Para o Mundo que eu quero Descer
É a verdade o que assombra
O descaso que condena
A estupidez o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes
O corpo quer, a alma entende
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos...
Necessidade
(30/09/2007)
Eu tenho uma necessidade intrínseca de entender tudo.
Preciso que tudo seja dito nos mínimos detalhes,
Para que eu entenda da forma real tal como ela é
E não da forma que eu quero que seja.
Porque, confesso, tenho uma tendência nata de entender tudo pelo meu próprio prisma.
A minha mente é fértil, muito fértil,
Então me bastam poucas palavras, gestos e atos
Para eu interpretar tudo à minha maneira,
Que nem sempre é a certa,
Que geralmente não é a certa.
Mas, provavelmente, é a que eu quero que seja...
Como já dizia Renato Russo:
“Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê...”.
Assim acontece também comigo.
Vejo coisas em frases, em atitudes, em olhares...
Faço a minha própria interpretação
E tomo quase como uma verdade absoluta.
Isso é terrível!
Mas é assim que frequentemente sou.
Por isso é que aqui em casa eu sou conhecida como a menina dos “porquês”
Pois não há uma conversa, pergunta ou situação em que eu não entoe um “por quê?”.
E toda vez que se irritam com isso,
Eu logo explico:
É melhor que você diga realmente o que é do que eu interprete do jeito que eu quiser.
Sou naturalmente fantasiosa e romântica
Então uma simples palavra pode ser fatal para a minha cabeça.
Pode elevar o meu encanto ou destruí-lo por completo.
É terrível viver assim,
Mas é assim que eu sou.
Tenho essa necessidade irritante de entender,
Que ninguém entende...
Basta olhar no fundo dos meus olhos, pra ver que não sou como era antes. Tudo que eu preciso é de uma chance, de alguns instantes...
Sinceramente ainda acredito em um destino forte e implacável.
Ainda não sei ao certo se são as decepções que me perseguem ou sou eu que vivo atrás de ilusões. E é impossível não doer quando as melhores coisas da vida se mostram não tão boas. A gente cresce com uma visão de mundo que vai se modificando com o passar dos anos. Descobri tanta coisa que eu não queria, e tenho dúvidas que eu não suporto. Mas se me perguntam como eu tô, eu sempre digo que tô bem, porque é ainda mais difícil quando eu resolvo contar dos precipícios que a vida me joga. Tudo parece tão frágil agora, tão inconstante, e sempre tão passageiro. Não sei se sou eu ou o resto do mundo que é assim. Só sei que eu não tenho mais nada a perder, e não me consola pensar que não há mais erros a cometer porque não há mais ninguém pra me perdoar. É a condição da solidão absoluta. E mesmo que o acaso tenha me tirado muita coisa, no fundo eu sei que as mais importantes foi eu quem joguei fora. Ou não. Afinal, tudo é passageiro não é? Principalmente as ilusões. E se eu for pensar na verdade, no fim é só o que eu perdi, ilusões. Isso me faz acreditar que tudo vale a pena, por pior que seja o preço. Mas ás vezes eu não quero a verdade. Nem a ilusão. Eu só quero não doer inteira quando toda a verdade bonita que eu conservei durante longas estações se desfazem em tão pouco tempo. Talvez a verdade seja só uma teoria que eu entendi errado. Ou talvez não exista jeito certo de entender. Talvez eu nunca descubra e saia desse mundo com mais mil verdades doloridas e um alivío intenso de estar saindo dessa loucura que é tentar entender as outras pessoas. Porque no fim eu só vivo pra isso, pra tentar entender as coisas. E nem eu sei porque continuo quando sei que sempre vai acabar doendo.
Um Amor Puro
O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas que o tempo
Tem pra me conceder
São tuas até morrer
E a tua história, eu não sei
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro que ainda nem sabe
A força que tem
é teu e de mais ninguém
Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande história
Aqui ou noutro lugar
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul
Um amor puro
Não sabe a força que tem
Meu amor eu juro
Ser teu e de mais ninguém
Um amor puro
Eu não a namoro por causa dos seus beijos; eu a namoro por causa dos seus pensamentos: os beijos são conseqüências dos seus belos pensamentos.
Se eu morresse amanhã?
E se eu virasse lembrança?
Se meu olhar não encontrasse mais o teu?
Se meu bom dia não existisse mais?
Se minha poesia fosse morta, como eu?
Se eu não lhe esperasse mais, todos os dias?
Se eu não pudesse mais te fazer bem, quando tudo vai mal?
Se eu não vivesse para presenciar um sorriso teu? Ele existiria?
Se eu não estivesse ao teu lado, para segurar tua mão?
Se meu perfume fosse somente lembrança? Seria tortura?
Meu beijo te faria falta?
Quem te ouviria por horas, só para te ver desabafar?
Quem riria do seu riso?
Quem preencheria essa vaga ao seu lado?
Eu preenchi?
Que de nós, sentiria mais saudade?
Como seria, dormir sem meu boa noite?
Se no seu mundo, eu não habitasse mais?
Quem cantaria para você sentir-se melhor?
Quem lhe escreveria poesias e canções?
Quem dançaria sem motivo, só para te ver sorrir?
Quem ficaria feliz em apenas ouvir teu riso?
Quem te conheceria, como eu?
Eu lhe faria diferença?
Eu posso não ser a amiga que você imagina que eu seria, mas sou a amiga que você precisa que eu seja.
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