Para o nosso Filho Fruto da nossa Uniao
Não me distraio
Do nosso jardim.
Teço mil enredos,
Sublimes, enfim.
Não me culpo:
O desejo brotou
Bem imponente
Como um lírio.
Talvez seja delírio
Ou, apenas poesia.
Não me importo,
Registro em letras
Para que me leves,
E nunca me deixes.
Camponesa de alma,
E também de corpo,
Você é meu solo,
E eu a tua segurança,
Tenho a esperança
- da semente do amor
Que não desiste
De brotar sereno,
E crescer contente.
Não me distraio de nós,
Jamais!...
Semeio letras puras,
Versos incandescentes
Em busca dos beijos
- intermitentes -
Como um riacho em turbilhão
A tomar conta das pedras
Para amansar o teu coração.
Se a até a Lua Crescente
suspensa nosso céu
do Médio Vale do Itajaí
poeticamente encontrou.
Quem não me achou
aqui em Rodeio,
é porque não procurou.
[O Poemário Rodeense
é somente meu,
e foi ele quem te capturou].
Espírito de festa de tribo a tribo
que não permite ser apagado
por ninguém no nosso destino.
Somos acangataras presentados
para alegrar todos os convidados.
A música que ecoa, a cortesia
nos passos e nos espaços,
e tudo os que mantém animados.
Tenho te levado para viajar
por cada herança cultural,
agora sabes da flor nacional:
é o nosso Ipê-amarelo,
e da árvore nacional:
o nosso raro Pau-brasil.
A sua imagem na mente
anda escrevendo detalhes,
nossos ocultos nos lábios,
com totais intensidades.
Doce, se você soubesse
o que imagino viria agora,
sem nenhuma cerimônia,
e sem pressa de ir embora
para aprofundar a história.
Porque manter as aparências
não está na nossa previsão;
crescem as vontades
por mútua desarrumação.
Cheios de amor e paixão,
sem nenhuma distração,
estamos construindo
cenas por antecipação
do nosso romance nacional.
O meu brio encontra o seu,
ambos pantaneiros,
concedidos pelo nosso Deus:
vivemos tempos alvissareiros.
Durante a descida dos andores,
todos com beleza adornados,
os corações batendo feito tambores
ao som do cururu, todos animados.
Com as mãos mergulhando
São João no Rio Paraguai,
eu de Corumbá e você de Ladário,
o meu coração apaixonado,
morando contigo lado a lado.
Contigo não tem sido diferente:
estamos morando um no outro,
ainda protegidos de toda a gente,
esperando o dia certo para anunciar
que viveremos só de amor imparavelmente.
No nosso estuário onírico
do diviníssimo e sutil enleio,
És tu o meu amado pleno
da profunda América do Sul.
És o Cisne-de-pescoço-preto
e portador do meu anseio
de ter o seu amor ainda
que embalado em segredo.
Com o teu cortejo discreto
finjo que não percebo
que está me derretendo.
A minha parte é deixar
que se encarregue da tua,
para que o amor se cumpra.
Diante da vastidão
do nosso mundo,
Com noção de realidade
assumo a pequenez;
e na mansidão busco
residir na real altivez.
Diante daquilo que por
um segundo tenta turvar
a visão e a reflexão --
Nunca presenteio
com imediata reação.
Nem tudo na vida
pede de nós resposta
de igual naipe --
Por não valer o desgaste,
ou para não legitimar
qualquer tempestade.
Não permito jamais que
a arrogância fale por si --
Dou o nome que deve ser
dado sem palco intocado
para quem vive de estrelato.
Espero que você também
faça o mesmo porque
somos o nosso próprio
leal espetáculo sem
precisar de validação,
unidos fortemente
somos pelo coração.
Da Imbuia sagrada
somos sementes
no chão desta Pátria,
Temos história a ser
contada na proporção
que a ancestralidade
se fez dia e noite doada,
e merece ser respeitada.
Nem antes, durante ou depois,
nunca haverá outro Deus
que não seja o nosso Criador,
Em mim para Ele há um
autêntico roseiral de amor,
Quem disser o contrário
é apenas um mero inventor.
O nosso Deus majestoso
é o que origina e dá
forma à todo o tipo de vida,
A Lua Crescente que inspira
e ao amor além dos trinta dias
escrito como autêntica poesia.
Ele é o nosso perdoador,
e o único dominador
dos exércitos que existem
que subjugam os povos
aos piores tipo de dor,
Crer n'Ele garante a proteção
e a vitória ante a qualquer destruidor.
