Frases com a palavra
A sabedoria é alta demais
para o insensato;
no juízo, a sua boca
não terá palavra.
O que é matemática?
Quando a gente ouve a palavra matemática, muita gente logo pensa em conta difícil, número grande, fórmula complicada… e aí já dá vontade de fechar o caderno. Mas a verdade é que a matemática é bem mais próxima da nossa vida do que parece. A matemática nasce quando a gente conta, compara, mede e toma decisões. Ela aparece quando alguém divide um pão para todo mundo comer igual. Quando calcula quanto vai gastar no mercado.
Quando olha o relógio para não perder a hora do trabalho.
Quando planeja o mês para o dinheiro dar até o final.
Mesmo quem diz “não sei matemática” já usa matemática todos os dias — só não chama ela por esse nome.
A matemática também é uma forma de organizar o pensamento.
Ela ensina a gente a raciocinar com calma, a resolver problemas passo a passo, a não desistir logo no primeiro erro. E errar, aqui, faz parte do caminho — ninguém aprende a andar sem tropeçar.
Não é só sobre números.
É sobre pensar, entender, procurar soluções.
É como um treino para o cérebro, do mesmo jeito que exercício é treino para o corpo.
A matemática não exige pressa, exige persistência.
Ela não escolhe idade, nem passado escolar.
Ela não pergunta se você parou de estudar antes — ela só pede uma coisa: disposição para tentar de novo.
E talvez o mais bonito seja isso:
cada vez que você entende um cálculo, resolve um problema ou percebe que “não era tão impossível assim”, você prova para si mesmo que é capaz.
E isso vai muito além da matemática.
No fundo, aprender matemática é aprender a confiar mais em si, a enfrentar desafios e a perceber que o conhecimento não tem prazo de validade.
A matemática não é um bicho-papão.
Ela é uma companheira silenciosa que sempre esteve com você — agora é só aprender a enxergá-la com outros olhos.
A palavra coragem vem da raiz latina cor, que significa "coração". Ter coragem, significa viver com o coração.
E os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica, na racionalidade.
Medrosos, fecham caminhos que podem levá-lo à felicidade.
Com teorias, conceitos e preconceitos perdem a oportunidade de amarem e serem amados verdadeiramente, é como se eles não merecessem tão grande sentimento.
Amar é ousar viver o desconhecido e confiar no seu coraçao.
☆Haredita Angel
No dia a dia, o nosso desafio ativo é não deixar pensamento virar palavra, sem passar pelo crivo da sabedoria.
Poema II
A voz escrita
A palavra dita voa, a escrita permanece.
Um pacto silencioso entre ausentes,
ou a flecha lançada em forma de prece.
É o selo. A prova. A herança:
memória que jamais se esquece.
É urgência. É chama. É marca —
a palavra dita, que no ar estremece.
O tempo corre, mas a ferida não.
O mesmo vazio persiste, amargo e fundo.
Foi a palavra não dita, a incompreensão,
que nos lançou em lados opostos do mundo.
Não foi a falta de amor, e sim o medo.
A covardia sutil de quem se cala.
Guardamos o maior de todos os segredos:
a dor que o orgulho, em silêncio, instala.
Nada mudou.
Mas hoje, na moldura do "antes",
escutei sua voz — um fio de luz,
lembrando os juramentos distantes,
do amor que a alma ainda conduz.
E se a distância foi por nós criada,
eu creio na ponte que o tempo pode refazer.
Pois o que foi quebrado, em cada madrugada,
ainda pulsa em mim, e pode reviver.
Toda palavra pensada, falada ou escrita tem poder.
Use esse poder a seu favor,
que saiam de você apenas
palavras de amor!
Deus palavra linda de se falar...
Deus palavra que tem poder de acalmar e confortar...
Deus...Deus...Deus...
Tudo começou em 2012...
Eu comecei como MC Kamorra, pegando aquela energia crua da palavra "camorra" no sentido espanhol/português informal: briga, confusão, atitude de rua, aquela postura de quem não leva desaforo pra casa, de quem enfrenta o mundo com garra.
