Paisagem
Quando me detenho sob o vasto e silencioso palco do universo, a paisagem se dissolve e sou forçado a reconhecer uma caligrafia divina em cada detalhe fugaz, desde a intrincada geometria de um floco de neve até o ritmo imutável das marés oceânicas, o firmamento, em seu silêncio estelar, não é mudo, mas um arauto de uma inteligência que transcende a minha compreensão, e essa sinfonia cósmica, tecida em leis físicas inquebráveis, ressoa como um testemunho inegável da Tua soberania absoluta. Não é apenas grandeza, mas uma perfeição tão avassaladora que anula qualquer dúvida sobre a fonte de toda a existência.
No mínimo, Ela se deixaria atravessar por cada paisagem. Como quem não passa, mas fica.
Tentaria fotografar. Não só com os olhos, mas com aquilo que n’Ela sabe sentir cada instante que, em milésimos de segundo, lhe rouba o ar ou abre seus olhos em espanto manso… daqueles que Ela nem quer entender, só permanecer.
Esse momento é rápido, é muito breve. Talvez dure um “click”. Mas, quando acontece, já não é mais do mundo — é d’Ela. E fica.
Fica nos cheiros que não se explicam, nas cores que não se repetem, nos sons que atravessam sem pedir licença, na música, no barulho, no sol, no vento, no corpo…
E foi exatamente esse pequeno pedaço de eternidade que escolheu morar dentro d’Ela.
De repente, Ela olharia para o lado… (quero dizer, para frente… é mais provável, rs) e veria Ele.
E, então, tudo faria ainda mais sentido. Ficaria ainda mais bonito… não, bonito não. SU BLI ME.
ELE. A pessoa que tornou tudo isso possível, com uma dedicação silenciosa e uma entrega que não se mede, só se percebe, se nota.
E Ela… talvez não dissesse nada. Só agradeceria.
Pensando bem, Ele seria a paisagem da qual Ela não conseguiria (nem por vontade própria, caso existisse) desviar o olhar.
E, sim… acho que Ela estaria aproveitando. Na verdade… vivendo.
... coisas sobre Ela e Ele
A hora se desfaz descolorindo – o instante perde sua cor, revelando que o tempo é uma paisagem, não um relógio.
O que é verdade? O que é mentira? A vida não é um "ou", mas um "e". Você não é nem está; você acontece, em fluxo constante.
E eu, pensativo, mergulho nesse mistério: ser "coisa de gente" é justamente isso – habitar os pensamentos, ouvir as perguntas e dançar no vão entre a paixão e o "sei lá". A beleza está no próprio questionar...
Coisa de Gente
Crua identidade espelhada
Quando olho o caminho da alma, vejo uma paisagem movediça. Atravesso ela com demasiada calma. Vejo a poeira das memórias, cruzo a linha tênue do caráter. Navego por calorosas histórias. Transcendendo a consciência, Estou vendo lá de cima, o cume da vaidade. Me comove tamanha veemência.
Agora domino o horizonte ilimitado. Moralmente entendo seus princípios, e me afogo vendo tantas falhas.
LIBERDADE
A liberdade não é o espaço onde estás, é a paisagem que carregas dentro das grades que te dão. Sou livre, dentro da prisão!
Como poderei, ter pré-conceito de mim mesma?...Sou única e sou paisagem de DEUS. Me aceito na medida que envelheço meu corpo de espirito jovem.... Natalirdes Botelho
Olha o Trem 🚂
Paisagem que às vezes faz sentido
É gente que entra e que sai
Movimenta a estação.
São sempre coisas corriqueiras
Fotos e fatos de família
Conversas diversas
em cada vagão
Assim é uma viagem de trem
Um meio de transporte antigo e novo...
E ao mesmo tempo é comunicação
De fato, linha de trem
assemelha-se à linha da mão
tem seus mistérios que descobrem-se
em cada ponto de estação.