Passaram por nós
o nosso Carnaval,
a Quarta-feira de Cinzas
e as lindas nostalgias,
Não esqueci de manter
vivas as alegrias,
e tudo o que faz
o coração se derreter.
Os sambas deste ano
continuo ouvindo,
Quero acreditar que
o teu amor está
escrito no destino
para deixar a chama
intensa, envolver
e de amor bamba.
Porque se não for por
amor que ao menos
vire um bom samba,
Para não deixar perder
a beleza deste tempo
que é ver pelo caminho
o Jacarandá de espinho
florindo e o teu sorriso
para mim se abrindo.
Que a esperança nos convença a sermos melhores e leve paz a tudo ao nosso redor e além, pois a humanidade merece mais do que o abismo.
Não sei se mereço o paraíso... com certeza, não.
Mas a Misericórdia de Deus disse que não nos abandonaria, o que quer dizer que cabe a nós fecharmos os portões do inferno.
Se soubéssemos ao menos admirar a disciplina dos japoneses como eles admiram o nosso futebol, talvez a nossa primeira derrota não fosse tão vergonhosa.
Nunca há despedidas fáceis, sobretudo daqueles que não tem o nosso sangue, mas tem aquele que o bombeia.
Em tempos tão conflitantes, talvez não haja motivação mais eloquente para regular o nosso tom que o cuidado com o outro.
Porque é justamente enquanto o mundo insiste em gritar, que a forma como escolhemos falar revela quem de fato somos.
Não é tão difícil elevar a voz quando se acha que está convicto, tampouco é raro confundir firmeza com agressividade.
O verdadeiro desafio, porém, reside em sustentar a clareza sem abrir mão da humanidade — em defender ideias sem ferir desnecessariamente quem as escuta.
Até porque quem acha que precisa subir o Tom para sustentar uma ideia, muito raramente tem ideia para sustentar.
Há uma tentação constante em tempos de tensão: a de transformar divergência em inimizade, discordância em afronta pessoal.
Nesse cenário, o tom deixa de ser ponte e passa a ser a pior das armas.
E quando a palavra vira projétil, o diálogo se torna campo de batalha — onde ninguém aprende, ninguém cede, e todos saem, de alguma forma, muito menores.
Regular o tom não é sinal de fraqueza, mas de consciência.
É compreender que, por trás de cada opinião, existe uma história; por trás de cada reação, uma experiência que nem sempre vemos.
O cuidado com o outro não exige concordância, mas exige responsabilidade — especialmente com aquilo que escolhemos amplificar.
Talvez a verdadeira eloquência não esteja em convencer, mas em preservar.
Preservar a possibilidade de conversa, a dignidade do outro e, sobretudo, a integridade de quem fala.
Porque, no fim, não é apenas o que dizemos que nos define, mas a maneira como escolhemos dizer — principalmente quando tudo ao redor nos empurra para o contrário.
Todos os testemunhos importam, mas nenhum é tão eloquente quanto viver segundo a vontade do nosso Pai Amado.
Pois, cada história carrega marcas de superação, aprendizados e cicatrizes que se transformaram em lições.
Há beleza nas palavras que relatam milagres, nas lágrimas que narram livramentos e nas vozes que proclamam gratidão.
Testemunhar é compartilhar a jornada da fé, é permitir que outros encontrem esperança nos caminhos que já atravessamos.
Ainda assim, há uma forma de testemunho que dispensa discursos longos e não depende de plateias atentas.
Viver segundo a vontade do nosso Pai Amado é o testemunho que fala no silêncio das atitudes, na coerência entre o que se crê e o que se pratica.
É quando a fé deixa de ser apenas palavra e passa a ser postura; quando a oração ultrapassa os lábios e encontra morada nas escolhas diárias.
Quem busca viver assim transforma pequenos gestos em pregações vivas, espalha cuidados sem alardes e oferece amor sem cobrar reconhecimento.
Porque o testemunho mais eloquente não é aquele que emociona por alguns instantes, mas o que inspira pelo exemplo constante.
É a vida que, mesmo diante das tempestades, insiste em confiar; que, mesmo ferida, escolhe perdoar; que, mesmo cansada, continua servindo.
No fim, talvez as pessoas esqueçam o que ouviram dizer sobre Deus, mas dificilmente esquecerão o que enxergaram de Deus em nossas Ações e Reações.
Com tantas Guerras descaradamente ignoradas no “nosso” país, não deveria nos sobrar tanto tempo nem disposição
para palpitarmos nas guerras dos outros.
Quem vê a assustadora parte de um povo escolhendo lado em outras guerras, pode até acreditar que não temos tantos conflitos internos para lutar.
Mas temos.
E não são poucos.