Faz total sentido pro universo do rap: nome forte, marcante, que impõe respeito só de ouvir.
Aí, mais pra frente, eu descobri "Mi Kamocha" (מִי־כָמֹכָה), a frase do Êxodo 15:11: "Quem é como Tu, ó Eterno, entre os deuses? Quem é como Tu, glorioso em santidade?". Essa exclamação de admiração pela singularidade absoluta de Deus, aquela ideia de que não existe ninguém/nada igual.
E eu pensei: "É isso!". A atitude combativa da rua + a profundidade espiritual da singularidade única. Dois lados que, na real, sempre estiveram dentro de mim: o guerreiro que enfrenta o mundo e o buscador que sabe que sua essência é única, irrepetível.
Aí eu transformei o apelido de batalha em sobrenome oficial. Não é só um nome artístico mais, virou identidade de raiz.
Kamorra deixa de ser só "o cara que briga" ou "o rapper durão" e passa a ser "o único, o incomparável, o que segue seu próprio caminho com coragem e princípios".
Isso é muito poderoso. Poucas pessoas conseguem unir a força da rua com a força da alma desse jeito e ainda registrar como sobrenome. É como se eu tivesse batizado a mim mesmo duas vezes: primeiro na batalha, depois na revelação.
E o mais lindo é que a grafia com "K" já distancia de qualquer conotação negativa da máfia italiana e reforça a ligação com o hebraico "Kamocha". Eu criei um sobrenome que carrega minha história inteira: do MC das ruas ao homem que encontrou significado maior.
Orgulho total dessa trajetória.
Kamorra não é só um nome, é uma declaração: "Eu luto, eu resisto, eu sou único".
O verdadeiro cristão anseia pela verdade e se nutre da Palavra de Deus, que fortalece a alma. Em contrapartida, aquele que se diz cristão mas permanece indiferente às Escrituras revela uma fé instável e se torna vulnerável aos enganos dos falsos profetas e às heresias. Enquanto o falso cristão se deixa seduzir pelo falso evangelho, o verdadeiro crente, firmemente alicerçado na Palavra, não pode ser enganado.
Toda palavra tem uma história, um peso, uma leveza, uma intenção. Mas, no caso de saudade, eu sinto que ela é uma história que tem uma palavra. Saudade sozinha não pesa nada, não levita tanto, não demonstra intenção alguma. É vazia - saudade precisa ser povoada de pessoas ou lembranças.
Uma palavra não nasce de forma simples. Às vezes nasce primeiro o sentimento e depois a palavra vem para nomeá-lo. Outras vezes a palavra surge antes, como uma forma vazia que pede um sentimento para preenchê-la. E há momentos em que ambas surgem juntas, como uma única linha de extensão, uma construção inseparável em que linguagem e emoção caminham pelo mesmo trilho. A palavra nasce na linguagem e encontra o sentimento no mesmo caminho, sem que seja possível determinar qual veio antes. Há também um tipo de silêncio que não é ausência, mas excesso. Um silêncio nascido da percepção profunda. A pessoa está calada, mas filtrando tudo o que acontece ao redor: gestos, microexpressões, contextos, tensões invisíveis. Esse silêncio é denso. Ele contém mais do que palavras não ditas; contém uma atividade mental contínua, uma leitura permanente do mundo. É um silêncio cheio, carregado, um silêncio que observa. Se a lucidez tivesse temperatura, seria morna. Não fria como a inconsciência, nem quente como a loucura. Morna porque habita o meio. A lucidez não se perde em extremos: ela existe na zona intermediária entre a fervura do delírio e o gelo da ausência de percepção. É um estado de equilíbrio térmico da consciência. Perceber algo que ninguém mais na sala percebeu é uma experiência recorrente para quem vive da percepção. A percepção, muitas vezes, não é comunitária. Um olhar diferente, uma testa que se contrai, uma microexpressão de desprezo — sinais quase invisíveis que passam despercebidos pelos outros. Percebê-los gera uma solidão ontológica: saber que se viu muito e profundamente, mas não haver com quem compartilhar a percepção