Paixão e Saudade

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Arrebentação

Minha amada,
Minha flor...

O tempo que te faz tão bela
Não lhe entrega o meu amor,
Só me traz saudade sua.

Ondas de arrebentação
Que se quebram no findo horizonte
Do meu triste coração...

Cada estação te faz mais bela,
Num perfume tão sublime deste amor
Que o tempo nunca vai apagar...

A menininha dos meus olhos continua lá
Onde o meu coração a colocou
Pra nunca mais deixar de amar-te.

Edney Valentim Araújo
1994 / 1996

Vontade de voltar no tempo?
As vezes
Principalmente quando esqueço a importância que tem cada dia que passou, e me fez ser quem sou.
Mas quando a saudade aperta, fico me perguntando se em tudo, tem realmente algo de valor.

Em um mundo tão acelerado, pessoas que gostam da calmaria são consideradas antiquadas.

Ela era timída,
daquelas que a bochecha fica rosa,
usava all star num pé,
salto no outro.

Ele também era timído,
daqueles que sorriem de canto,
para demonstrar seu interesse.
Sabia a hora de ser safado,
de ser o que quisesse.

Eles eram tão iguais,
tão diferentes ao mesmo tempo,
um queria, a outra não,
mas ele não desistia,
continuava de pé com as rasteiras da vida,
caminhava de queixo,
sorria de olhos arregalados.

O que ninguém sabia,
as paredes do quarto viam,
ele abaixava a cabeça
e chorava pedindo para Deus,
queria ele ter aquela garota,
de bochecha rosinha,
até o fim de seus dias.

Deixa-me um sinal
pressentido
entre o vácuo e o manto!
ou o mar!
ou o vento!
ou as velas do meu barco
parado algures
no inevitável
porto das esperas...

ONDE ESTÁS?

Amor,

Onde quer que estejas,
Dê-me um sinal.

Para que não haja erro
Na comunicação, não me
Refiro a, um amor, a alguém
Em quem eu me perca
e onde me encontro, não!

Me refiro ao sentimento.

Amor, venha ao meu encontro,
Ou me dê pista da sua trajetória,
Uma trilha talvez.

Já estou enfadado de letras
Que se unem para formar versos tristes.

Amor, não me deixes à sina de exalar
tristeza, solidão e frieza, Amor, onde estás?

Se eu pudesse, eu mudaria o tempo.
Se eu pudesse, eu mudaria o espaço.
Se eu pudesse, eu mudaria os anos.
Se eu pudesse, eu mudaria a vida.
Se eu pudesse, eu mudaria o universo.
Se eu pudesse, eu mudaria tudo.
Só pra te encontrar.

Porque o tempo dói,
a saudade mata,
os anos se passam,
a vida acaba,
o universo vai.
E eu? Fico.

Fico desolada, sem teu cheiro.
Fico desamparada, sem teu abraço.
Fico sozinha, sem teu carinho.
Fico vazia, sem você.

Porque você, é você.
Meu coração bate, por você.
Meu sorriso, é pra você.
Minha alma, já é tua! (e o meu espirito também)

E sem você meu mundo não tem cor,
Toda magia dessa vida se apagou .
Mas, com você volta tudo ao seu lugar,
Meus lábios sorrindo,
E eu vou correndo para te abraçar.

“Olhar”

— Ah, esse teu olhar, consegue me fazer sonhar
— Quando seu olhar invade o meu, sinto uma conexão, uma ligação!
— É como mergulhar no mar, e sentir o seu frescor
— É conseguir agitar o amor, sem pudor, na mais pura sedução

— Quando o amor se confessa, fica inebriado de sentimentos, abobalhado, no mais puro contentamento
— Não sabe bem como se expressar, fica meio perdido sem palavras para pronunciar
— Se falar, parece duvidoso
— Se silenciar, parece não se importar

— Se põe a pensar
Ah, mas se o outro adivinhasse,
— Se pudesse enxergar através do olhar, o que o coração quer declarar, pra explicar que está a amar!
— Sem medos, desvendar segredos
— Conseguir enxergar o infinito, e deslumbrar do quão é bonito
— Ah, se pudesse clarificar através do olhar
— ‘Que o bom da vida é se apaixonar e amar’

— Mas posso lhe elucidar
— Mesmo que o amor se perder, e se por ventura vier a sofrer, se prantos derramar, e em lágrimas banhar, já valeu a pena existir, simplesmente por amar!

