Pai Nao Entende nada
Não tenha pressa, não viva rápido demais. Tudo o que existe no tempo tem um ritmo e uma lei, nada mudará isso.
Amor virtual é bom pra robô, que não sente nada. Pessoas precisam de laços, abraços, olhos nos olhos o toque das mãos.
Não saber.
Não há nada mais irritante do que respostas não-respostas.
Engarrafamento irrita, trânsito de sexta-feira, buzina ignorante, gente contraditória, fila que não anda, vizinho com rádio potente e nenhum bom gosto irrita.
Falta de educação, respostas atravessadas, atitude desnecessária, tudo isso. Mas nada mais desconcertante que um "não sei".
"Não sei" é termo que não vale, "não sei" não é resposta, "não sei" não é cabível. Falo daquele "não sei" inteligente e esperto não o desprovido de informação.
Aquele que é parente próximo do "talvez", vizinho do "pode ser", amigo fiel do "quem sabe".
"Não sei" não rende assunto, não dá chance nem esperança. Não dá audiência. É preguiça, provocação.
"Não sei" é arrancar as páginas de possibilidades e reflexões de um livro bom, é posição de impedimento, é tirar o corpo fora. Puro descaso, covardia. O boicote das justificativas. A alergia dos práticos. A úlcera dos ansiosos.
É ter todas as respostas guardadas, preparadas, apontadas e ainda assim se esquivar. Ter a mancha de um crime nas mãos e negá-lo.
"Não sei" é a fuga dos que não se comprometem. É vazio de sentido, tentativa frustrada de absolvição. Inconveniente, conservador, teste e tortura da paciência.
"Não sei", piada mal contada. Cretina, infundada. Se esconde atrás da sombra e do suposto respaldo das abstenções.
"Não sei" compactua com o "porque sim" e o "porque não" como escape de continuação do asssunto. Simbióticos e injustos. Tenta parar o trânsito da prosa, mas é atropelado pelas interrogações.
É a pressa e o pecado da língua insana, o tormento das personalidades combativas, o desespero dos descordantes.
"Não sei" é a negação do recurso. Não remete ao passado e não liga ao futuro, é a pedra no caminho da decisão, a pedra no sapato dos objetivos.
"Não sei" como comodismo, escolha mais conveniente.
Nada bobo o "não sei", bastante sábio. Um perigo, um abuso. Deveria ser censurado, abolido, abortado. Ahhh o "não sei"... descabido e desnecessário!
Responda "não sei" pra mim e prepare-se para o show de questionamento. Tenha certeza de sua resposta, de sua falta de posição. Esteja seguro e armado. Armado de argumentação.
Sem dor, como poderíamos reconhecer o prazer?
A existência do brócolis não afeta em nada o gosto do chocolate.
As pessoas, cedo ou tarde, vão nos decepcionar. E não há nada, nadica que possamos fazer. Paciência, faz parte, é uma coisa normal, natural. Não adianta você ser legal, querer o bem da pessoa, defender, ajudar, dar uma força. Ninguém lembra disso, muito menos valoriza. Não, não espero aplausos, confetes, elogios e serpentina, só espero que as pessoas sejam honestas e verdadeiras. Só espero que as pessoas cumpram com a palavra. É demais esperar honestidade? Não quero reconhecimento nem valorização, só quero (e espero, de verdade) que as pessoas entendam que estão lidando com pessoas. E que a vida não é um negócio, as relações não são um jogo. Não sou fria, sou de carne e osso. Mais carne do que é osso, é bem verdade.
Eu não sou bom com todos e nem quero ser. Costumo desprezar quem não me traz nada de bom, e amar os que me fazem sentir especial.
*** Dica ***
O homem pode até tentar...
Não tem nada mais sexy que o olhar de uma mulher quando quer seduzir... é uma facada no orgulho masculino... podemos nos vitimizar... mas... é fato! o olhar delas... quando querem... sufoca!
Elas podem!
Quando não há mais nada que possamos fazer para tentar modificar algumas circunstâncias, o que existe de mais confortável no mundo é a liberdade da entrega e a coragem da aceitação de que as coisas possam ser simplesmente como são.
Aprendizado
Nos meus relacionamentos eu aprendi a não deixar passar nada despercebido, tudo o que se acontece podemos aprender algo, uma nova forma de agir, uma nova forma de se portar. Às vezes evitaríamos novos erros se aprendêssemos com os erros já cometidos.
Percebemos que não podemos entrar em convívio com alguém que não temos pelo menos noção de onde isso vai dar. Se dizemos sim, então estamos abrindo um mundo para que tal pessoa entre e precisamos escolher bem quem entra em nossa “casa”.
