Palco
“Os manipuladores, políticos corruptos, pessoas sem escrúpulos, são reis sem trono,vivem de palco, crédito emocional e financeiro, pago com a moeda da ingenuidade dos outros”
A segurança pública no Brasil tornou-se palco de espetáculos retóricos, onde discursos bem ensaiados ecoam em entrevistas de gabinete, mas não chegam às vielas, becos e estradas esburacadas do país real. Em vez de técnicos, o que se vê à frente de muitos órgãos são políticos, indicados por conveniências partidárias, com pouca ou nenhuma vivência nas trincheiras da segurança.
"Na sociedade de hoje, somos aplaudidos no palco por dizer o óbvio; e embora o óbvio precise ser dito, é triste que ainda precise. Se o simples precisa ser lembrado, somos realmente livres?"
Não dê palco ao que rouba sua energia; alimente o que constrói.
O que você foca cresce.
Escolha nutrir o que fortalece.
Descarte o resto, sem culpa.
— Purificação
Às vezes parece que o mundo inteiro virou um palco.
As pessoas sorriem para a câmera, mesmo quando o coração está em silêncio.
Postam felicidade, mas vivem exaustas por dentro.
E quem tenta ser real, acaba se sentindo deslocado — como se sinceridade fosse defeito.
Vivemos numa época em que a imagem vale mais que a essência.
Onde o “parecer” muitas vezes substitui o “ser”.
E o mais curioso é que, mesmo sabendo disso, continuamos nos comparando, querendo acompanhar um padrão de vida que nem existe.
A felicidade perfeita que o feed mostra é, na maioria das vezes, só uma vitrine bonita escondendo o desarranjo da alma.
O problema é que essa pressão silenciosa vai se infiltrando nas áreas mais sagradas da vida.
Até mesmo na fé.
Tem gente tentando ser “crente de vitrine”, como se espiritualidade se medisse por versículos postados ou frases bonitas compartilhadas.
Mas Deus não se impressiona com filtros.
Ele olha o que ninguém vê: o coração.
Em 1 Samuel 16:7 diz:
“Pois o homem vê o que aparece aos olhos, mas Deus vê o que está no coração.”
Quando Samuel foi ungir o novo rei de Israel, ele olhou os filhos de Jessé e pensou que o mais forte e bonito seria o escolhido.
Mas Deus o corrigiu.
Deus não escolhe por aparência, escolhe por verdade interior.
O rei que Ele queria era Davi — um rapaz comum, pastor de ovelhas, mas com o coração sincero.
Isso mostra algo simples e ao mesmo tempo revolucionário:
Deus valoriza o que o mundo ignora.
Enquanto muitos se esforçam para impressionar, Ele procura quem é genuíno, mesmo que imperfeito.
Um exemplo pouco lembrado é Natanael, também chamado Bartolomeu.
Quando Jesus o viu se aproximando, disse algo raro:
“Veja! De fato um israelita em quem não há engano.” (João 1:47)
Em quem não há engano.
Que elogio.
Jesus não destacou a aparência dele, nem o quanto ele sabia de religião.
Destacou sua transparência.
Natanael era o tipo de pessoa que não fingia.
Ele talvez não fosse o mais carismático, mas era verdadeiro — e é isso que Jesus nota primeiro.
Ser autêntico hoje é quase um ato de resistência.
É ter coragem de ser o que é, sem disfarce.
De admitir: “Hoje não estou bem”, “Preciso de ajuda”, “Não tenho todas as respostas”.
É entender que a vulnerabilidade não te enfraquece — te humaniza.
E só quem se permite ser humano pode experimentar de verdade o cuidado de Deus.
Enquanto o mundo quer performance, Deus quer verdade.
Enquanto o mundo quer brilho, Deus se agrada do sincero.
E, ironicamente, é essa verdade que atrai as pessoas de forma mais profunda.
Porque todos, no fundo, estão cansados de aparência.
Pense nisso: ninguém se aproxima de você por ser perfeito.
