Para que Tanta Mentira Magoa e Dor
A dor nasceu da precipitação, relaxe com belas doses de camomila, doce é o olhar do amor que em ti somente repentina.
Faça sempre bom uso das larguras e comprimentos, não tendo medo da dor de carregar os sacos, alguns dizem: sacros.
Não somos iguais e, nossa dor pode ser a mesma, já que o equilibrio é chamado de colabração, podemos sair do vão.
Espero que todo elogio seja minha dor já estabelecida, pela graça divina, do tempo que não é sina e em ti sorvinda.
A provocação é de grande monta, pra ajustar a própria dor, um aprendizado de ensino pra se olhar, edificando a interdependência do situar.
Se colocar no lugar do outro, é uma necessidade, pra não confundir ninguém, causando a dor do desgosto, materializado no ser, esse, capaz de dissolver a ignorância dos dias, pela alegria das empatias.
Nunca diminua ninguém, e, se não compreender o caminho de dor do outro, peça sempre pra ele o compreender. E não se fixe em quem só o deve aprender sozinho.
“A Dor da Lágrima”
Existe uma dor silenciosa:
a dor da lágrima que não caiu.
Ela pesa no peito, aperta a alma,
mas não encontra caminho pelos olhos.
Sinto a dor, mas não fica roxo.
Fui machucado, mas não cicatriza.
A vontade vem, mas o choro desfaz.
Algo triste me incomoda:
a ausência de um velho amigo,
que tanto me ensinou.
Hoje me bloqueou... e, por fim,
sinto a dor da lágrima —
aquela que não vem.
Há dores que não aparecem,
não deixam marcas na pele,
mas pesam no peito
como se carregassem silêncio.
É estranho sentir falta
de quem ainda está por aí,
mas distante como se tivesse ido.
E o coração, sem saber o que fazer,
fica esperando a lágrima cair...
mas ela não vem.
E talvez essa seja a maior dor:
quando até o choro nos abandona,
e só resta o vazio
da lágrima que nunca caiu.
A saudade não é dor, é um encanto mágico deixado por alguém possuidor de belos adjetivos e uma alma especial.
Zoccarato 2018 😍😍😍
