Pai Nao Entende nada
Nosso passado é o que nos faz ser quem somos. Mas ele não pode nos definir,não existe isso de apagar ou esquecer o que pertence a nós,você tem o controle de assumir novas direções de sua vida,mas pra o agora acontecer,teve que o antes predominar,cada potencial,escolhas,ações e experiências,somam nuance existente na gente que não sai,você tem a oportunidade de não repetir o que passou,mas saiba que ele sempre vai está instalado em sua vida.
Deus não precisa de barulho para te ouvir, nem de pressa para te socorrer; Ele habita no seu silêncio e caminha ao seu lado.
Nem todo vento é ruim.
Vento também ensina.
Balançar não é cair.
Raiz forte segura.
A terra ajuda.
Quem confia, fica.
O vento passa.
Medo também passa.
Segurar firme faz bem.
Aprender dói um pouquinho.
Ficar em pé é coragem.
O sol sempre volta.
Vento testa, raiz responde.
Quem aguenta, cresce.
Cair não é sempre.
Balançar faz parte.
A raiz sabe o caminho.
Depois do vento, calma.
Nem tudo que empurra derruba.
Confiar também é crescer.
O direito à liberdade não se mendiga através da ignorância, mas se conquista através do conhecimento.
Uma verdade óbvia, mas necessária para o seu ego: se você não existisse, você não faria diferença.
Imagine um irmão que nunca teve e imagine um irmão que teve, porém já se foi. Qual é o mais importante para você?
Você é como o irmão que nunca existiu, a única diferença é que você existe, mas a verdade é que você é substituível.
Deus tem um jeito muito doce de cuidar da gente — às vezes Ele não manda o novo da loja, mas o novo da vida. Ele pega algo que estava esquecido e coloca no teu caminho, como um presente embrulhado de simplicidade, só pra mostrar que te enxerga, que te ama e que ouve o que está guardado no teu coração mesmo quando você não fala.
o amor não combina com indecisão. Amor de verdade é escolha diária, é presença, é paz. Quando alguém diz estar “confuso”, na verdade está sendo injusto com quem o ama — porque quem ama não deixa dúvida, acolhe, explica, cuida.
Você pode empurrar a culpa pra frente,
pode fingir que não sente,
pode se distrair com outra pessoa, com bebida, com amigos…
mas quando o mundo fica quieto,
quando a velhice chega,
quando as lembranças aparecem…
a consciência cobra com juros.
E cobra caro.
Ninguém envelhece em paz carregando o mal que fez.
A idade não apaga o erro — ela ilumina.
Quando a pessoa fica mais velha,
começa a olhar pra trás
e ver quem ela feriu,
quem ela perdeu,
o que ela destruiu com as próprias mãos.
E aí vem um vazio que dói mais do que qualquer traição.
Porque é tarde demais pra voltar e consertar.
A justiça da vida não falha — apenas tem seu próprio ritmo.
Você não precisa desejar mal.
Não precisa sujar o coração.
Não precisa retribuir a dor.
Quem trilha o caminho da deslealdade
sempre tropeça onde menos espera.
Pode ser agora,
pode ser no meio da vida,
pode ser na velhice…
mas chega.
E quando chega - , chega sem aviso, sem defesa, sem fuga.
“A chuva não caía. Ela conversava com o mundo. Cada superfície respondia com um timbre diferente. Era desorganizada, mas obedecia a um ritmo que ninguém via, apenas sentia.”
A FOME QUE NÃO É DE PÃO
Tem gente que morre de fome
Tendo o pão sobre a mesa.
Tem gente que adoece
Antes de qualquer tristeza.
Tem gente que envelhece
Sem ter vivido a beleza,
E carrega nas costas
O peso da própria leveza.
Tem gente que tem medo de fazer,
De pular, de cair, de tentar,
E passa a vida inteira
Apenas a observar.
Tem gente que vive no lusco-fusco
Em pleno sol de verão,
Com os olhos vendados
E a alma em escuridão.
Tem gente que nunca vê saída,
Nem quando a porta está aberta,
E prefere a cela conhecida
À liberdade incerta.
Tem gente que anda nu
Mesmo vestido de cetim,
Porque a nudez da alma
É a que mais assusta em si.
Tem gente que morre antes de viver,
Respira sem inspirar,
São estátuas de sal que se esqueceram
De como se deve andar.
Tem gente que ouve sem escutar,
Que olha sem enxergar,
Que fala sem dizer nada,
Que abraça sem apertar.
Tem gente que guarda o sorriso
Pra um dia que nunca virá,
E guarda tanto a alegria
Que a alegria definha no ar.
E seguem, cegos e mudos,
Cada um no seu lugar,
Esperando que um dia a vida
Os aprenda a despertar.
Mas o tempo passa em vão
Sobre os ombros de quem parou,
E a morte, paciente, espera
Por quem nunca começou.
Sou piauiense de nascimento, mas herege por vocação climática: gosto do frio, não sou calorenta, e isso me coloca numa categoria à parte, quase teológica, entre os meus conterrâneos.
