Pai Nao Entende nada

Cerca de 618916 frases e pensamentos: Pai Nao Entende nada

Pessoas perigosas não são pessoas violentas.

Pessoas perigosas são aquelas que sempre concordam com você.

Muitas luzes da cidade somadas durante à noite ainda não são suficientes para brilharem mais do que a lua, considerando que mesmo com o seu luar menos luminoso, o brilho dela permanece imponente, caloroso como um olhar atencioso olhando com gentileza para a gente.

Se o medo for sua desculpa para deixar de fazer algo, significa que você não é digno da felicidade reservada aos corajosos.

Estudar pode não levar-te à riqueza, mas é o paraquedas que te salva quando a vida te obriga a saltar.

Há uma cena em Encontros no Fim do Mundo que não dá vontade de explicar. Dá vontade de ficar quieto. Um pinguim simplesmente se afasta dos outros, vira as costas para o mar, que é onde está a vida, e começa a caminhar sozinho, em direção às montanhas geladas da Antártida. Um caminho sem volta. Um caminho que, no fundo, aponta para a morte.
Herzog não tenta romantizar isso. Ele só mostra. E, curiosamente, aquilo deixa de ser só sobre um pinguim. Vira sobre a gente.

“Aquele pinguim é o sujeito que rompe.
É o momento em que algo sai do roteiro.”

Enquanto o grupo representa o seguro, o instinto, o “é assim que sempre foi”, o pinguim solitário faz o oposto. Ele não está perdido. Ele escolhe sair. E isso é o que mais incomoda. Porque ir contra o próprio instinto não é coisa de animal, é coisa de humano.
Quem nunca sentiu vontade de ir embora de tudo? De se afastar do que mantém a gente em pé, mesmo sabendo que pode dar errado? Sair de um lugar, de uma relação, de uma fé, de uma vida inteira… não por ignorância, mas porque ficar dói mais do que o risco de partir.
O pinguim não parece confuso. Ele parece cansado.
Cansado de repetir o mesmo ciclo, o mesmo caminho, o mesmo destino compartilhado. Talvez caminhar para as montanhas seja o último gesto de controle que ele tem. Um jeito silencioso de dizer: “até aqui, chega”.
Herzog fala em loucura, mas talvez seja pior que isso. Talvez seja lucidez demais. Talvez, por um instante, aquele pinguim tenha sentido algo que não deveria sentir: o desejo de ser único, mesmo que por pouco tempo.
Ele não caminha atrás da morte. Ele caminha atrás de algo que ele mesmo não sabe nomear. “A morte é só o preço.” No fim das contas, essa cena incomoda tanto porque ela quebra uma ilusão confortável: a de que todo ser vivo quer sobreviver a qualquer custo. Às vezes, viver do mesmo jeito deixa de fazer sentido.
E o mais estranho não é o pinguim indo embora sozinho. O mais estranho, e mais honesto, é perceber que, lá no fundo, a gente entende exatamente por quê. Só não encontramos as palavras para expressar o que é! Apenas esse aperto é essa agonia ao perceber que aquele pequeno ser nos ensinou tanto enquanto caminhava, cada passo era um passo de sua escolha, um passo de sua decisão, decisão essa que culminaria em sua liberdade!

Eu não sei se é amanhã
que você chega em fúria, desgovernada por dentro,
ou se é depois de amanhã
que você parte, levando o silêncio embrulhado na raiva.
Essa incerteza me confessa um medo antigo,
uma alucinação lúcida de quem ama sem controle do tempo.
Não sei qual versão tua atravessa a porta,
nem qual mulher decide ficar ou fugir.
Há dias em que você é abrigo,
noutros, tempestade que não pede licença.
E eu aqui — firme, vulnerável —
tentando decifrar teus gestos antes que virem ausência.
Não sei qual será tua atitude,
mas sei da minha:
continuar verdadeiro,
mesmo quando teu coração oscila
entre ficar hoje, ir amanhã
ou nunca mais voltar depois de amanhã.
Porque amar, às vezes,
é permanecer mesmo sem garantias,
é enfrentar o caos com o peito aberto
e chamar isso, ainda assim, de amor.

Florescer no caos.

A força não é a ausência da dor que te feriu,
Mas o broto que nasce onde o medo ruiu.
É ver nos destroços um novo caminho,
E saber que, curado, ninguém está sozinho.

Na fé, Deus cria laços que o tempo não desfaz e constrói pontes onde o amor nos ensina a atravessar com esperança.

Por que você não ficou?
Você prometeu…

Prometeu que não ia desistir,
que ia lutar, que ia insistir.
Prometeu que não ia me deixar,
que ia ficar, que ia me amar.

Eu tentei tanto te fazer voltar,
mas foi você quem decidiu soltar.
Eu fui tão irrelevante assim?
Foi por isso que escolheu esse fim?

Você me magoou, eu sei,
mas mesmo assim você prometeu —
e eu acreditei.

Eu ainda te quero,
me sinto patética, confesso.
Ainda sinto sua falta,
mesmo você deixando claro
que não sente a minha.

Não importa quantas pessoas eu beijei,
com nada isso se compara, eu sei.
Caminhar de mãos dadas com você
era tudo o que eu queria reviver.

Eu também errei, eu sei,
mas quem viu as noites que chorei?
Quem ouviu meu peito em dor?
Quem sentiu o peso do amor?

