Para uma Amiga que Gosta de Carros

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Sentada no parapeito da janela do andar mais alto do prédio mais alto da cidade. Observo os carros passando lá embaixo. Balanço as pernas e sorrio ao ver o quão frágil a minha vida é. Basta um salto e tudo o que eu (des)construí ao longo da minha existência está acabado, estatelado lá no chão. É cômico perceber como toda a minha vida pode se basear numa única decisão.

O índio brasileiro não quer morar em tocas hoje, é moderno.
Dirige carros importados, a maioria tem carros 4X4, computador a bordo e é bilíngue
Forma-se em agronomia e pedagogia.
Não tem canoas, tem barcos caros e avião.
É político.

⁠Seja no beco ou seja na praça
Os carros me sugam com a sua fumaça
Não sei se é abril, fevereiro ou março
No tempo eu esbarro, da vida disfarço
Asfalto de rua, tampa de bueiro
Sem uma cama e sem travesseiro
Durmo com medo e acordo cansado
Não tenho futuro, eu vivo o passado

No dia que o homem perceber que celulares, computadores e carros não são alimentos, dará mais importância a uma árvore.

Olhando as estrelas...
Nada no espaço fica parado no lugar!
A Terra se move, os carros na estrada...
Eu dentro de um deles, corro mais só pra te encontrar!
Olhando o relógio, o tempo não passa quando me afasto de vc!
Mas se derrepente ele fica apressado e as horas disparam,
É só pq te encontrei!
E aí tudo muda, olhando pro céu!
E aí tudo muda... eu penso em você e eu!
Nos seus braços sempre me esqueço de tempo, espaço, e do fim!
Tudo é relativo, quando te fazer feliz, me faz feliz!

Se a história for sempre assim...
Melhor pra mim!

Difícil não é ficar rico, comprar alguns carros bonitos e comprar uma bela casa! O difícil mesmo é viver acima dessa mediocridade.

Aos meus filhos, nada dei.

Não dei casas não dei carros

não dei casacos de cabedal nem telemóveis de marca.

Não lhes dei sequer alimentos exóticos,

paladares requintados nem viagens pelo mundo.

Dei-lhes apenas um teto de Sol

um colchão de sonhos

alimentos para a alma

palavras e silêncios.

Dei-lhes ouvidos e atenção.

Dei-lhes um livro em branco

e as competências para o escreverem

com as suas próprias mãos.

Na minha época tudo era feito para durar, os móveis, os carros, os eletrodomésticos o amor, a amizade. E quando estragava, a gente remendava, costurava, reformava. Hoje não, hoje tudo é deixado de lado, jogado no lixo, tudo tem que ser novo, mesmo que seja frágil, que não valha a pena. Saudade de quando a vida passava mais devagar, as coisas tinham valor e sonhávamos com um tempo onde o mundo seria melhor para todos, este tempo que nunca chegou e deste jeito nunca chegará.

Adoro carros de luxo, mas meu fusca é inesquecível, nele rolaram grandes paixões.

"Passam carros, passa gente,
Passa ônibus e lotação.
Passa o lixeiro, o papeleiro,
A ambulância e o bombeiro.
...
E o sossego que eu preciso
Pra aquietar o meu juízo,
Distancia e segue ausente
Desta insana animação."

⁠Jogados à sorte do sol que procuram,
promovem jornadas de campo e de praia...
Arrancam nos carros, lá vão prá gandaia,
rumo ao desencontro daqueles que aturam.

Alugam-se quartos, parques de campismo,
ocupam-se as casas em tempo de férias...
jogados à sorte, são tantas as lérias
que fazem do povo um hino ao turismo.

Cozem-se mariscos, bebem-se cervejas,
jogados à sorte, durante a viagem...
Param no caminho, vão ver a barragem,
motivo de tantas e tantas invejas.

Nas festas d'aldeia voltam às raízes,
levam as crianças na palma da mão...
Vão ver os velhotes que ainda lá estão,
jogados à sorte e são mais felizes.

⁠Pela força do seu trabalho, temos comida em nossas mesas, combustível em nossos carros e vida em nossa terra.

⁠RUSH

Quando passei nas Andradas
Uma quinta-feira dessas
Caminhando com pressa
Vi os carros parados
Olhando pros lados
Ansiosos
Rosnando.

E no meio da rua
Um mulato vestindo verde
Com a carne nua
Sangrando
Morto.

E nas calçadas, nos andaimes
Doze menos um operários
Todos temporários
Trabalhavam.

E os caros com pressa.
E o mulato não saiu.
E como não saiu,
Passaram.

Poesia Urbana

Eis eu aqui entre os carros vendo o mundo pela janelinha embaçada.
Pessoas passam por mim, vejo o lixo nas guias. A correria diária desta gente.
Vejo também olhos perdidos; Olhos perdidos como os meus...
O que será que esses olhos perdidos procuram...

Portugal a arder, mais um verão repetido,
Bombeiros voluntários sem descanso, sem abrigo.
Carros velhos, mangueiras rotas no caminho,
Mas são eles que seguram o país sozinho.


Enquanto isso, férias no estrangeiro,
Primeiro-ministro e presidente sem roteiro.
Na serra o povo luta contra o fogo verdadeiro,
Sem apoio, sem verba, só suor por inteiro.


[Refrão]


É o povo que apaga, não é o poder,
São vizinhos, bombeiros, que dão pra valer.
Do Minho ao Algarve, todos a sofrer,
E quem devia agir tá difícil de ver.


Nas aldeias a sirene não para de tocar,
Idosos a correr, casas prestes a queimar.
Falta água, falta gente, falta tudo no lugar,
Mas sobra coragem pra não abandonar.


Prometem milhões no parlamento a falar,
Mas no terreno é sempre o mesmo a faltar.
É sacrifício humano que não dá pra negar,
E cada chama acesa custa um lar pra salvar.


[Refrão]


É o povo que apaga, não é o poder,
São vizinhos, bombeiros, que dão pra valer.
Do Minho ao Algarve, todos a sofrer,
E quem devia agir tá difícil de ver.


Portugal resiste, mesmo a ser esquecido,
É força popular contra um Estado adormecido.
Entre cinzas e fumo, o retrato é sabido:
Quem salva a nação nunca foi protegido.


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Asoro ouvir músic alta, curto os sons de carros, bares.


@VivaMusica

Viva pensando em carros super potentes.


@GustavoFerrari

Mais e mais carros
Mais e mais chuva
Mais e mais cachos
Mais e mais uvas

Ler sobre carros e direção defensiva não te ensina a dirigir, assim como assistir o êxito alheio não te faz vencedor. Dirija sua vida, escreva sua história e seja protagonista das suas conquistas e vitórias.
Insta: @elidajeronimo

A diferença entre carros e motos em auto-estrada está no fato de que os carros têm origem, também destino. Surgem sempre de algum lugar e aqueles que os dirigem sabem para onde vão. Já as motos, não. Não existe um ponto de onde saem. Elas são aparições repentinas em qualquer estrada. Motos, pra dizer a verdade, são fantasmas. Surgem do nada, em alta velocidade, vão para o nada, e dispostas a tudo. Inclusive a nos transportar também para o nada, na companhia de seus pilotos que parecem não ter nada a perder...