Par
Não nasci para
ser ignorada,
Não nasci
para não ser,
Nasci para
existir,
Nasci para ser
bem amada,
Fui embora
querendo ficar,
Parti para não
me perder.
O rasgo no peito,
as marcas
na pele,
são sinais vitais
da tua indiferença,
você me fez
perder tempo,
o riso e a crença,
o melhor de tudo
é que a cada vez
que escrevo
um verso,
eu te esqueço
e a dor
que sinto
dói menos
aqui dentro.
Não por lirismo,
mas por realismo,
exponho ao mundo
o meu coração
por ti destruído,
não foi restaurado,
está muito dorido,
embalando o último
poema que escrito,
foi a letra etérea
de libertação,
para eternizar
o grito da Terra
não escutado,
para eu não mais
cair na tua mão.
Como fera ferina,
você premeditou
me decepcionar
na minha data
natalícia,
no dia
devocional
de Santa Catarina,
para eu
me almadiçoar,
e esquecer
de me amar.
Não nasci
para você,
sou Verônica,
não nasci
para te carregar
na memória,
sou cigana
de partida,
rumo a terra
prometida,
nasci para
uma nova vida,
e fazer história.
Vendo gente colocando
o mapa errado da Venezuela,
ainda penso que pode
ser até de propósito
para que o Esequibo
seja apagado da História.
Eu penso em você
que cuida todos os dias
que vem mostrando
o mapa verdadeiro,
e respeita o meu solo brasileiro:
(Vendo que existe gente
insistente em recontar
os fatos de maneira
surreal assumo que tremo).
Contando o quê vem acontecendo
em meus versos latino-americanos
no mundo, no continente e por todo
o Hemisfério: sou eu é que não
deixo cair no esquecimento a injusta
prisão de um General acusado falsamente de instigação a rebelião
e de uma tropa em igual situação.
Para uns pode ser devaneio
o culto a liberdade como miragem
nos meus desertos e silêncios,
Alguém tem que crer no fim
da tempestade neste milênio.
Fiz uma guirlanda
em formato de coração
com Cipó-de-São-João
para enfeitar a porta
de casa para o dia
que você virá aqui
pedir a minha mão.
Quando paro para
apreciar o seu olhar
é como se eu pudesse
entrar e desfrutar
do seu pomar particular,
Na minha imaginação
não paro de te beijar.
Minha baguncinha favorita,
és meu Samba Carnavalesco,
O teu coração é a avenida
mais bonita para o meu bloco
desfilar e em ti o amor ficar;
A tua doçura é convidativa
para esquecer de ver o tempo passar.
Abastecer o intelecto com conteúdo de qualidade e tornar a delicadeza um hábito são imperativos para não se deixar envolver pelo ambiente de grosseria.
Quando você trocou
de par e me escolheu,
Senti o calor do seu
braço que na verdade
sem sabe era o calor
do seu amor pelo meu,
E foi neste Engenho Novo
que o seu coração poético
com maciez me escolheu.
Para quem vive
como boi-tatá
sempre haverá
o mesmo final
sem nada
incluir ou excluir;
faz parte
do que é natural
e do sobrenatural.
(O Mal se consome sozinho).
Ainda que as horas de um dia correm normalmente, nunca deixe de correr seus olhos nas Escrituras para ter minutos agradáveis e abençoados com Deus.
Das mãos do príncipe do mundo retira Deus as almas cativas, por meio da unção do Espírito Santo, para transferi-las às mãos do Príncipe da paz -- Jesus.
Faça a caridade enquanto viver, porque para onde sua alma deseja ir não haverá mais oportunidade para ganhar a sua entrada.
O equilíbrio emocional dos jovens parte de sua obediência aos pais e o seu equilíbrio espiritual parte da mesma obediência ao Pai eterno.
Um casamento mal resolvido gera momentos de turbulência e impulsos ameaçadores, deixando brechas para sua dissolução.
Para obter o celeiro cheio é preciso trabalhar, ofertar, economizar e gastar e Deus fará a maior parte de Suas bênçãos prosperar suas mãos.
Poetisa do Vale Europeu
Aqui na minha cidade de Rodeio,
tenho orgulho em ter você
inteiro para amar no meu peito
e acredito que você virá em tempo.
Sou eu a Poetisa do Vale Europeu
a reverenciar a glória do tempo
além dele e com todo o meu
maior e dulcíssimo sentimento.
Morar aqui e tudo isso possuir
para me inspirar para te amar
ainda mais enquanto te espero:
o teu amor é destino certo.
A poesia é para o seu amor
que virá e assim sou vibração,
sonho e encanto por todas
as madrugadas em viração.
O Caburé-Miudinho
observa o tempo,
Versejo com carinho
para ser absoluta
no teu destino
e para que seja comigo
docemente atrevido.
Um par ligeiro
de Caburés-da-Amazônia
cruza o céu poente,
O importante é viver
o quê a gente sente,
e ignorar profundamente
o quê falam da gente.
Em busca de fazer
par com um Apapá,
Que há de vir
para comigo nas águas
deste caudaloso rio
dançar e comigo amar.
Tem pessoa que
é como o Candiru,
Capaz de entrar
na vida de uma
pessoa sem precaução
só para causar destruição.
A minha poesia de vez
em quando acorda
afiada como um
Cachorra-facão
mostrando o dentão
para quem gosta
de causar perturbação.
