Para Educadores de Infância
Que a nossa criança interior não pode morrer, é um fato — que ela não pode matar a criança dos outros — é outro.
E lá se vai o Mês das Crianças...
Que vá!
Mas deixando em nós a Paz e a Alegria da Criança Interior, necessária para o Bom novembro!
Então, Bom novembro!
Só está faltando isso aqui, para eu entrar na fila dos mal-educados e ir tomar café na sua casa, sem nem te avisar.
Outubro ou nada!?!
Que nem a seriedade cobrada pela vida adulta consiga distrair a graça da criança que ainda vive em nós!
Amém!
Que a nossa criança interior não pode morrer, é um fato — que ela não pode matar a criança dos outros — é outro.
Dentro de cada um de nós, habita — ou deveria habitar — uma criança: curiosa, brincalhona, sensível, carente de encantamentos…
É ela quem nos distrai da seriedade cobrada pela vida adulta, nos impedindo de empedernir por completo, e quem nos faz rir de bobagens, sonhar alto e acreditar em recomeços.
Mas há um perigo deveras sutil, quando transformamos essa criança em centro absoluto do mundo: ela deixa de ser símbolo de pureza e se torna instrumento do ego.
Há adultos que justificam suas imaturidades em nome da autenticidade — como se sinceridade fosse salvo-conduto para a falta de empatia.
E assim, ao defender sua própria “criança interior” a qualquer preço, acabam ferindo a dos outros com ironias, indiferença ou desprezo.
A verdadeira maturidade não está em silenciar nossa criança, mas em educá-la.
Ensiná-la que o mundo não gira apenas em torno dos seus desejos, que brincar não é o mesmo que zombar, e que crescer é aprender a reconhecer o outro como extensão da própria humanidade.
A criança interior merece e deve viver — mas sob a tutela do adulto que devemos aprender a ser.
A criança que — graças a Deus — ainda vive em mim, saúda a criança que vive em ti!
Feliz Dia das Crianças, do mundo inteiro e da que vive dentro de você!
Criança, onde está o futuro?
Muitas vezes falamos e ouvimos falar do futuro como algo pronto e acabado que nos espera no amanhã de braços abertos, incondicionalmente bem abertos. Assim, com esse conceito, não agimos como um trapezista que se entrega totalmente pela beleza do espetáculo, pois pensamos no futuro como um lugar para chegar ao fim de uma jornada da qual não se corre nenhum risco de tentar fazer o novo. No entanto, o futuro se apresenta no presente, pronto, mas pronto para ser debulhado pelo nosso sonho-ação.
Falar de futuro para uma criança como um objetivo para ser alcançado por ela é muito complicado, não é tarefa fácil ser entendido ao expressar-se sobre esse assunto tão complexo, porque a criança entende o hoje, ela agarra as novidades do hoje, não teme o amanhã, porque mesmo não sendo de forma sistematicamente racional, sabe que o amanhã nada pode fazer contra ela, pois ele ainda não existe. Na verdade, são as crianças que têm muito para nos ensinar sobre o futuro, porque não ficam presas ao passado, não temem viver o presente e nem ficam escondendo-se do inesperado que surge a cada instante, pois elas pulsam pelo broto de cada segundo!
Contudo, acredito que não há nada de errado em falar do futuro para as crianças, mas penso que é bom falar sobre esse assunto com um jeito especial, é claro! Não podemos fazer severas cobranças sobre o futuro para que não seja enclausurada a simples beleza de viver o hoje. Entretanto, mais relevante do que falar sobre o futuro com as crianças, acho que é se fazer um tapete vermelho do amor encantador ao desenrolar-se no chão do presente de cada uma delas, isso, em um eterno Dia das Crianças.
Hoje é futuro
Os milésimos de segundos
Tic-tac, tempo a sempre passar
Tempo que não volta no tempo
Rios seguem, virarão mar
Larvas viram moscas
Depois das letras? Frase-ar!
Palavras seguem no tempo...
Seguem... Sem jamais voltar
Se insensatas? Choro, perdoar!
Se belas? Alimentam, saborear...
Os passos que no hoje dou
São lápis de muitas cores, rabiscos
Traços, fraquezas ou o riso amanhã
Há sementes na maçã
A vida brota, rebrota e lota
Notícias que ilumino ou derrota.
O ar aprende andar, vira vento...
O vento não pára... Longe vai!
Olhar pra trás? Não pra sofrer!
Parar o tempo? Não, refazer!...
Crer em deus é fácil quando você nunca precisou explicar por que ele permite que crianças sejam abusadas, ou morram de fome.