Você realmente se importa?
Ou tudo isso foi só uma história torta?

⁠Não sou antissocial, apenas escolho com cuidado com quem quero me relacionar socialmente.

⁠Não tenha inimigos medíocres, e nem amigos medíocres, Deus não tem compromisso com os covardes!

A Paz é opção. Brutalidade é protocolo de emergência. A mente preparada não busca guerra, mas sorri quando ela chega.

"A quietude não é sua carapaça, mas sim o vasto oceano onde sua alma ancorada contempla o mundo."

A felicidade não é a cidade ao fim do mapa, é o próprio vento pela janela, o ritmo das rodas nos trilhos, o horizonte que se desdobra enquanto se vai.

Pois lembre: o pássaro não entoa seu canto por ter a alegria; é no ato de cantar — no ar que vibra na garganta, na nota que se desprende e preenche o arvoredo — que a alegria, plena, nasce e se aconchega em suas penas.

A felicidade não é um porto à espera. É a própria maré dentro de você, o movimento que faz o navio navegar.

Não consigo me ver em uma vida sem arte, arquitetura, história, poemas e paixões. Isso alimenta minha alma. Talvez essa seja a minha sina...

Os cadarços de Sophia


“Não te falta força, porém cadarços amarelos para o sapatênis que não tem. Pois quem vive vida tão sofrida, morro acima, morro abaixo, com uma bacia de roupas na cabeça, não compra cadarços — cadarços amarelos — nem sapatênis, nem uniformes; muito menos pode ir à escola, como as crianças que não trabalham e podem estudar.”


Diziam isso para a menina que chorava por cadarços amarelos, para o sapatênis que ficava na vitrine da loja de calçados, a um quarteirão e meio da escola. Escola esta particular, única na vila, de fama alta entre antigos e novos moradores da cidade por causa dos seus uniformes. Eram uniformes com pudor, de menina-moça de família, educada e de muita estima, pelo lindo e desenhado traje que usavam — principalmente o das meninas, de mangas longas e vestido, com sapatênis preto, todo padronizado. Apenas a cor dos cadarços variava: rosé ou vermelho, verde ou azulado. Era essa a razão do sonho de Sophia — um sapatênis fechado com o bendito cadarço amarelado.


Era o sonho de Sophia comprar aqueles cadarços e, para isso, guardava seus trocados, que no trajeto do morro abaixo recebia da sua mãe, que com a menina repartia parte do pagamento: duas moedinhas de dez centavos pela tarefa cumprida, pelo esforço que fazia morro acima, carregando a trouxa de roupas e uma latinha.


De três em três dias, duas moedas no fundo do pequeno cofre tiniam. Cofre para este fim feito, artesanalmente “arranjado”, de latinha de leite moça improvisada, com um adesivo amarelo pregado. Nele, estava escrita pela mãe da menina a única palavra por ela aprendida — palavra esta que Sophia também aprendera no caminho morro acima e, quando descia a ladeira morro abaixo, com fé, pronunciava o som da palavra a cada passo; e o significado de cada fonema embrulhava como se faz com um presente que ainda não chegou a hora de dar.


Cadarço, que agora era o sonho de Sophia, já fora o sonho de sua mãe, que à escola nunca ia, pois uns cadarços, em vidas tão sofridas, nunca pôde comprar — muito menos sapatênis, uniformes e ir à escola estudar.


Forças e sonhos todas as manhãs arrumava. Com o tinido de cada moeda no fundo da lata se motivava. Nunca desistiu da caminhada: morro acima, morro abaixo. Aprendeu que, na vida, tudo passa e que uma grande meta a ser alcançada traz, no começo, uma dificuldade danada.


Primeiro os cadarços, depois o sapatênis, o uniforme e, por fim, a escola. Um passo atrás do outro, uma conquista de cada vez. Diziam para a menina que chorava por cadarços amarelos:
“Sonhar primeiro com os cadarços, aprender com a dor de alguns laços, para daí adiante não se enrolar na vida como quem tropeçou nos próprios passos.”


Para minha felicidade e admiração de sua mãe, anos mais tarde, quando voltei, dei de frente com Sophia. Em suas mãos não encontrei nem bacia nem latinha. Estava diferente. Diferente da menina que, morro acima, morro abaixo, repetia insistentemente a palavra alegria. A mesma palavra escrita naquela latinha, palavra ensinada pela mãezinha, razão que foi razão dos seus cadarços, do sapatênis, do uniforme e da escolinha.


De hoje em diante, também me sento com os moradores da cidade para, com orgulho, olhar aquelas que, de uniformes tão admiráveis, caminham para estudar. Que vão e vêm todos os dias — em especial a minha menina de cadarços amarelos, única entre as demais. Aquela que vai cantando insistentemente a palavra alegria, porque desde cedo ela sabia que, na vida, não se realizam sonhos — muito menos se compram cadarços amarelos — sem alegria, razão dos cadarços amarelos, razão do sonho de Sophia.

“Sonhar primeiro com os cadarços, aprender com a dor de alguns laços, para daí adiante não se enrolar na vida como quem tropeçou nos próprios passos.”

"A esperança final de um cristão é a ressurreição e não a reencarnação."

“Há verdades que não suportam o ruído do mundo; por isso se revelam em tom baixo, como quem sabe que a profundidade não precisa de aplauso, apenas de escuta.” — Leonardo Azevedo.

Porque julgamos como errado o que não deu certo?