Para dia Nascer Feliz
Eu já pensei nisso num dia comum, desses que a gente tá lavando uma louça meio torta, olhando pra própria vida como quem olha pro fundo de uma panela e pensa, era tão bom se isso aqui nunca acabasse. Viver é bom, sim. É gostoso demais, chega a ser até meio suspeito. Um cafezinho quente, uma risada fora de hora, um abraço que demora um pouquinho mais do que o normal. Aí vem a realidade, com aquela cara de quem não pediu licença, e lembra: calma, minha filha, isso aqui tem prazo.
E não é um prazo negociável, não tem como parcelar, nem pedir mais um tempinho igual quando a gente esquece de pagar boleto. A vida é tipo aquelas promoções relâmpago, quando você vê já acabou e ainda ficou com a sensação de que devia ter aproveitado melhor. E o mais curioso é que, no meio de bilhões de pessoas, a nossa existência é quase um sussurro. A gente se sente protagonista, claro, porque é o nosso filme, mas pro resto do mundo... é só mais um episódio que passa e ninguém nem percebe que mudou o canal.
Somos animais também, né. Essa parte é engraçada e meio humilhante ao mesmo tempo. A gente se acha cheio de filosofia, de profundidade, mas no fim tá todo mundo comendo, dormindo, sentindo medo e tentando sobreviver emocionalmente num mundo que não para nem pra tomar um copo d’água. A diferença é que a gente pensa sobre isso, complica, escreve texto, sofre duas vezes.
E aí entra a parte mais crua, que ninguém gosta de encarar por muito tempo: quando a gente for embora, o mundo não vai dar pausa dramática. O sol nasce, o trânsito continua, alguém vai rir de uma piada ruim, e pronto. É quase ofensivo, mas ao mesmo tempo é libertador. Porque se nada disso para, então talvez a gente também não precise viver como se estivesse sendo avaliada o tempo todo.
Importa pra quem ama a gente, e isso já é gigante. Já é tudo. Ser importante no coração de alguém não é pouca coisa, não. É ali que a gente realmente existe. O resto é cenário, é barulho de fundo. O mundo pode até seguir igual, mas dentro de algumas pessoas, a nossa ausência faz um silêncio que ecoa.
Então, já que é isso... já que não tem como ser pra sempre... que seja bom enquanto é. Do nosso jeito mesmo, meio bagunçado, meio improvisado, meio rindo de nervoso às vezes. Porque no fim, a vida não é um grande plano mirabolante. É um monte de momentos pequenos que, quando a gente junta, dá essa coisa intensa que a gente chama de viver.
Experiências e aprendizados. Nada mais. E, sinceramente, nada menos também.
Eu descobri uma coisa simples que parece pequena, mas muda o rumo do meu dia inteiro, como quem muda a direção de um barco só girando levemente o leme. Eu acordo, ainda meio sonolenta, com aquele pensamento automático de já pegar o celular, ver o mundo, ver a vida dos outros, ver o que nem é meu… mas aí eu me lembro de mim. E paro. Só paro.
Fecho os olhos. E pronto, o espetáculo começa sem precisar de tela.
Tem o passarinho que canta como se estivesse anunciando alguma novidade urgente, que na verdade nunca chega, mas ele insiste. Tem o vento que bate nas folhas como se estivesse fofocando segredos antigos da terra. Tem um cachorro lá longe que resolve participar da orquestra sem ser convidado. Tem até o silêncio, que não é ausência de som, é um som mais profundo, mais honesto, quase tímido.
E eu fico ali, quieta, como se estivesse assistindo a vida sem interferir nela. Sem pressa, sem cobrança, sem aquela lista mental que vive me perseguindo. Só ouvindo. Só existindo. Só sendo.
É engraçado como a gente passa tanto tempo procurando paz em coisas grandes, caras, distantes… quando ela mora ali, encostada na manhã, esperando só que alguém feche os olhos e escute. Não é sobre ter tempo, é sobre escolher parar. Nem que seja um pouquinho. Nem que seja um minuto roubado da correria.
E quando eu abro os olhos de novo, o mundo continua o mesmo. Mas eu não. Eu volto mais leve, mais inteira, como se tivesse lembrado quem eu sou antes de virar obrigação.
Se eu pudesse dar um conselho, daqueles simples e teimosos, eu diria: faz isso também. Fecha os olhos de manhã e escuta. A vida fala baixo, mas fala o tempo todo. E quem aprende a ouvir… nunca mais se sente tão perdido.
Nunca foi segredo. E olha que, nesse mundo onde até o “bom dia” às vezes vem ensaiado, eu escolhi viver sem esconderijo. Meu primeiro amor sempre teve nome, lembrança, capítulos que nem sempre fecharam direito. E a pessoa que hoje divide a vida comigo sabe de tudo. Não porque foi confortável contar, mas porque esconder sempre me pareceu mais pesado do que encarar.
