Para o Mundo que eu quero Descer

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TE QUERO ASSIM

Cansei
das provocações
das ondas que vão e vem
como pêndulos
nos relógios nas paredes da loucura.

Cansei,
pois eu sou inteira,
de coisas ditas pela metade,
de respostas pela metade,
de declarações pela metade,
de amor pela metade,
de homem pela metade.

E como você também se diversifica,
cansei
de seus jogos duplos
como as palavras soltadas
para quem queira entender,
iludidas destinatárias
supostamente privilegiadas
de versos perplexos
carregados de mentiras
fantasiados de verdades.
E dos silêncios
que pelo contrario
disfarçam dezenas
de tristes e amargas verdades
sobre mulheres, crianças, fracassos, crises e desesperos.

E cansei da fumaça
atras da qual esconde a ambiguidade
que não lhe permite de pronunciar publicamente o meu nome
nas lindas palavras sem alma
do seu coração.

Cansei
do narcisismo que o distingue,
da insegurança que o marca
e do seu desejo de autoafirmação,
que se reproduz multiplicando tristeza
adicionando loucuras,
subtraendo amor
e dividindo historias.

Cansei
de dar sem receber,
e ainda,
de viver esmolando carinho
como um clochard parisiense
nas noites de nevoeiro
entre o Etoile, o Arc de Triomphe, e la Gare de Lyon.

Cansei
das baixarias das encrenqueiras ciumentas
que te seduziram um tempo ou nunca,
e que não tem vergonha de se humilhar
atras de um sonho sonhado
e vivido pela metade, por um terço ou ,
quem sabe,
por nada.

E das pirraças infantis
das vitimas involuntárias, talvez nem tanto,
dos seus ataques de procurada solidão,
iludidas,
nas noites quentes e fingidas, através de uma tela
com palavras vãs e descompassadas,
preludio inexorável de anunciada enrolação.
E ainda da raiva avassaladora
das tapa-buracos que você transformou em delinquentes
a cada voltar de lua jogadas fora como lixo,
com as provocações baratas
das brincadeiras grosseiras,
com premeditadas brigas,
ou com os papos furados da covardia,
que fecha as janelas para retomar o ninho,
deixando, porém, portas abertas por trás
na espera de outros cursos e recursos
para o mesmo presente,
futuro improvável e inexistente.

Assim como
cansei
da fofoca gratuita
de quem nunca vestiu a minha roupa
e mesmo assim,
sente-se em direito
de julgar e relatar falas e fatos
descontextualizados,
querendo me passar por aquela
que nunca fui
e nunca serei.

E cansei
de você acreditar sem conversar,
sem ouvir as minhas razoes,
me acusando
sem direito de replica,
como réu condenado a morte
sem nem a dignidade de conhecer o porque.

Cansei também de você precisar disso
para agir sem remorso,
se a consciência despertar, caso tiver
ou para se justificar se fazendo de mártir
aos olhares atentos do mundo
que finge acreditar enquanto você mesmo,
vitima das suas mentiras
acaba acreditando.

Cansei
do machismo pretensioso
e do egoismo que vê somente a si mesmo,
como vicio entorpecente
de manente prazer
nunca satisfeito.
No fundo sou Teresa,
nada a ver com Sabina,
por isso cansei da extrema,
indelicada e insustentável leveza do seu ser,
e de grossarias, de palavrões, vulgaridades e de desrespeito sem medida.
Cansei.

Cansei
de me sentir sozinha com você do meu lado
e de me aborrecer
enquanto você luta com seus fantasmas
que não quis me apresentar
e que todavia por suo azar em parte conheci.

Por isso
cansei
também de abrir armários
e encontrar a cada dia novos esqueletos,
de me apresentar a eles,
de conviver,
e ser conivente sem querer
enquanto você continua
imperturbado e imperturbável
nas suas mesquindades.

Cansei
de promissas não mantidas,
efémeras quimeras que
como grãos de areia se dissolvem
no mar delirante duma alastradora insanidade

Cansei
de não sentir nas atitudes seu amor,
que você desesperadamente
nas palavras vazias
- como seu coração incapaz de sentir -
declara para mim,
enquanto não poupa provocações violentas e embriagadas
nos surtos das noites sem vergonhas
entregues por decência
ao esquecimento da memoria.

Cansei
de você não ter o equilíbrio
para suportar, sem balançar
o peso e a responsabilidade
de uma mulher de conteúdo,
e de você não saber, por não querer,
construir respeito por volta de nos.

E cansei
da constante incoerência dos seus atos,
que gritam amor
e ao mesmo tempo procuram vingança
dum passado remoto que plasmou a sua existência
dolorida e anestesiada
como impassível viajador na escuridão da tormenta.

Cansei
de ter um todo
de um nada que se perpetua diariamente,
egoisticamente,
repetidamente,
doentiamente.

E assim
cansei
de ouvir que você não me merece.

Enfim,
cansei de entender.
Alias quis entender que você não sabe amar,
talvez você não queira,
talvez você simplesmente não possa.
Mas com certeza nunca fui numero e nunca serei.
No máximo,
eu sou e serei
um numero primo na minha digna solidão.
Eu sou inteira
e mesmo que não me conheça toda,
eu sou sensibilidade,
transparência,
dedicação,
curiosidade,
companheirismo,
orgulho
e dignidade.
E te quero assim...
Seja quem for você.

Quero vivenciar a esperança, não para viver o verbo esperar e sim para viver o verbo esperançar!

Não digo que te quero...

Guardo pra Mim !!
Tenho medo que o peso da palavra estrague tudo...

Você não sabe, mas eu tenho um dom natural pra isso.