Ambas atravessam cidades,
pela sua geografia, monte,
vales e pontões.
E o percurso da viagem
vai sempre seguindo...
Obedece a trilha e o sinal,
Tempo de duração construído.
Pois, em cada parada,
desce ou sobe alguém...
Enquanto outros, por miragem,
Seguem além...
Viagem é comunhão
Paisagem que às vezes
faz sentido vê....
É gente que entra
e que sai.
São sempre coisas corriqueiras
Fotos e fatos interesse de família
Rola conversa e aperto de mão 🫱 ✋
Tudo isso em cada parada
E continua em cada vagão
.. sabia?
É no trem!!
Sempre que sair de casa olhe para cima, para baixo, para o lado...
A paisagem de sempre pode estar diferente.
A Estranha Geometria da Ausência
Existem pessoas que a gente assume como parte da paisagem. Como a poltrona velha da sala, o barulho da chuva no telhado ou o cheiro de café passado às sete da manhã. Não precisamos olhar diretamente para saber que estão lá; elas apenas ocupam o espaço, garantindo que o mundo permaneça em ordem.
Ela era essa presença. A única que esteve lá o tempo todo.
Na mudança de apartamento, ela carregou as caixas mais pesadas não as de papelão, mas as da alma. Nas noites em que a ansiedade vinha, era a luz constante no fim do corredor. Conhecia minhas piadas sem graça e suportava meus silêncios de homem de poucas palavras, aquele mutismo típico de quem tenta resolver o universo sem usar verbos. Ela não cobrava explicações; apenas ocupava o espaço, segura.
Sempre achei que, se tudo ruísse, ela ainda estaria ali, segurando a última viga para que eu não fosse soterrado. Acreditava piamente na perenidade daquela âncora.
Mas a vida tem um jeito irônico de nos ensinar sobre a efemeridade. A pessoa que mais permaneceu foi a primeira a encontrar a porta de saída.
Hoje, quando chego em casa, a poltrona está no mesmo lugar, o café ainda tem o mesmo cheiro, mas o ar... o ar está leve. Leve demais. A ausência dela não é um grito, é um sussurro contínuo, uma frequência de rádio fora do ar que eu ainda tento sintonizar.
A única pessoa que esteve lá o tempo todo, é a única pessoa que não faz parte mais da minha vida.
Olho para o lado e há um vazio inabitado. Aprendi, da maneira mais seca possível, que presença não é garantia de permanência. E que o silêncio dela, agora, fala mais alto do que qualquer "adeus" que eu jamais ouvi. O tempo segue, as coisas mudam, e eu, um homem de poucos verbos, me vejo tentando aprender a gramática da solidão.
O cenário abstrato da gaiola e paisagem virtual,
Por algum motivo a virtude das fakes news retrata a fragilidade da politica,
A gaiola torna-se translúcida as ideias são crentes espostas ( Deus patria família)
Na retaliação do abstrato e relação da existência social ( labirinto emocional)
Faceta religiosa da ênfase a politica dos meros líderes políticos.
Cada vez se vê formas de cabresto modernos.
A central do pais tem engrenagens politica que se movem para uma esfera politizada.
Para o Ano que chega,
Escolha o que vale a pena
Da paisagem à retórica do amor.
O mundo tem boas surpresas
E o extraordinário ao redor
Dê chance à essa beleza,
E tudo fica ainda melhor.
E o ano será diferente
Cheio de encontros sinceros
e instantes singulares pela frente.
Não se deixe cegar pela antítese da alegria,
Pois antes de cada passo e em cada oração,
existe a semente de um querer bem
e a centelha da própria criação.
"A janela do ônibus me ensinou que nada fica — nem a paisagem, nem as pessoas, nem a versão de mim que entrou ali.”
Nos acostumamos tanto a ver a desgraça alheia que o sofrimento do outro virou paisagem, e o coração humano endureceu a ponto de não sentir mais o peso do próprio pecado.
- Relacionados
- Paisagem poema
