Para Falar de Si Mesmo
A Flor-de-papel
se deixa ser escrita
pela aurora matutina
do mesmo jeito que
em mim você escreve
Versos Intimistas do início ao fim.
04/11
Até o coração de pedra
mesmo sem saber é poeta,
E não é esse o seu caso
que escreve é poesia
plena além de cada passo.
Fico como o Patuju
em flor cortejado
pelo Colibri quando
sinto que você está
ao redor mesmo
em pensamento com
o seu etéreo amor,
Sei que no fundo
me guarda com tudo
o quê há de mais sedutor
raro, inevitável e absoluto.
(Pertencemos ao mesmo mundo).
Quando se ama não se vê nem mesmo a doação, apenas se ama. O amor não machuca. No amor não há perdedores e nem vencedores. Apenas vive-se para o amor.
Duas luas
e um eclipse solar anular
no céu de quem?
No meu há um rio de fumaça
que nem mesmo
o Sol consegue nadar.
Sem nada mesmo,
sou pipa voada,
Tipo pré-micareta
pulando que nem pipoca,
Sem nada na cabeça
sem nada oferecer,
E ainda tem gente que
se sente incomodada,
E eu fico dando risada.
(Continuo debochada).
Na minha querida Rodeio
têm vinícolas para quem bebe
seja suco ou vinho,
Prefiro mesmo é a uva
in natura até debaixo da chuva.
Quem é Pai presente em todas
as circunstâncias tem
o mesmo espírito de Sumé,
que nesta Terra sem males
deixou pegadas no Caminho do Peabiru,
merece ser sempre lembrado;
O seu legado é um ensinamento
que todo o Pai é necessário,
até para aqueles que por alguma
razão não têm o seu lado a lado.
Ninguém é obrigado a nada,
nem mesmo a pagar
prá ver o quê vai dar,
Você se cala ou fala se quiser,
sem ninguém te obrigar.
Se for mergulhar, é melhor avaliar,
se tens de fato como alcançar
a profundidade das consequências
sem do teu destino se desviar.
Se não for ajudar, é melhor calar;
colocando somente a sua mão
onde somente puder alcançar:
ajudando sem se prejudicar.
Se você se ajudar sempre
será melhor do que prejudicar
a si próprio ou a outrem,
é prudente encher a boca
de Cambuí do que de confusão
para não buscar o quê não convém.
Isso não tem a ver com isenção,
e sim com o direito de preservação
de tudo aquilo que na vida te mantém
num mundo que ninguém estende a mão,
a vida já desafia o suficiente até para
se pensar em buscar para si qualquer confusão.
Se for doce e amarga
ao mesmo tempo,
Sem cara amarrada,
sem tirar nem pôr,
que seja como Cambuci,
E sem nenhuma pressa
para ser feliz à beça.
O olhar, a palavra, o tom
e até mesmo a respiração
do desdém eu conheço,
Mas por sobrevivência
escolhi fingir que não vejo,
porque nada irá fazer
esquecer do que mereço.
No meu peito plantei
um paraíso edênico
que em setembro
colho até Tarumã-bori,
Daquilo o quê observo
de uns não carrego.
O melhor comigo levo,
o quê quero e não quero,
sem deixar nada para trás,
o importante é caminhar
com o melhor e em paz.
A Flor-de-Outubro
floresceu nas mãos,
Quando existe a ânsia
é o sinal de alguma
entrega mesmo que.
digam que não existe
para nós uma regra;
Retirei o eu e você
da poesia que nasceu,
para tornar em nós
em nome do que ainda
nem mesmo aconteceu:
Na minha cabeça
a gente já se envolveu.
(Permito-me assim decretar).
O céu e o mar no maior cortejo
Porque se possuem os amantes,
E mesmo estando (distantes):
Possuem o embalo e o aconchego
De dividirem os seus segredos
Mais íntimos e impressionantes.
O Sol e a Lua dançam no infinito,
Porque se fundiram num corpo só:
O masculino e o feminino;
Giram os astros de contentamento
Pela potência dos amantes
Com o vigor nas coreografias
Expandem desejos flamejantes.
O verso é a fruição deste mistério:
Repleto de Sol, Lua, Céu e Mar
Dois amantes e seu (Universo).
A poesia é flutuação e oráculo
Do hemisfério sensual;
É manifestação e espetáculo.
É a devoção masculina derramada
Ao infinito feminino...,
É cumplicidade (apaixonada)!
É o invadir potente o corpo
Da tua amante,
E conduzi-la ao sonho:
De ser gigante.
É o espargir do teu perfume
- marcante -
E convencê-la aos teus jeitos
De amar sem freios.
É escrever o soneto despreocupado
Do teu modo,
E temperá-lo apimentado.
E assim em versos livres de rigor
- reconhecer -
Que a potência e o vigor nascem
das graças e do porte da mulher
- amante -
Derretendo-a com carícias plenas,
Efusivas, magníficas e extasiantes.
Emaranhados no mesmo verso,
Retornamos à mocidade,
Enamorados da mesma causa,
Filiais da liberdade,
Enlaçados no mesmo amor,
Cremos na imortalidade.