Rosely Meirelles

⁠Minha natureza é livre, mas o meu coração quer "pertencer". E se a minha atitude te confunde, e faz tua razão se perder, é porque você não enxerga com a alma, aquilo que eu sou pra você.

⁠AMOR PRÓPRIO


Dos suicídios psicológicos
Confessar-te foi meu último.
Manter-nos vivos
Era meu maior veneno.
Como nos sonhos, acreditava
No devaneio de um dia de paz
Onde estar perto, bastava.
Acreditei ainda em suas promessas
De que aqui sempre estaria.
Amor, meu, próprio,
Todavia não era nosso momento.

No último velório, deixei
Flores e uma bandeira branca.
Sinal de que me rendi
E que nunca mais te verei.
Nossos amigos estavam lá
Saudade e Amanhã não puderam ir,
Talvez chorou como quem se sentia culpado,
Amor, calado, me abraçou
E a Dor se juntou ao nosso ato.
Te enterrei debaixo das lembranças e
Estima me deu as mãos.
Amor meu
Todavia não era nosso momento

⁠Nos dias de chuva, quando o clima me impede de te ver, sinto sua falta... isso me faz sofrer...

⁠que essa infinita vontade se dissolva em meus pensamentos, e esses pensamentos se percam em minha necessidade.

⁠Nem toda a Química existente no mundo, consegue mudar a fórmula do que realmente toca seu coração.

⁠Há tempo para tudo... até existe um tempo para que os tempos se encontrem!

⁠A lua tem uma mágica. Ela tem o poder de unir as pessoas.
A lua que eu contemplo aqui é a mesma lua que alguém está contemplando em qualquer outro lugar do mundo e ela pode conectar esses dois corações se estiverem pensando um no outro.
As pessoas podem estar juntas, mesmo muito distantes, quando admiram a mesma lua, uma pensando na outra.
A lua faz a conexão das almas!

E dói toda vez que me lembro dele, é como se fosse uma ferida ainda aberta, um hematoma permanente. E mesmo que seja uma dor quase mortal, não consigo evitar minha mente de sempre remoer o passado. E me pego pensando em todo esse tempo longe dele, que me fez morrer aos poucos, perdendo o meu sentido, dia após dia. Pego aquela velha caixa de recordações e abro sobre a mesa, as fotos já perderam o brilho, e algumas coisas não fazem mais sentido. E diante disso, a dor me corrói novamente, em pensar que as memórias são tão vivas só para mim. Quando a vida faz suas surpresas, e leva as pessoas que amamos, o mundo fica sem cor, e não há substitutos ou tintas coloridas que possam resolver o problema. É quase como se a sua alma tivesse partido junto, levando a leveza do ritmo das batidas do seu coração. Algumas pessoas não entendem e nunca vão entender. Mas prefiro que seja assim, não me importo, é complexo demais para ser explicado. Mas, posso garantir, que nem tudo se refere ao passado, as vezes é só o meu jeito exagerado de usar as palavras.

Fingir algo não o torna mais real.

Então quando lembrar de mim e sentir tanta falta quanto eu sinto agora de ti, saiba que eu sempre estarei aqui para continuar nosso conto de fadas .

Monólogo ao tempo

E o tempo que sempre foi sensato, o que lhe aconteceu? Quem me dava pistas de como manter-se vivo, hoje, nem dá um suspiro. Dizem por aí que você se apagou, outros, que você deu uma leve pausa no serviço para com o mundo e eu, meramente desacreditado, acredito que esteja de birra comigo.

Você um dia falou: "Vai com calma que seu coração não vai aguentar!" Lembro nitidamente a primeira surra que levei por não ter lhe escutado, por não ter dado ouvidos ao condutor do mundo, o verdadeiro arquiteto. Hoje, com mais calma, eu percebo o quanto você faz falta. Um falta que não faz um amor não correspondido nem o que já passou. É dor dissimulada que estrangula o meu peito por perder um bem que tanto admiro.

Advento da sua preocupação, lembro da paciência de lidar com problemas alheios. Assim como uma matriarca, cuidou, alimentou e deu conselhos, faltou o afeto, mas sabe... Há muito tempo uma professora de semiótica falou
que dentro de relações sintáticas/sociais e diárias a demonstração de afeto mais forte é aquela que, dentro dessa análise, se esforça pra ser irritante. Era você. Tempo.

Não sei por que você desapareceu tão repentinamente mas espero sua volta de braços abertos e com aquela calma que me ensinaste.

Se foi por causa dele eu entendo, temos muita coisa para conversar.