⁠Sei que é errado, meu Deus, como é errado, mas só quero me deitar com você, e acordar com você, só uma vez, uma única vez na vida. É só esta noite. No quadro geral das coisas, o quanto uma noite pode importar?

Estou solteira por estar cansada de palavras bonitas e falsas. Quero agora atitudes verdadeiras.

Desisto. Não quero mais saber de procurar pelo amor, pela pessoa dos meus sonhos. Agora prefiro passar minha vida livre do amor. Só me trouxe desilusão, e a certeza de que o amor não vale apena.

Amanhã quero estar ao seu lado no novo amanhecer. Chega de brincar de viver.

Sabe..
Quando quero ser jornalista na verdade sou capa.
Quando quero ser sertanejo na verdade sou rock.
Quando quero ser legal sou extremamente chata.
Quando quero ser modelo na verdade sou do exercito me investigando,procurando quem eu sou.
Quando quero ser realista falo tudo que vier a mente.
Quando Na verdade sou so uma garotinha procurando quem eu sou de verdade,procurando o que ser , quem amar ou quem odiar ,uns acham que sou um anjo outros que sou rebelde.
Como podem pensar assim sendo que nem eu sei oque sou,acho que na realidade sou um pouco de tudo .

Ganância

Quero livro por toda a minha volta
E hoje vou ler, ler milhares de livros,
Fazer do meu dia o impossível.
Quero livros e mais livros,
Quero todos os livros,
De todos os gêneros, de todos os estilos,
Quero livros, milhares de livros
E quero ler mais e mais livros.
Quero mais que uma estante de livros,
Não quero apenas “livro”
Eu quero livros e mais livros,
Não quero apenas 1 livro, e muito
Menos 2, a gente sempre quer mais,
Não basta apenas poucos livros,
Tem de ser mais e mais livros,
E cerveja, e quem sabe um conhaque,
Um cigarro qualquer
Para acompanhar, quero livros
De todo tipo, quero o impossível,
Quer saber, não apenas hoje,
Quero o impossível todos os dias,
Minha meta não vai ser apenas ler
Milhares de livros,
Quero ler mais do que milhares
De livros,
Quero bilhares de livros,
Quero zilhares de livros,
Quero todos os livros do mundo,
Para que eu possa ler,
Para que eu possa emprestar,
Para que eu possa doar,
Para que eu possa fazer o que eu quiser
E bem entender, para que eu possa
Compartilhar, para que eu
Possa degustar, para que eu possa
Brincar, para que eu possa
Fazer o que eu quiser
E bem entender.



- Quero todos os dias
Presentear o que eu tenho de melhor,
Vou lhe presentear – livros…
Livros e mais livros,
Todos os dias e todo o sempre,
Quero ser presenteado
Com livros, livros e mais livros,
Todos os dias e todo o sempre.
Quero ser o leitor,
Quero ser o poeta,
Quero ser o escritor…
E no livro, de acordo
Com cada livro,
Quero pertencer a várias
Profissões.

E no livro, de acordo
Com cada livro,
Quero pertencer a várias
Profissões.

Quero mais que uma poesia,
De amor, – não quero poesia
Sem lâmina, sem sabor,
Sem cheiro, sem sangue,
Sem o pulsar de coração,
Sem elementos de vida,
De esperança. (Quem sabe apenas
Um ponto – o silêncio,
Menos suspiro e reticência
– ataque fulminante).

Valter Bitencourt Júnior
Você Pode: Antologia, 2018.

Quero uma poesia
Que sinta a minha dor,
E chore comigo,
Como se hoje fosse
O último dia,
– Hoje já passou…

Valter Bitencourt Júnior
Você Pode: Antologia, 2018.

Amanhã quero um conhaque,
Um cigarro qualquer,
E uma mulher,
Que não viva me fazendo
Juras de amor,
E minta todos os dias
Me amar.
Quero sentir o perigo da rua,
Da curva da poesia,
E da amada.

Valter Bitencourt Júnior
Você Pode: Antologia, 2018.

Não me esqueça

Venhas pros meus braços
Não se aflija!
Quero sentir a essência
Do seu perfume de jasmim,
Quero designar
A cor dos teus olhos.
Teus olhos são o azul do céu
Mesclado com o amarelo
Das flores
E resultam nos verdes dos rios
Venha meu amor,
Saciar minha sede,
lembrar momentos
Perdidos
Que sequer sabemos
Onde achar!

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

Coração de pedra

Quero amolecer seu coração
De pedra,
Mostrar que a vida,
Nem sempre é tão dura
Quanto parece ser.
Vamos aproveitar
Segundos, minutos, horas, o fim, o começo
Como estivéssemos vivenciando
O gosto do último gole
De um prazeroso vinho
E passar a sentir a essência
De um grande perfume
Vou mostrá-lo que a vida
Não precisa ser tão longa
Para ser tão amada
Mas ela é curta
Para se ter
Inimigos.

Ela deixou bem claro que não me quer na vida dela, então não, não quero mais saber notícias dela.

Sex Education
3ª temporada, episódio 1.

⁠Ninguém percebe quando partimos. Quero dizer, o momento em que realmente escolhemos partir. Na melhor das hipóteses você pode sentir um sussurro ou uma onda de sussurros ondulando subitamente.

Meu preço é zero. Não quero dinheiro. Quero respostas.

⁠Sinto que você está se afastando de mim e a nossa amizade está por um fio. Não quero te perder, porque você é a minha melhor amiga e minha vida não faz sentido sem você do meu lado.

⁠Se prefiro ser temido ou amado? Fácil. Os dois. Quero que as pessoas tenham medo de mim do quanto me amam.