Eu aprendi, meio na marra, que omitir é só uma mentira bem vestida. E eu nunca fui boa em sustentar personagem. Uma hora a verdade escapa pelo olhar, pela pausa estranha no meio da conversa, pelo silêncio que diz mais do que qualquer frase. Então eu prefiro ser direta. Entrego tudo, às vezes até bagunçado, mas real. Porque amor que precisa de versão editada já começa cansado.
E no meio disso tudo, aconteceu uma coisa bonita, dessas que não fazem barulho, mas mudam tudo: nós escolhemos ficar. Não por falta de opção, não por medo de recomeçar, mas por decisão. Daquelas conscientes, quase teimosas. E foi aí que, sem perceber, a gente deixou de ser apenas duas histórias que se cruzaram… e virou o melhor amor um do outro.
Não porque somos perfeitos, longe disso. Mas porque decidimos cuidar. Cuidar das feridas que não fomos nós que causamos. Cuidar das inseguranças que vieram de outras histórias. Cuidar até dos silêncios, que às vezes dizem mais do que qualquer declaração bonita. A gente escolheu fazer feliz a vida que o outro não quis fazer. E isso tem uma profundidade que não cabe em frase pronta de rede social.
Teve dor? Teve. Teve momentos em que eu pensei que talvez a sinceridade fosse demais. Mas aí eu percebia que o que a gente estava construindo não cabia em metade de verdade. Era tudo ou nada. E a gente escolheu o tudo, mesmo sabendo que o “tudo” vem com passado, com marcas, com lembranças que às vezes ainda respiram baixinho dentro da gente.
E olha que curioso: quando você encontra alguém disposto a ficar de verdade, o passado perde o peso de ameaça e vira só contexto. Não é mais competição, não é mais sombra. É só parte da história que me trouxe até aqui. Até nós.
Hoje, eu não amo menos por ter amado antes. Eu amo diferente. Mais consciente, mais presente, mais inteira. Porque agora não é só sentimento. É escolha diária. É compromisso silencioso. É aquele tipo de amor que não precisa provar nada pra ninguém, só continuar existindo com verdade.
No fim, a sinceridade não garante perfeição, mas constrói algo muito mais raro: um amor que aguenta a realidade. E nós somos isso. Imperfeitos, verdadeiros… e, ainda assim, o melhor amor que poderíamos ser um para o outro.
No dia 28 de julho de 2024, vivi uma situação que jamais vou esquecer.
Eu estava em casa, muito doente, sem imaginar que meu corpo estava entrando em colapso. O que mais tarde descobri era que eu estava com septicemia, uma infecção generalizada gravíssima, que já estava levando meus órgãos à falência.
Procurei atendimento na UPA de Barra do Corda, Maranhão. Mostrei os exames que tinha em mãos, expliquei o que estava sentindo e deixei claro que havia uma suspeita séria do meu quadro. Mesmo assim, recebi uma injeção e fui mandada de volta para casa. Disseram que o que eu tinha era ansiedade.
Mas não era ansiedade.
Enquanto eu tentava sobreviver, meu organismo estava travando uma batalha silenciosa contra uma infecção que avançava rapidamente.
Voltei para casa sem a cirurgia que precisava e sem a urgência que a situação exigia. Passei aquela noite em uma condição extremamente grave, sem saber se veria o dia seguinte.
Foi então que Deus usou outras pessoas para mudar o rumo da minha história.
No dia seguinte, meu sogro entrou em ação. Através de um contato que ele possuía, conseguiu mobilizar ajuda para que eu finalmente recebesse a atenção necessária. Graças a essa intervenção, fui encaminhada para uma cirurgia de emergência.
A cirurgia aconteceu a tempo.
Os médicos constataram a gravidade do meu estado. Eu estava com septicemia e falência de órgãos. Quando penso em tudo o que aconteceu, não consigo deixar de refletir sobre o quanto estive perto da morte naquele período.
O mais impressionante é que, algum tempo depois, retornei à mesma unidade de saúde. Durante o atendimento, me perguntaram quais eram minhas alergias. Respondi normalmente e informei tudo com clareza.
Ao receber a receita médica, resolvi ler antes de sair.
E ali estava prescrito justamente um medicamento ao qual eu havia informado ser alérgica.
Naquele instante, um filme passou pela minha cabeça.
Se eu não tivesse lido a receita, o que poderia ter acontecido?
Esses acontecimentos me ensinaram que ninguém deve abrir mão de acompanhar o próprio tratamento. Ler receitas, conferir exames, fazer perguntas e buscar esclarecimentos não é desconfiança. É cuidado com a própria vida.