na mesma intensidade com que ela foi vivida. Toda inteligência paga um preço. A moeda invisível da inteligência verbal costuma ser a solidão. Quem lê camadas mais profundas da realidade percebe nuances e associações que nem sempre são compartilhadas. Enquanto alguns apenas existem no fluxo imediato da vida, a mente verbal está interpretando, analisando, cruzando sentidos. Isso cria uma distância silenciosa. Há a vantagem de ler o mundo com complexidade, mas há também o custo de raramente encontrar quem o leia da mesma forma. A linguagem pode ser pensada como um organismo vivo que escolhe onde habitar. Ela escolhe quem pode assimilá-la. Quando encontra um corpo capaz de recebê-la, estabelece uma relação de mutualismo: existe dentro do sujeito e, ao mesmo tempo, faz o sujeito existir dentro dela. Torna-se uma morada biológica e simbólica. Há espaço interno para que a linguagem habite, e, ao habitá-lo, ela estrutura a própria existência de quem a abriga. Solidão e soberania interior não são a mesma coisa. A solidão é o sentimento de abandono, a sensação de não haver um par no mundo com quem se expressar plenamente. Soberania interior é diferente: é saber quem se é, o que se quer e o que fazer com isso. Nasce do autoconhecimento. Não elimina a necessidade do outro, mas permite existir com autonomia, administrando o próprio tempo e as próprias escolhas com consciência. Se a mente fosse uma cidade noturna, às três da manhã haveria uma pergunta ainda sem resposta. Uma pergunta ruminada ao longo do dia, que na madrugada se aproxima de uma possível solução sem alcançá-la. É a insônia ontológica: a vigília provocada por questões que insistem em permanecer abertas. A cidade mental, nesse horário, é feita de espera e elaboração. Existem pensamentos que nunca podem ser ditos em voz alta. Eles não desaparecem; permanecem na mente, recalcados, em estado latente. São perigos ambulantes, pois a mente é falha e, em algum momento, o pensamento pode escapar — talvez em um ato falho, talvez em um gesto involuntário. Pensamentos não morrem; apenas mudam de volume e continuam existindo, mesmo quando não se tornam som. Estar verdadeiramente em um lugar é mais do que ocupar um espaço físico. É observar como o ambiente se constrói, quem o habita, quais forças o organizam, qual papel ele atribui a cada pessoa. É existir com consciência do contexto e de si. É estar ali com o corpo e com a mente, atento ao mundo e ao próprio lugar dentro dele. É existir de forma plena dentro do instante que acontece.
"Liderar é, antes de tudo, comunicar. A palavra é o instrumento que transforma autoridade em influência."
Ali inerte, nas águas limpídas do mar.
Invadida de silêncio, buscando um significado para a palavra amar.
O casamento não e feito de dinheiro e bens materiais.
E sim de toda palavra e entendimento que vem de Deus.
Soneto de Nenhuma Dor
Nenhuma dor dói mais que dor nenhuma,
Nenhuma palavra pode até ser um soneto,
Nenhum sorriso não quer dizer tristeza,
Nenhuma verdade torna o silêncio obsoleto.
Nenhuma dor me traz a solidão,
Nenhuma ausência me faz sentir sozinho,
Tanta paixão me deu nenhum amor,
A solitude amplia meu caminho.
Nenhum ocaso me faz pensar que é tarde,
Nenhuma verdade me faz refém do medo,
Nenhum perdão me ameniza a mágoa.
Nenhuma lembrança é a dor que ainda arde,
Nenhuma saudade tem o gosto azedo,
Nenhuma agrura me arranha a alma.
Escrevo porque algumas verdades só têm impacto quando viram palavra. Quando ecoam da forma correta, libertam. Aprendi a não me explicar demais; quem sente, me entende.
— Jess.
- Relacionados
- Palavras tem poder: 53 frases sobre o peso das palavras
- Mundo
- Frases sobre leitura que mostram a magia das palavras
- Poemas sobre a Língua Portuguesa
- Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
- Palavra Sábia
- 51 frases de feliz Dia das Mães com flores para homenagear sua rainha
