2:9.
Outro marco decisivo é o Pentecostes, descrito em Atos 2, interpretado sob a ótica espiritual como manifestação mediúnica coletiva, evidenciando a continuidade da orientação do Cristo por vias invisíveis.
A Casa do Caminho, portanto, não foi apenas o primeiro templo cristão, mas o paradigma da vivência evangélica autêntica. Sua essência residia na integração entre fé, trabalho e caridade, sem formalismos excessivos, mas com profunda substância moral.
Ao revisitarmos esse período, compreendemos que o Cristianismo nasceu como experiência vivida de fraternidade. Antes de qualquer formulação teológica, havia a prática concreta do amor.
E é nesse retorno às origens que surge uma exigência silenciosa e inevitável. Não basta a identificação nominal com o Cristo. Torna-se necessário reconstruir, no íntimo e nas ações, a mesma Casa do Caminho, pois somente aquele que transforma a caridade em prática constante e o Evangelho em conduta efetiva torna-se legítimo continuador da obra iniciada em Jerusalém.
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"A morte é apenas o outro lado do nascimento. A pessoa morre aqui e nasce no além, e vice-versa. A morte é apenas uma porta. De um lado se entra, de outro se sai."

⁠O novo nascimento, ocorre no nosso homem interior, uma recreação uma mudança de natureza😉.

A dor se torna eterna quando lhe negamos o ofício de parteira para o nascimento de uma versão superior de nós mesmos.

No dia do meu nascimento, eu não apago velas — eu acendo fogueiras sob os pés dos tolos, enquanto meus aliados juram lealdade eterna. Parabéns a mim, o arquiteto do caos calculado.

O nascimento é a porta de entrada; A vida, a passagem; A morte, a porta de saída.

A vida é um filme sem roteiro entre o nascimento (começo) e a morte (fim).

A vida é o resultado do amor entre o nascimento e a morte.

Nascimento é entrada;


Vida é passagem;


Morte é saída.

O nascimento é o surgimento da existência, e a morte é o fim dessa existência.


A vida é um loop eterno entre esses dois lados.


O nascimento e a morte são duas ilusões, pois o que prevalece e é eterno é a vida. A vida nada mais é do que uma consequência constante entre o nascimento e a morte.


O fim é o início, e o início é o fim. Nascemos para morrer, e nascemos da morte. A vida é eterna.

Somos a vida,
Frutos do amor eterno entre o nascimento e a morte.