A hipocrisia existe em todos os tons. Falta de educação não pode jamais ser confundida com sinceridade.
Tão seu, quanto...
Vozes da imaginação gritam comigo pedindo asilo aquela criança que ainda se encontra perdida,
Insisti em molhar as rosas e mesmo assim elas murcharam,
Foi uma tolice parecer vulnerável quando o medo era insuportável,
Eu não sabia que a cada passo dado para trás naquele momento seriam uma projeção para dias melhores no futuro,
Caído no meio das rosas minha armadura começou a ser golpeada tanto pelo sol que se transformou em ouro,
E no acaso da perdição um amor inconfundível tomou conta de mim, logo voltei do inferno com um coração gentil,
Nada é tão seu quando tudo a perder é tão fácil.
Uma criança boba
Você não sabe o quanto é importante ouvir sua respiração pertinho de mim,
A minha natureza fria não se comporta mais como antes quando as tuas mãos eram distantes das minhas,
Quando a nossa música toca um potencial de energia é liberado pelos teus olhares e essa força me da uma preguiça de ficar longe de você,
No final das contas, eu só quero te dizer que eu me comporto como uma criança boba quando estou na tua frente.
Um dia (ainda quando criança) até pensei que a pior coisa na vida era acabar sozinho. Hoje vejo que o mal do século é estar com pessoas e mesmo assim se sentir sozinho.
O mundo é o jardim de Deus, e cada criança a muda de uma flor; algumas necessitam de um cuidado especial, mas quando florescem
enfeitam e embelezam não só o jardim de Deus, mas também a nossa Alma.
A arte que não se cala
- Biografia
Sou pedagoga e encontro nas crianças o encanto que renova o meu olhar sobre o mundo.
Acredito que o aprendizado floresce quando é regado com afeto, imaginação e brincadeira. Por isso, faço da ludicidade a minha forma de ensinar — e de tocar corações.
Nas palavras, encontro um abrigo.
Escrevo sobre o amor, a vida, os relacionamentos e a superação — temas que me atravessam e me inspiram.
Minhas frases são pequenos espelhos da alma: falam da intensidade dos sentimentos, da beleza que existe na simplicidade e da importância de enxergar além das aparências.
O amor, em suas múltiplas formas, é presença constante.
A vida, vejo como um ciclo de aprendizado e recomeço.
Nos relacionamentos, busco a delicadeza da conexão e o valor do respeito.
Na superação, encontro a força de seguir mesmo quando a alma se cansa.
E nos olhos, descubro portais — janelas que revelam o que as palavras, às vezes, não conseguem dizer.
Escrevo para quem sente.
Para quem busca sentido.
E para quem, assim como eu, acredita que há beleza em recomeçar — e poesia em cada olhar que se abre para o mundo.
A Mãe e o Olhar
Edineurai SaMarSi
Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.
Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.
Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.
A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.
Fazia tudo como antes.
A vida seguia.
Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.
Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”
Não passou.
O tempo andou.
Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.
Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.
Eu não entendia…
Até ser mãe.
E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.
E alguns dias…
simplesmente não passam.
“O problema do tráfico não se combate apenas nas ruas, mas na raiz — é na educação das crianças que se corta o ciclo e se planta um futuro de escolhas, não de correntes.”
*Não existe milagre tipo transformar água em vinho, existem sorrisos, pessoas gentis, crianças correndo pelas praças, amantes se entregando na madrugada, amores nascendo de um encontro, mães chorando de alegria no parto e pais entendendo a partida do filho.*
(Saul Beleza)
A separação:
Ficaram as crianças/levei a recordação,
Ficaram as roupas/levei a pele,
Ficaram as almofadas/levei o cansaço,
Ficaram os lençóis/levei o sonho,
Ficaram as prateleiras/levei o bornal,
Ficaram as mesas/levei a fome,
Ficaram os fogões/levei a chama,
Ficaram os cômodos/levei o vazio,
Ficaram as plantas/levei a semente,
Ficaram os amores/levei a saudade,
Ficaram os dias/levei a alba,
Ficaram!/levei...
(Saul Beleza)
Incontestavelmente a educação deve ser libertadora. Para isso o mestre deve sim, requisitar a valorização profissional. Mas ao elenca- las, priorizem as outras em detrimento do dinheiro.
060126
Quando se é criança, tem-se o medo de monstros serem reais;
Quando se é adulto, tem-se o medo de monstros não serem reais.
Proceder mesmo diante deste medo é o que se chama empatia.
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