O complicado é que não podemos escolher de fato... precisamos conviver, conversar, conhecer. Mas não podemos escolher quem gostamos, com quem temos afinidade, não podemos escolher nem quem queremos amar, mas podemos escolher como amar.
Nos meus relacionamentos eu aprendi que errei durante muito tempo em minha vida achando que os sentimentos são a causa de fazer com que uma relação dure, mas a verdade é que não são os sentimentos que sustentam uma relação e sim a relação que sustenta os sentimentos. Se nos relacionamos bem com outro alguém, os sentimentos são apenas consequência...
Aprendi que não importa o quanto sabemos sobre um determinado assunto, sobre uma pessoa, sobre como resolver um determinado problema, sempre haverá formas diferentes de pensamentos e temos que reconhecer que só porque pensam diferente, não significa que estão errados.
Aprendi da pior forma... errando.
Não se pode exigir respeito se você não se respeita.
Não se pode se entregar numa relação e esperar
sentimento recíproco se você não se ama.
Não se pode esperar que dê certo, se você não sabe como resolver seus próprios problemas.
Precisamos sempre entender que o começo e o final do nosso amor é sempre por nós mesmo.
A vida é simples demais, mas sempre a complicamos criando expectativas em coisas que não sabemos esperar, ter paciência.
Passei a aprender mais, quando parei de pensar que sabia tudo.
Proteja-me na hora da entrada
Proteja-me na hora da saída
Sei que perante Ti, eu não sou nada
Mas que minha missão seja cumprida.
Não sou moderada em nada.
Se eu amo, amo muito.
Se eu quero, quero muito.
Se eu choro, choro muito.
Se eu decepciono, decepciono muito.
Se eu sofro, sofro muito.
Se eu sorrio, sorrio muito.
Se eu sonho, sonho muito.
Eu sou muito até pra mim mesma.
Sou 8 ou 80..nada de meio termo,não consigo ser morna..comigo é quente ou frio..não existe mais ou menos..é mais ou é menos...sim ou não...vai ou não vai...não consigo ser diplomática,nem fico em cima do muro..desço,dou minha cara á tapa..assumo as consequências..sendo essas boas ou ruins...Sou assim..me ame ou me odeie..
Sobre a morte?
Sobre a morte nada conheço, não sei dizer.
Mas acho que a morte é esquecimento.
E quem parte continua vivendo
nas lembranças
e nos corações de quem fica.
Saudades! Tenho-as até do que me não foi nada, por uma angústia de fuga do tempo e uma doença do mistério da vida. Caras que via habitualmente nas minhas ruas habituais - se deixo de vê-las entristeço; e não me foram nada, a não ser o símbolo de toda a vida.
Explosões
"Não tenho nada a ver com explosões”, diz um verso de Sylvia Plath. Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.
Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.
Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a sensação de ser perseguida. Não tenho nada a ver com cipós, troncos, ruídos que não sei de onde vêm e o que me dizem. Não me sinto à vontade onde o sol tem dificuldade de entrar. Prefiro praia, campo aberto, horizonte, espaço pra correr em linha reta. Ou para permanecer sem susto.
Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de si mesmos.
Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto. Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma.
Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.
Não tenho nada a ver com igrejas, rezas e penitências, são raros os padres com firmeza no tom, é sempre uma fragilidade oral, um pedido de desculpas em nome de todos, frases que só parecem ter vogais, nosso sentimento de culpa recolhido como um dízimo. Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.
Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.
Minto, tenho tudo a ver com explosões.
Viver verdadeiramente e intensamente não é nada simples. É preciso ter coragem para retirar as máscaras de proteção. Aceitar o óbvio. Encarar as valas, passar pelas pontes, pular a cerca, subir as escadas, atravessar a rua, quebrar as regras sem quebrar conceitos, empinar pipas sem encostar-se aos fios, lavar as janelas sujas para enxergar o dia, pescar cuidadosamente a alegria e empurrar a maldade, dormir pra sonhar e acordar para realizar, sujar os pés na lama e depois lavar, tomar sorvete se lambuzando para aproveitar o sabor, lamber o dedo e virar a página, decorar o texto e improvisar os esquecimentos. Caímos aqui, então o melhor é viver. Pé na tábua e boa sorte.
É tão difícil ver suas fotos e não pode nada dizer;
Te amar em segredo e não poder me declarar;
Queria dizer tudo que sinto;
Mostrar para você que meu amor é do tamanho do infinito;