As pessoas se aproximam quando percebem que você é real.
E é exatamente isso que torna sua fé convincente — não o discurso, mas a coerência entre o que você vive e o que você crê.
Talvez você tenha postado uma foto sorrindo, mas com lágrimas antes do clique.
Talvez ninguém saiba o peso que você carrega, porque aprendeu a disfarçar bem.
Mas Deus sabe.
Ele te vê sem lente, sem filtro, sem cenário.
E Ele gosta de você assim.
Sem performance.
A autenticidade é uma das formas mais puras de fé.
Porque ser autêntico é confiar que Deus te aceita como é, e não como o mundo espera que você seja.
É não precisar se esconder atrás de aparências para ser amado.
É viver com o coração limpo, sabendo que o olhar que realmente importa já te aprovou antes mesmo de você postar qualquer coisa.
A verdade é que a vida real é imperfeita — e é justamente isso que a torna bela.
As falhas, as pausas, os dias sem cor.
Porque é nesse terreno de imperfeição que a graça floresce.
E quanto mais você aceita ser quem é, mais liberdade sente para crescer, sem precisar fingir.
Ser autêntico não é ser rebelde.
É ser honesto.
É não deixar que o aplauso dos outros dite sua fé.
É continuar sendo você, mesmo quando o mundo inteiro tenta te moldar.
Então, antes de tentar impressionar alguém, lembre-se: o olhar que realmente te enxerga é o de Deus.
E Ele não quer um personagem — quer um coração sincero.
Gilson Castilho Reflexões
©Todos os Direitos Reservados
O Canto da Alma em Solitude
No vasto palco da existência, um véu,
Solidão, não vazio, mas um céu
De pensamentos, onde a alma se refaz,
Em silêncio, encontra a própria paz.
Não a dor do isolamento, o frio chão,
Mas a escolha de um doce reclusão.
Onde o eu se encontra, sem disfarce ou pressa,
E a voz interior, enfim, se expressa.
ONDE A VIDA MORA
Não preciso de palco, nem multidão,
Me basta um café pra aquecer a mão.
A brisa da tarde trazendo canção,
E o tempo correndo sem obrigação.
É no simples que o mundo floresce,
É no leve que a alma acontece.
São pequenos momentos que fazem viver,
O abraço que chega sem nada dizer.
A paz não se esconde no grande jamais,
Ela mora no agora, no silêncio, na paz.
Um pôr do sol lento, pintando o quintal,
Teu riso que cabe no meu ritual.
Não quero promessas que o vento desfaz,
Só tua presença que sempre me traz.
É no encontro que a vida se entende,
É no colo que o peito se rende.
São pequenos momentos que fazem viver,
O abraço que chega sem nada dizer.
A paz não se esconde no grande jamais,
Ela mora no agora, no silêncio, na paz.
Que seja simples, que seja inteiro,
Que o instante dure o mundo inteiro.
Que a vida seja um sopro gentil,
Um amor constante, um porto sutil.
São pequenos momentos que fazem viver,
O abraço que chega sem nada dizer.
A paz não se esconde no grande jamais,
Ela mora no agora, no silêncio, na paz.
O Espelho da Alma: Ação ou Teatro?
Paremos de ensaiar intenções no palco da mente.
O seu verdadeiro sermão não é o que você pensa ou sente, mas sim o que você executa. O mundo não precisa de mais rascunhos de virtude, mas sim de atitudes terminadas.
O preço da autenticidade é a ação.
Que cada passo dado não seja um eco vazio de um bom desejo, mas a prova irrefutável de quem você realmente é, e não a sombra de quem você gostaria de ser.
Do nada, um jovem rapaz resolve ir até ao palco, pede o microfone do puxa-saco e pergunta: "Quando você descobre que vai ser pai, você faz o teste de DNA antes ou você assume sem saber? Não quero ofender ninguém, é só uma dúvida."
