Parabéns de fim de Curso
Infância balaio
No paiol das minhas memórias
ainda debulho sonhos
dedilho loucura
invencionice pura
moagem literatura
abundância balaio
ainda transborda vertigem
importância tamanha
aproxima boca manga
carne devorada alada
Sobrevoo livre
as bolinhas de gude
do maninho Roberto
ainda quicam nos meus olhos
fascínio nas dobras do tempo
Em tempo, a menina ainda me nina!
Nosso mantra
Imersão introversão...
uma versão nova de mim
submissão coração...
afinando sonho intuição
dedilhando canção!
melodia poesia cantoria...
Um “acorde” musical
percorre rotas...
as mais secretas
em notas discretas abissais...
labirinto abismo batismo
batismo em minhas águas profundas
gruta que se ilumina... ao tato...
entremeada pelo “lençol sanguíneo”
minas preciosas apontam
um iceberg se desenha...
tesouro à vista!
para quem tem coração nos olhos...
sorriso sonho mão oração!
nosso mantra em comunhão...
Aprendiz passarinho
Chão acolchoado capim...
céu colchão nuvem sonho
Aprendiz de voo “passarim”...
Somos asas carinho ninho
caminho céu chão nuvem capim
Vai e vem sem fim...
Alecrim jasmim “cherim”
essência poesia estesia...
sonho sertão coração
capim chão caminho céu nuvem
ninho me fiz...
sou ninho carícia silêncio
ninho nuvem plumagem...
nudez roupagem passarinho
aragem passagem nuvem
“passarinhar” é minha sina
onde dobram os meus sinos
e minhas asas se abrem...
Amém!
Sonho em prosa...
Sonho estrada no céu...
voo no mar...
mergulho na terra...
Sonho janela sorrindo pro sol...
Suspirando pra lua...
Piscando pra estrela...
Sonho chuva derramando ternura...
Sol esquentando poesia...
Poesia cutucando coração...
Palavras envolvendo pele...
Pele arrepios delírios...
Delírios ao som chuva caindo...
Sonho noite carícia de chuva...
Chuva ternura entre mim e você...
Um rio se abre em nossas bocas...
Bocas caladas... inundadas!
Dadas a encontro nossas almas...
Almas tecendo verso e prosa...
Prosa nossa em versos vivos!
No começo sempre vai ser dificil você irá ter muitos erros, mais tenha calma isso é normal, no caminho vai aprender cada vez mais, e no final quando conseguir vai ver que apenas foi um aprendizado e vai saber a forma de conquistar tudo denovo caso precise recomeçar.
Sonhos e voos...
Enquanto “ocê invem”...
vou inventando você dentro e fora de mim...
Um caminho de passarinho “avuano”
ainda sem asas...
pois, é no voo que se aprende a voar...
é preciso acreditar e pular para o voo
que ainda está escondidinho dentro da gente...
é necessário encarar o medo...
e encorajar o voo a nascer... “avuar” amar...
no ar do coração...
onde moram os sonhos bebêzinhos...
com suas asinhas em
penugem plumagem de
sonhos revestida...
Uma investida tida como um sopro do Deus Amor que
mora dentro da gente...
A ESTAÇÃO
Estação de Cabo Branco
Niemeyer projetou
Fica em João Pessoa
Paraíba conquistou
É um palco da ciência
E também pra ter vivência
De um tempo que amou
APARIÇÃO
vez ou outra, você vem
suporte sonho...
você volta
nas “voltas que o sono dá”...
(Re)surge envolto em luz!
sem noite marcada...
sem telefonar 84041488
sem interfonar casa 9
sem avisar...
(Re)encontro inusitado!
“Em paz”... como combinamos
na despedida dessa vida
livre como sonhamos...
“- mãe, voltei a estudar,
estou aprendendo tantas coisas... “
uma vez você veio...
só para “aquele abraço de alma”...
que nos “(re)ligou” de novo
por todas as eternidades e vidas
passadas, presentes e futuras...
Venha, sempre, filho!
ligação eterna...
nas ondas vibração amor
contemplação etérea
somos nós...
templos!
NA "CACUNDA" DO SONHO
Na “cacunda” da utopia,
caminho... voo... mergulho...
imersão sem submissão
uma nova versão!
sonho subversão...
Atrelada ao sol velejo
atiço céu com estrelas e lua
do avesso pinto a vida
Aquarela debruçada
ajoelhada no céu
altar inventado!
A oração é poesia
de coração para coração
na mão, rosário gratidão
veste minha alma desnuda
na “cacunda” do sonho
somos criaturas de amor
Um na “cacunda” do outro
somos alados e amados!
EM FANTASIA
A fantasia induz sonho...
sonho dormente nas dobras luz
reluz cor brilho estrela
a memória corre solta
em imaginação coração
Tua voz ainda canta
ouvidos silêncio encanto
saudade invade macia suave
suavidade avassaladora
terremoto às avessas
somos vestes um do outro
vestidos de luz à meia luz...
inventamos um ao outro
em voz sussurro silêncio
grito silencioso
se faz e nos (re)faz
Beiramos a graça
Beiramos a desgraça
Beiramos o fim
E quase nunca nos afastamos do começo
Somos inquilinos dos nossos próprios medos
Somos doutores das nossas próprias dores
Somos metade do nada
E as vezes pedaço de tudo
Somos temporal e atemporal
Atravessamos linhas insensatas
Só para dizer nada
Somos a controvérsia que nunca respondemos
Somos o jeito rude do lenhador e a delicadeza da bailarina
Somos uma condução de eletricidade
Mas morremos por simplesmente termos tristezas profundas
A dor é compartilhada no silêncio
O medo é a distância da coragem
Assim como estamos distantes do passado
Mas perto do futuro
Ardendo em chamas
Procurando encontrar luz
A luz que se perdeu naquela noite
Que você partiu
Eu sou a minha própria vela
E continuo vagando em minhas próprias perdas....
DE "ALMAS DADAS'
Em minha cabeça,
uma “rudia” de sonhos...
aninham e ninam coração
grávido de palavras...
Minha alma feita de eternidades
continua a peleja de roçar na tua...
Eternidade de literatura e urdidura...
perdura na lua de luto e de luta...
“Luto” por todas as idas e lutas...
uma labuta com a batuta do Poeta
Onisciente e Onipresente...
presente até na ausência
e na saudade de ti...
sem ti... senti tua alma e a minha
na palma da mão ...
Seguiremos de “almas dadas”...
De Dália
Sandália de dália enfeitada
para a caminhada nas nuvens
pés de asas enfeitados
nas mãos um rosário de estrelas
para iluminar o céu
no peito um véu
acaricia o camafeu
com o retrato teu
nas costas o sol nasceu
raios em fios desceu
nas coxas floresceu
o ventre (re)nasceu
nos braços de Morféu
sono sonho acordo
acordo sono sonho
sonho acordo sono
ao som da sua flauta doce
sou menina moça sonhadora
meu flautista da noite e do dia
A melhor forma de conquistar alguém seria em sinceridade, e com total transparência falar de fidelidade, Somente belas palavras podem ser fatalidade, quando as reais intenções não condizem com a verdade!
😉
Eu tive um sonho. Vi uma bela casa em Margate, uma edificação grande e branca com vista para o mar e o céu azul. Um pedaço do paraíso. Eu vi aquela vista e pensei comigo mesmo: ''Alfie, o que você está fazendo? Por que não vende todos os gramas de ouro, todos os barris de rum e compra um pouco de tempo? Estou precisando comprar um pouco de tempo para mim. Então, é isso... Margate, céu azul e paraíso.
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