Hoje, olhando para trás, sinto gratidão por estar viva. Gratidão a Deus, ao meu sogro e às pessoas que cruzaram o meu caminho naquele momento tão crítico. Porque a verdade é que, sem essa ajuda, talvez eu não tivesse a oportunidade de contar esta história.
E isso é algo que nunca esquecerei.
Há um dia na vida, que a vida vai te pregar peças.... E, você vai precisar ter muita resiliência para não desistir. Por isso, é importante sempre trabalhar a paz mental!! Ela nos salva de coisas absurdas da existência, nos piores momentos dela. Eu sou prova disso!
Morri, e renasci.
Sofrer um colapso séptico e sobreviver, é um milagre.
Passar por uma cirurgia de emergência, e depois mais outra, com sequelas terríveis no corpo, e estar de pé, me faz sentir que sou como um soldado na guerra, lutando até o último homem, mas nunca desistindo.
Restam as dores, mas cá estou eu.
Minha paz interior, está nas alturas!
Obrigada universo por tudo isso. Descobri que sou forte, sem nunca querer ter sido.
05:20 da manhã de domingo - dia 02/02/2025
Sonhei com um ex prefeito segurando na minha mão e ele estava querendo casar comigo, algo assim! Mas, ele já tinha mulher e filhos.
Ele queria um caso comigo, era o que dava para entender!
Perguntava para ele como funcionava a corrupção de lavagem de dinheiro, ele não respondia, se mantinha em silêncio.
Depois falei sobre a água amarga da torneira para que ele tomasse providências, porque estava contaminada.
Ele somente segurava as minhas mãos e me olhava como um apaixonado, eu não era mais uma blogueira famosa na cidade, quando ele me cutucava no Facebook.
Eu havia mudado e estava diferente, era como se ele sempre tivesse sido apaixonado por mim, mas eu não queria nada, porque éramos os dois comprometidos na atualidade.
Sonhei com a minha amiga glória, mandando áudio, dizendo que a mãe dela havia morrido, mas era como se eu tivesse ouvido um áudio várias vezes e estava ouvindo algo parecido achando que era isso, porque vi ela de perto e a mãe dela estava atrás dela, eu fiquei confusa, tentando saber se era aquilo que ela havia falado mesmo ou era uma pessoa parecida com a mãe dela.
Ela no sonho, tinha um filho de dois meses e um marido.
Ela mandou áudio falando que foi a escolha de Deus e ela estava conformada com a partida da mãe dela.
Ela é filha única e eu estava preocupada com o estado dela, até saber que ela já tinha uma família.
Também eu estava tentando falar pra ela, que a minha avó havia morrido.
Eu sonhei também atravessando uma ponte de madeira com a minha mãe, nós conseguimos atravessar, mas ao passar tivemos medo, eu sentia muito medo das madeiras quebrar, depois ela me aconselhava a casar com o ex prefeito, porém eu não quis, porque ele já tinha família e eu dizia que também era casada e se fosse em outro tempo sim, mas se ele não tivesse mulher, e nem eu esposo, eu falava rindo no sonho brincando imaginando Deus falando comigo assim "e você fala isso, sem se importar com os sentimentos do seu marido" eu me sentia bem porque não queria aquilo pra mim, era somente uma hipótese do momento.
Nossa, esse dia sim representa demais todos os seres humanos.
Todos são crianças em um corpo de uma pessoa adulta.
Uma criança muito especial, dedicada, estudiosa, focada...e muito brincalhona.
Nos divertimos e fazemos os outros se divertirem.
Feliz dia das crianças para vocês também!
🤗🥰
Aprenda a viver cada dia como se fosse o último de sua vida.
Dê seu melhor e faça com que verem sua plenitude divina que há em você.
Viva um dia de cada vez, mas faça do presente um exemplo para o futuro.
A Água que Escolhi Dividir
Um dia me empurraram para o fundo de um poço.
Escuro. Frio. Silencioso.
Ali eu conheci a dor pelo nome,
a solidão pelo abraço,
e as lágrimas pelo sabor.
Quem me feriu foi embora,
acreditando que ali seria o meu fim.
Mas Deus desceu onde ninguém desceria.
Sentou-se ao meu lado no silêncio,
secou minhas lágrimas,
fortaleceu meus braços
e me ensinou a subir.
Cada pedra virou um degrau.
Cada cicatriz virou força.
Até que um dia eu alcancei a luz.
Lá de cima descobri algo precioso:
quem já conheceu a sede
aprende a encontrar água.
Passei a tirar água do poço
para matar a sede de quem chegava cansado,
ferido, sem esperança.