By - Marcélio Oliveira
No palco efervescente do Carnaval, onde risos se misturam com lágrimas e cores dançam ao ritmo da vida, emerge uma reflexão profunda sobre a dualidade da experiência humana. Neste reino de máscaras e fantasias, onde a alegria transborda e os corações se enchem de esperança, também ecoa o sussurro suave das dores ocultas e das tristezas silenciadas. Por trás dos sorrisos radiantes, há histórias não contadas, cicatrizes invisíveis e sonhos adormecidos. O Carnaval, tão festivo e efêmero, personifica a jornada tumultuosa da existência. É um espelho que reflete nossa capacidade de encontrar beleza na imperfeição, de dançar na chuva das incertezas e de abraçar a dualidade que nos define. Entre confetes e serpentinas, entre batuques e melodias, encontramos um refúgio momentâneo, um instante de suspensão da realidade. É nesse interlúdio fugaz que nos permitimos ser quem quisermos, onde nos perdemos nas danças frenéticas e nos reencontramos nas pausas serenas. O Carnaval é mais do que uma celebração; é uma metáfora da vida. Como as marés que sobem e descem, como as estações que mudam, ele nos lembra que somos feitos de dualidades, de contrastes, de luz e sombra. Nesse turbilhão de emoções e cores, encontramos a essência da humanidade, com suas alegrias efêmeras e suas tristezas persistentes. No final das contas, o Carnaval nos ensina a abraçar todas as facetas da vida, a dançar mesmo quando o chão parece ceder, a sorrir mesmo quando o coração chora. Assim, no palco do Carnaval, entre o caos e a harmonia, descobrimos a verdadeira magia da existência: a capacidade de encontrar beleza na dualidade, de celebrar a vida em toda sua complexidade e de transformar até mesmo as sombras em luz.
Havia uma mulher que vivia sobre um palco. Ela não caminhava pelas ruas da alma alheia como quem busca encontros, mas como quem encena. Seus gestos não eram diálogos, eram ensaios.
Suas palavras vinham com pausas medidas, silêncios calculados e olhares coreografados. Vivia para ser vista, não para ver. Queria aplauso, não presença.
Precisava de plateia, não de vínculo.
Cantei como quem está num palco e ao mesmo tempo sentada na plateia sorrindo por poder ser ver feliz... Dancei mas não foi no jazz balet com meias e polainas mas tropecei em passos copiados com uma amiga aplaudir... Atuei mas não aprendi no tablado ... Aprendi nos sonhos de uma alma infantil sentada na frente da TV almejando viver as emoções mais doces e fortes que senti... Atuei na causa e na militância que acreditei... De tocar e libertar corações oprimidos assim como cresci... Lutei pelo que acreditei ser certo em todos os momentos que vivi... Uns chamam de falta de querer... Eu chamo de falta de oportunidade... Pois qual seria nobre optará em sua realização a um prato de refeição... Assim foi e é ... E só o dono do universo sabe realmente quem é... Almas mortas tristes sufocadas em corpos... Que já não vivem obedecem a máquina programa a dura sobrevivência do sistema... E quantas e quantas crianças já não sentaram na roda e pensaram e desejaram profundo... Ser escolhido para ser premiado oi reconhecido nessa hora...
É preciso muita coragem... Pra desistir de ser... Sonhar... E ver a alma padecer... Fazer o certo é seguir seu caminho neste ciclo de não ser...
RCH
Olha ela descendo a rua não que quem não nota
Ela é do palco e do palco da vida e ha quem não gosta
Quando vira as na esquina começa a fofoca...
Ela toma as rodas as falas mas é só falácias
Da pia
Do tanque
Da casa e dos filho ela pilota a vida
Não comanda mas controla aquilo que sai do coração
Na contra mão... sabe dizer não
Está no centro das atenções no palco da vida regado a aplausos e palmas não o faz melhor que ninguém...
A incerteza não têm atalhos, nem poupam a decepção. A vergonha se apaga no palco vazio e, por capricho ou não, a incerteza não aguarda ninguém no teatro da dor.