Anoitecidos no pleno Universo,
Íntimos e maliciosos,
Madrugadeiros e boêmios,
Amantes gloriosos,
Encantados a milênios,
Dois intensos devotos.
Desobrigados de rigores,
- experimentando -
Os melhores sabores
Escrevendo no silêncio
- dos corpos;
Orações à dois senhores...
Existe uma dolência que nos une,
Nunca chegará a se tornar escuridão,
Resistirá em nós o mesmo Sol,
Que nascerá e que se dobrará;
Persistirá como saliente brasa,
Deslizará como mão que afaga,
Com o doce beijo que não para,
Será muito mais do que chama...,
E queimará muito mais do que fogueira
Em noites de luar, e não tente duvidar!
Amor sempre teremos de sobra!
Tu és como mar que leva o barco,
Assim é a carência que nos dobra;
Afirmativa é a boca sedenta por água,
Nós chamaremos insistentemente - a toda hora,
Seremos uma luz que não se apaga;
Um nó do destino que não desata.
Existe um amor que o mundo enxerga,
Não há ninguém que discorde,
E muito menos nos afronte,
Estamos prontos para a epopeia,
Que há de fazer a história,
De duas almas severas;
Tão doces quanto valentes,
Sementes lançadas ao vento,
Resistindo ao veneno,
Do cotidiano que é quimera.
Amor: aprecie a cantiga do mar!
Observe como gingam as correntes,
Tenho que te confidenciar:
- Eu quero te mimar!
O quê pensam as gentes?
Que somos inconfidentes.
Eu sou a tua rosa solar,
Regada pela água do mar,
Poesia e repente de amar.
A mulher deve ser elegante,
Suave e ao mesmo tempo,
- marcante -
Como um perfume insinuante,
Deve ter alma, maciez e calma;
Deslindando os mistérios e dar o tom
De amor, paixão e ternura;
Conduzindo a intenção com doçura,
Amando infinitamente, sempre.
A mulher marcante de verdade,
Será lembrada pela virtude,
E grande capacidade de amar;
Espalhando a graça,
- por onde passa
Como uma felina mansa,
Que só no olhar recebe
O seu colo e afeto.
A elegância feminina,
Ilumina o mundo,
Pacifica,
Engrandece,
Enternece,
Aproxima e conjuga,
Acarinha e aquece,
Eterniza a lembrança,
É presença que permanece.
O importante é que
o desejo de estar
no mesmo caminho
tem sido o presente
superar os obstáculos
do destino e tornado
a espera contente.
A vida brinda
a cada um de nós
com amores possíveis
e os impossíveis
para termos forças
para superar
as tempestades
que sugerem
ser implacáveis.
O imprescindível é
que nós nos temos
de olhos fechados,
e com o mesmo
fervor de jovens
enamorados
e a confiança
no giro dos astros.
Carrego em mim
o silêncio e a jura,
mesmo sem ter
jamais te ouvido
antes na vida,
e me fixo tua.
Cabe a nós
o recato para
a preservação
daquilo que
nos espera
e faz o coração
permanecer
em sinfonia.
Quando o amor
é inevitável,
os astros dançam
no absoluto
e indomável,
em nós o paraíso
já é impenetrável.
Certa daquilo que
nos une e move
as montanhas,
venho preparando
o quê há de ser
além dos dias
e distâncias;
e assim será.
O quê será de ti,
eu não sei,
Mesmo que não
queira,
Lerás cada verso,
para entender
Que eu te amei.
Não me esqueci,
não resisti,
Aceitei o conselho
e a ironia de quem
dizia que voltaria
a me admirar:
virei uma mulher
Tão forte,
que agora não
Quer mais voltar;
porque de tão forte
que me tornei,
Só sei escrever
ao invés de chorar.
O quê será de ti
já não importa,
Os meus poemas
cuidarão de fazer
Por mim o quê
eu não posso:
Te tirar daqui.
Não existe beleza
na indiferença,
Ela se encontra
nos manifestos
- poéticos -
que não leste,
Nas fotos
que ignoraste;
Envenenaste
a minha crença
na tua existência,
E agradeço!
E salva de ti,
assim desse jeito,
'tu' me perdeste.
Só de pensar em você,
qualquer lugar vira
Um doce paraíso,
mesmo sem tê-lo
De fato aqui comigo.
Só de ouvir tua voz,
prevejo o futuro,
o doce acordo,
Mesmo distante,
o radiante encontro.
Só de pensar em você,
revivi o quê devia,
A volta sem regresso,
mesmo sem tê-lo,
De fato aqui por perto.
Só de saber como és,
adivinho o destino,
A fortaleza e doçura,
mesmo de longe,
O soneto pressentido.
Só de pensar em você,
imagino mil cenários,
Já me proclamo sua,
mesmo sem você saber,
De fato tanta ternura.
Só de te admirar,
proclamo-me íntima,
Revisto cada detalhe,
mesmo em cada letra,
De fato além da poesia.
Já és realidade...
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