Então a vida me surpreendeu.
No caminho encontrei justamente quem havia me lançado naquele abismo.
Desta vez, porém, era ela quem estava fraca.
Era ela quem tinha sede.
Era ela quem estendia as mãos.
Eu poderia ter lembrado de tudo.
Poderia ter dito:
“Agora é a sua vez.”
Muitos esperavam isso de mim.
Mas havia algo maior dentro do meu coração.
Porque Deus nunca me deu água
para que eu escolhesse quem merece beber.
Ele me deu água
para que eu nunca esquecesse de onde Ele me tirou.
Então estendi minhas mãos.
Dividi a água que eu tinha.
Ajudei quem um dia me abandonou.
Não porque a dor não existiu.
Não porque esqueci as feridas.
Mas porque o amor de Deus foi maior do que elas.
O perdão não muda o passado.
Mas muda completamente quem escolhe perdoar.
No fim, compreendi que o maior milagre não foi sair do poço.
Foi não deixar que o poço permanecesse dentro de mim.
Não tenho medo que o povo chamado Metodista um dia deixe de existir, tanto na Europa como na América; mas tenho medo que existam somente como uma seita morta, tendo a forma de religião, mas sem poder.
Reserve uma parte de cada dia para cultos individuais. Você pode adquirir o gosto que não tem agora; o que é entediante a princípio pode com tempo, se transformar em prazer. Quer você goste disso ou não, leia e ore diariamente. Isso é para sua vida; não há outro meio, do contrário você será uma pessoa frívola a vida inteira [...] e superficial. Seja justo com a sua própria alma; dê-lhe tempo e meios para crescer e não continue a se matar de fome.
Se algum dia eu sonhar com algo que não for poesia....
Se algum dia os desencantos não me encantarem...
' TE DESEJO A LUZ DO SOL '
Para o dia que começa a clarear,
Te desejo a luz do sol
Para neles arejar,
que a luz do sol em tua vida,
todos os dias venha te iluminar.
Te amei desde o primeiro dia,
Te amo até no momento presente,
Te lembro em toda poesia.
Amarei-te eternamente !
Seja feliz na tua caminhada;
Que se transforme em alegria
as tristezas, o dissabor ;
No jardim do teu coração
Possa florescer uma linda flor.
Que ao pôr do sol de um lindo dia,
Tu venhas lembrar, desse amor ,
Que te amou imensuravelmente
Mas que tu abandonou....
Te desejo a paz de um mundo melhor,
do nascer sol até quando ele se pôr .
' TE AMEI COMO NINGUÉM '
Meu grande sonho é te amar,
Numa eternidade sem fim,
Quero um dia te encontrar,
Entre as flores do meu jardim,
Fostes meu grande sonho de amor,
Eterno enquanto durou,
Mas trilhou um outro caminho
e na solidão me deixou.
Te amei como ninguém,
não imaginas o tanto, do quanto te quero bem !
É um amor que arde em silêncio,
Na vontade não confessada,
Como uma luz apagada,
E na verdade é uma luz florescente,
Parecendo um mar agitado,
Mas no fundo, é calmo e ardente.
Meus momentos mais felizes
Foram vividos ao teu lado,
No cheiro da flor -de-lis
No calor dos teus abraços !
Minutos de alegria
(Mauro A Evaristo)
Das 24 horas do seu dia
Quais foram os minutos de alegria?
Na hora do seu alimento
Qual fez lembrar do bom sentimento?
Das tantas horas do seu dia
Qual foi aproveitada com plena alegria?
Na hora que tirou pra descansar
Em qual minuto percebeu que estava lá?
Das intensas horas do seu dia
Qual delas trouxe aquela harmonia
Em que sentiu a plenitude de viver,
Qual minuto sentiu em simetria
A ponto de olhar pra si e perceber
Que existe poder infinito em você?
feradapoesia.blogspot.com
Despeço-me da roupa
como quem abandona o dia
e encontro-te na sombra macia do quarto.
Os teus olhos percorrem-me devagar,
com a saliva tranquila de quem sabe esperar. Sinto o teu toque subir pela minha pele como um fogo lento que acorda cada nervo.
A tua boca aproxima-se do meu pescoço, quente, demorada —e o ar entre nós torna-se
mais pesado, carregado de desejo.
A minha boca perde-se
nos teus famintos seios
descobre os caminhos que o corpo guarda para noites em que a razão adormece.
E quando finalmente me puxas para ti, pele contra pele, respiração contra respiração, o mundo encolhe até caber entre os nossos corpos.
Ali ficamos, presos um ao outro,
num ritmo antigo e secreto,
onde cada suspiro diz
aquilo que as palavras
nunca ousariam dizer.
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