São guerras sem sirenes internacionais, sem transmissões ao vivo em alta definição, sem mapas coloridos nos telejornais.
São guerras silenciosas, travadas nas periferias esquecidas, nas filas dos hospitais, nas salas de aula sucateadas, nos lares onde a dignidade perdeu território para a sobrevivência.
Há uma guerra diária contra a desigualdade que normalizamos.
Uma guerra contra a corrupção que denunciamos em ano eleitoral e relativizamos no resto do tempo.
É guerra contra a ignorância cultivada, contra a desinformação compartilhada com convicção e preguiça de checar.
Contra o desalento que transforma cidadãos em espectadores.
Ainda assim, muitos preferem empunhar bandeiras internacionais com a mesma facilidade com que ignoram as trincheiras da própria rua.
Opinar sobre conflitos distantes exige apenas conexão à internet.
Enfrentar os conflitos internos exige caráter, constância e compromisso — três virtudes que não rendem tantos aplausos nas redes.
Não se trata de indiferença ao sofrimento alheio.
Solidariedade é uma grande virtude.
O problema é quando a comoção seletiva vira espetáculo e a indignação terceirizada serve apenas para aliviar a consciência enquanto as mazelas domésticas seguem intactas.
É curioso: somos rápidos para apontar injustiças além-mar, mas lentos para reconhecer que também somos parte — ativa ou omissa — das injustiças daqui.
Escolher um lado em guerras estrangeiras pode até dar a sensação de lucidez moral.
Mas escolher enfrentar as próprias contradições exige maturidade cívica.
Talvez o que nos falte não seja opinião, mas prioridade.
Não seja engajamento digital, mas responsabilidade real.
Porque enquanto gastamos energia demais disputando narrativas globais, há batalhas locais esperando por gente disposta a lutar menos com o teclado e mais com atitudes.
E, no fim, a pergunta que fica é bastante desconfortável: estamos escolhendo lados por consciência… ou por conveniência?
Talvez o nosso único Defeito Perdoável para o outro seja o Silêncio que fazemos para Poupá-lo.
Mas há algo de muito grave nessa empatia espinhosa: sacrificar a nossa Paz para poupar o próximo pode ser nosso Maior defeito.
Pois, há silêncios que parecem generosos…
Eles vestem a roupa da empatia, caminham com passos cuidadosos e nos convencem de que calar é uma forma de proteger — proteger o outro de uma verdade dura, de uma crítica necessária, de uma ferida que nossas palavras poderiam abrir.
Mas existe uma espinha escondida nessa delicadeza.
Quando o silêncio deixa de ser escolha e passa a ser renúncia, ele começa a cobrar um preço alto demais.
Porque, enquanto poupamos o outro de um incômodo passageiro, vamos acumulando em nós aquilo que nunca teve o direito de existir.
E o que não encontra voz quase sempre encontra peso.
A empatia, quando exagera na dose, pode se transformar numa espécie de sacrifício íntimo: abrimos mão da nossa paz para preservar a tranquilidade alheia.
E, nesse gesto que parece tão nobre, às vezes cometemos uma injustiça silenciosa — contra nós mesmos.
Poupar o outro jamais deveria custar a nossa serenidade.
Porque há verdades que não ferem por serem ditas, mas por serem enterradas.
E há relações que não se fortalecem com silêncios, mas com a coragem delicada de dizer aquilo que precisa existir entre duas consciências que se respeitam.
Talvez, no fim das contas, o silêncio só seja realmente um Defeito Perdoável quando não se transforma no lugar onde abandonamos a nossa própria paz.
“O universo sempre coloca as melhores pessoas ao nosso lado para nos dar as respostas que precisamos”.
Vem amor, quero sentir teu calor
Te acariciar e reviver o nosso amor
Faça qualquer coisa näo mereço ir ao doctor
O pessoal, agora acha-me anormal
De tanto amar-te, minha vida corre mal
Veja que estou perdido precisando de assistência
Agora aqui cantando, pedindo em clemência
Que voltes para mim, eu ja ganhei coisnciência
Eu sei que para amar-te é preciso competência
Inteligência, digo e paciência
Quando crianças, nosso maior medo era a ideia de que o bicho papão sairia debaixo da cama para nos assustar. Nossa verdade absoluta era a de que fadas existiam e vinham trocar nossos dentinhos de leite por moedas de 25 centavos. E ansiávamos que o natal logo chegasse para ganharmos presentes do Papai Noel. E de repente crescemos e as circunstâncias fazem-nos ansiar por verdades que venham substituir os nossos medos.
JEOVANIA VILARINDO (Diga-se de passagem)
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