Para dia Nascer Feliz
Gabelle
Traduzimos num olhar,
Tudo aquilo que um dia,
Talvez pudesse ser dito.
por diversas vezes será feio,
muito barulho e sujeira
por todos os lados.
e o sangue ?!
segue sempre correndo
na contramão das artérias,
desrespeita a gravidade,
pra alcançar o coração,
mas a velha bomba cardíaca resiste,
com tuas câmaras ocas
e tuas valvas guerreiras, resiste.
não permita que o mundo
lhe tome a sensibilidade,
ela é a maior arma que tens,
para defender-se de si mesma.
Menina foi pro parque ao meio dia,
Condessa no País das Armadilhas,
Autopsia um tanto inconclusiva,
Inerte, jazendo em mesa frígida.
Dia do Anonimato *
Dobrou a esquina decidido
A percorrer um trajeto inabitual,
Descendo a rua irregular
Notou pedestres e a muvuca central.
Gradeados, o asfalto, telhados,
Uma mureta com degrau,
Lojas, butiques, bazares,
Um açougue liquidando bacalhau.
Automóveis, lixeiras, lixo no chão
E alguma forma vegetal,
Flores num canteiro, um bueiro,
Caixotes, tubulações em geral.
No estacionamento vazio
Se encontrava escondido um casal.
Paralelo ao centro financeiro,
Muitas cifras, cortesia impessoal,
Ternos de luxo, limusines, distinção,
Suavidade fria e cordial,
Um ligeira coxo que revirava
Uma tralha imunda próximo ao local.
Passava um cliente importante
Pelo detector de metais digital.
Trinta e dois minutos atrás,
Uma madame foi assaltada; um marginal,
Foi demitido de um emprego normal,
Por não ter concluído 2° grau.
Uns metros dali estouraram o cartel
De uma quadrilha internacional,
Esquema armado, escutas, grampos,
Traçado por uma equipe federal.
Ergueu a mão prum ex-companheiro
Da época que bateu o ponto usual,
Apertava parafusos, rosqueava,
Martelava e polia na fabriqueta de pedal,
Nunca viu a empresa inteira,
Mas sabia que dali saíam bicicletas no final.
Parou numa barraca do calçadão,
Encostou no balcão e pediu um curau,
Limpou-se com guardanapo de papel reciclável,
Recordou a vida rural.
Que remeteu à puberdade,
Tingida de idealismos e anseio liberal.
Ouviu o sino e depois um hino
Vindo da igreja onde ensaiava o coral.
Leu o título dum livro grafado num outdoor,
Best-seller na imprensa oficial,
“A Doutrina dos Humildes”, volume que
Despertou-lhe o entusiasmo literal,
Vendeu 40 milhões de exemplares, Virou mini-série de comoção nacional.
Freqüentador assíduo,
Adentrou no boteco,
Pediu um téco na medida total,
Uma pinga com cinzano
Que desceu raspano
Que nem água com sal.
Travou um carteado
Com os camaradas pingaiadas,
Gente fina esse pessoal !
Virtuoso e desapegado,
Teve cinco filhos,
Uma esposa e a ela foi leal.
Nunca em semanas, meses, anos,
Centenários e milésimos de segundos,
Após aquele dia, na história de todos os dias,
Em todos os dias dos tempos,
Em todos os tempos da história,
Apareceu-lhe outro dia tão excepcional.
Deu-se por satisfeito, visto que
Com efeito, percorreu seu trajeto inabitual.
* No Dia do Anonimato ocorreu um fato,
que não alterou absolutamente coisa alguma.
Nunca em semanas, meses, anos,
Centenários e milésimos de segundos,
Após aquele dia, na história de todos os dias,
Em todos os dias dos tempos,
Em todos os tempos da história,
Apareceu-lhe outro dia tão excepcional.
Seus tornozelos doloridos,
Um repuxão, devido à queda do balanço.
Mas surgia um novo dia,
Ela enrolou seu lenço no pescoço,
Vida Reduzida
Pães de mel com suco de morango.
Até 8 outonos leite com chocolate,
Dos 12 em diante café com leite.
Colchão estendido ao chão,
Relaxamento na matinê.
Caixa de areia meio vazia meio cheia.
Anjos de porcelana ocultos na penteadeira,
Posicionados cuidadosamente
Para não serem vistos, como deve ser.
Ignorada na garagem uma pilha de notícias
Importantíssimas, (in) formando as traças,
Sendo afinal consumidas.
Edições desatualizadas, fora de circulação,
Acontecimentos; saúde, esportes, educação,
Mobiliários, obituários, inaugurações, Baladas, high society, economia, dinheiro.
Vidas reduzidas a centímetro por coluna,
Servirão, para forrar o lixo do banheiro.
Uma garrafa de água, seca, alguém tem sede,
Mas o plástico do recipiente será reciclado,
Se ninguém jogá-lo no bueiro mais próximo,
Causando a próxima e (in) evitável inundação.
Viver é uma descoberta constante, onde cada dia é uma oportunidade, de criarmos novos significados, para tudo que não compreendemos.
No entanto num dia desses, passei como de costume na frente do velho clube, e o ilustre guardião das ruínas não se encontrava mais em sua ocupação. O notório Edegar que por tantos anos aquele local ocupou, não ocupava mais seu lugar.
Gijeólis
(Poema para Bóris)
Bom dia,
Deus te abençoe,
Vá com Deus.
Boa noite,
Durma com Deus,
Deus te abençoe.
Fosse quando fosse,
As palavras portavam
Sinceridade.
Fosse quando fosse,
Transportavam
Divinidade
E iluminação.
Ontem quis, hoje não mais.
Num dia Deus , noutro satanás.
Não percebe o quanto seu tudo,
não passa de um nada fugaz?
Vejo você em suas escolhas,
então por que me julgas quando
te julgo?
Seu nome é senhora de nada;
sobrenome, escrava de tudo.
Motivação e Execução são como as nossas duas pernas, porém, se um dia precisar escolher não viver sem, que seja sem a segunda. Ela se adapta melhor aos processos solitários.
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